ORDEM JUDICIAL NÃO CUMPRIDA
Por desobediência à decisão judicial Niuan protocola na Justiça pedido de prisão contra Pinheiro
A revolta com os políticos é grande, e a possibilidade é de grandes mudanças nesta eleição de 2020. Mas afinal, com todos os políticos sendo mal vistos pela população, como diferenciar os bons dos ruins?
Um novo capítulo na novela política na Capital de todos os mato-grossenses. Dessa vez, o governo de Emanuel Pinheiro (MDB) volta a entrar em confronto com o vice-prefeito de Cuiabá, Niuan Ribeiro do Podemos que protocolou na Justiça nesta quarta-feira (04), um pedido de prisão contra Emanuel Pinheiro por crime de desobediência à uma decisão judicial.
O Prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro, já havia feito “vista grossa” à uma decisão da Corte de Justiça, ao demorar reintegrar os servidores da vice-prefeitura, depois de exonerar 13 funcionários em junho deste ano, como forma de retaliação à Niuan.
Agora, em uma nova queda de braço, Pinheiro volta a descumprir determinação judicial, ao deixar de realizar o pagamento destes servidores.
Niuan Ribeiro em um vídeo postado nas redes sociais, disse que iria trabalhar contra a reeleição do Prefeito de Cuiabá, o emedebista Emanuel Pinheiro. E conforme Niuan, o grupo político do emedebista não tem “moralidade e integridade” e usa a “miséria alheia” para se perpetuar no poder.
“Conhecendo de perto as coisas que vem acontecendo no Palácio Alencastro, não podemos deixar que esse grupo se perpetue no poder. A gente vai lutar. Nossa bandeira é contra a eleição do prefeito Emanuel Pinheiro para Prefeitura de Cuiabá”.
O vice-prefeito disse ainda que vai trabalhar muito mais forte para derrubar seu antigo aliado.
“Entendemos que Cuiabá merece mais, merece pessoas realmente comprometidas com o interesse público, com o interesse coletivo, com a moralidade e integridade e não fiquem utilizando a miséria alheia para se perpetuar no poder”.
Em setembro deste ano, uma decisão proferida pela desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak, da Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que decidiu reestruturar o gabinete do vice-chefe do Executivo Municipal.
Niuan conseguiu o direito de reaver a estrutura de pessoal de seu gabinete que no início do mês de julho, deste ano, teve 13 servidores exonerados por ato assinado pelo gestor. Os exonerados tinham salários entre R$ 2.973,36 a R$ 10.194,39. Uma das servidoras afastadas estava de licença maternidade e foi reintegrada pela prefeitura.
A desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak decidiu que;
“Determinando-se, em qualquer caso a imediata reintegração dos servidores que compunham a vice-prefeitura […] Determino, ainda, a proibição de qualquer realização de atos administrativos que importem em ingerência na Vice-Prefeitura, como alteração de estrutura, modificação ou supressão das funções do Vice-Prefeito, até o julgamento final deste Agravo”.
O vice-chefe do Executivo Municipal já havia ingressado com uma Ação Anulatória em desfavor do Município de Cuiabá, no início de agosto, o Juiz Roberto Teixeira Seror, da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, negou o pedido feito por Niuan Ribeiro.
Ao analisar a ação, o Juiz esclareceu que para a concessão do pedido de Niuan era necessário comprovar o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.
“No caso em tela, razão não assiste ao Requerente”, avaliou o juiz. Niuan, então, recorreu ao TJMT por meio de um Recurso de Agravo de Instrumento contra a decisão, reafirmando que o ato de Emanuel “usurpa função da vice-prefeitura”.
Agravo de Instrumento
O advogado de defesa de Niuan Ribeiro, Bernardo Riegel Coelho, aponta que além da não quitação salarial, como punição ao vice, Emanuel Pinheiro, igualmente, deixou que fosse retirado o veículo funcional de Niuan, por ausência de pagamento ao fornecedor. Suspendeu o serviço de impressão e de cópias no gabinete e até mesmo o serviço de limpeza.
Desde o dia 3 setembro, Pinheiro já vinha descumprindo a decisão liminar da desembargadora Maria Erotides Kneip Baranjak, ao atrasar salários, ou pagar parte deles. Considerando que a ordem liminar, dentre outros, previa a abstenção de qualquer ingerência no gabinete da vice-prefeitura.
Assim, foi colocado novamente para análise da desembargadora não só o pedido de prisão do prefeito, mas a execução provisória de multa acumulada, até o momento, no valor de R$ 4,3 milhões por 43 dias de descumprimento nos termos do art. 537, §3º.
Em trecho da ação, a defesa pede também a intimação do prefeito emedebista Emanuel Pinheiro “para cumprir in totum o r.decisum, reintegrando imediatamente todos os servidores indicados, lotando-os no gabinete da vice-prefeitura, com data retroativa a 03 de setembro deste ano, sob pena de multa diária majorada para R$ 500 mil. E a condenação do agravado [Emanuel Pinheiro] por litigância de má-fé“.
De acordo com Niuan Ribeiro, é por estes e outros motivos que ele rompeu com Pinheiro. Por acreditar que uma administração séria é focada na responsabilidade de gestão.
“Responsabilidade que o prefeito Emanuel Pinheiro não tem. Prova disto, que mesmo acreditando na vitória do vereador Abílio Junior, que disputa o comando do Palácio Alencastro, acho que ele[Abílio] terá um grande dificuldade, como novo gestor, de reequilibrar as finanças públicas da capital“.
O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, através de uma nota, diz que não foi notificado do Agravo de Instrumento protocolado pelo vice-prefeito, Niuan Ribeiro, contra ele. E que, assim que isso ocorrer, prestará os esclarecimentos necessários à Justiça. Inclusive, dentro do prazo estabelecido.
Veja a nota
Em relação ao Agravo de Instrumento protocolado pelo vice-prefeito, Niuan Ribeiro, o prefeito Emanuel Pinheiro esclarece que:
– Não foi notificado ainda sobre o procedimento e, assim que isso ocorrer, prestará os esclarecimentos necessários à Justiça dentro do prazo estabelecido.
– Destaque que, prezando pelo respeito aos atos judiciais, determinou o cumprimento integral da decisão judicial liminar expedida anteriormente.
– Dessa forma, desconhece os pontos relatados no Agravo de Instrumento apresentado pelo vice-prefeito.
– Todavia, comunicará a equipe administrava da Prefeitura de Cuiabá para verificar os pontos elencados e tomar as providências necessárias, a fim de sanar a situação.
– Reforça que, diferente do que se tenta sustentar no Agravo, não houve qualquer descumprimento deliberado da decisão judicial, seja por parte do Município ou do prefeito, visto que é premissa no Executivo o respeito às decisões provenientes do Poder Judiciário. (Com o BomdaNoticia)
Política
Reta final: bombardeio de informação de última hora; efeito manada e o voto útil
Quintouuuu caros amigos e frequentadores do Boteco da Alameda, saibam que os políticos na minha “LINDA”, “QUERIDA”, “QUENTE” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon, estão pulando e não conseguem parar. Será que o eleitor no dia da eleição, também vai pular?
Então se liga caros internautas do Blog do Valdemir, é o Aquecimento do Léo Megga: “pula pra cá, pula pra lá, pula parado só não pare de pular“.
A música é uma referência a uma declaração da senadora, Margareth Buzetti (PP), criticando as constantes trocas de apoio e alianças oportunistas no cenário político na Terra de Rondon.
O Boteco da Alameda, no momento, não vai pular vai, mas…, vai esperar, afinal…
A eleição para o Palácio Paiaguás entrou definitivamente em sua fase mais aguda. A 10 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o Republicanos, Otaviano Pivetta e o liberal Wellton Fagundes, se consolidaram como dois polos centrais da campanha.
E, considerando as últimas pesquisas de intenção de voto, o atual cenário segue altamente polarizado entre Pivetta e Wellton.
Enquanto algumas pesquisas apontam uma vantagem para Wellton, ainda que não muito acentuado, outras indicam maior vantagem para Otaviano, candidato a reeleição.
Mas…, o fato é que na grande maioria dos levantamentos, os candidatos enfrentam empate técnico ao concorrerem em um segundo turno eleitoral.
Diante disso, o esforço concentrado é para atrair os votos dos candidatos indecisos ou que declararam que podem mudar de voto.

Táticas
Diante disso, neste momento, há dois movimentos simultâneos que precisam ser adotados pelas campanhas de Pivetta e de Wellton: consolidar e mobilizar a própria base e buscar os eleitores que ainda podem mudar de posição.
As campanhas precisam deixar muito claro para o eleitor o que está em jogo e por que aquele candidato deve ser escolhido.
Agora é hora de martelar para que o eleitor consiga gravar as principais bandeiras (dos candidatos) e aumentar essa proximidade com o eleitor.
Na reta final, a campanha que faz um candidato ganhar é uma campanha menos sobre apresentar novidades e mais sobre consolidar a percepção pública.
Não basta ter simpatizantes, é preciso transformar apoio em comparecimento às urnas. Só mesmo tempo, qualquer fato novo ganha um peso maior, porque há pouco tempo para reagir.
Uma declaração mal colocada, uma denúncia, um debate ou uma crise institucional pode ocupar os últimos dias de campanha e mudar completamente o tabuleiro político.
Ponto de vista: a campanha de Otaviano Pivetta, entra na reta final da disputa eleitoral com uma estratégia clara e assertiva: forçar o voto útil, transformando o avanço conquistado nas pesquisas em uma missão concreta para encerrar a corrida para o Palácio Paiaguás, já no dia 4 de outubro.
Por que eleitores mudam de opinião na reta final?
Os eleitores da minha “LINDA”, “QUERIDA”, “QUENTE” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon mudam de voto nos últimos dias antes das eleições, conforme documentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impulsionado por voto útil, pressão social e bombardeio de informações de última hora.

Efeito manada e o voto útil
Quando a eleição se aproxima muitos eleitores abandonam o candidato que preferem para votar em quem tem mais chance de vencer ou de impedir a vitória de um adversário.
Esse movimento, chamado de voto útil, ganha força nas últimas semanas porque as pesquisas passam a mostrar com mais clareza quem está na disputa real.
Nota de rodapé: eleitores que declararam intenção de voto em candidatos com menos de 10% nas pesquisas, frequentemente migram para os dois primeiros colocados na última semana.
A lógica é simples, ninguém quer desperdiçar o voto. Esse comportamento se intensifica quando há rejeição elevada a um dos candidatos. Nesses casos, o voto deixa de ser uma escolha positiva e passa a ser uma estratégia de contenção: votar não em quem se admira, mas em quem tem força para derrotar quem se rejeita.

O Boteco vai falar
A última semana de campanha costuma concentrar o maior volume de propaganda eleitorais, debates, notícias e ataques entre candidatos. Esse fluxo intenso de informação atinge eleitores que, até então, acompanhavam a disputa com pouca atenção.
O estrategista político Alex Rabelo, disse que os eleitores de baixo envolvimento, aqueles que não acompanha notícias políticas regularmente, tomam decisões com base em informações recentes e simplificadas.
Um escândalo revelado cinco dias antes da eleição pode ter impacto muito maior do que um debate de 20 dias atrás, simplesmente porque está fresco na memória.
Ao mesmo tempo, campanhas investem recursos financeiros e estratégicos na etapa final, justamente porque sabem que há um contingente expressivo de eleitores ainda sem decisão firme.
Anúncios massivos, ataques coordenados e até “Fake News” são estratégias deliberadas para capturar esses votos de última hora.
Segue o fluxo!
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