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FILIADOS DO MDB LIBERADOS

“O partido acerta ao liberar seus filiados”

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Em nota divulgada nesta última quarta-feira (5), o MDB liberou os filiados para que escolham entre as candidaturas do ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) ou do presidente da republica, candidato a reeleição, Jair Messias Bolsonaro, do Partido Liberal (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Para mutos emedebistas, o movimento já era esperado.

Em nota divulgada, o partido afirma que é o “maior e mais democrático partido do país” e que tem “convicções claras a favor da Liberdade, da Democracia e da Soberania do povo brasileiro, exercida por meio do voto direto”.

O partido apresentou a candidatura da Senadora Simone Tebet, que ficou em terceiro lugar na disputa com 4.915.423 votos (4,16%).

A nota assinada pelo presidente da executiva nacional do partido, deputado Baleia Rossi (SP) afirma que o partido “cobrará do vencedor o respeito ao voto popular, ao processo eleitoral como um todo e, sobretudo, a defesa intransigente da Constituição de 1988 e do Estado Democrático de Direito”.

Confira a íntegra da nota do MDB:

“O MDB é o maior e mais democrático partido do País, o único com presença em quase todos os municípios. Tem convicções claras a favor da Liberdade, da Democracia e da Soberania do povo brasileiro, exercida por meio do voto direto.

Nesta eleição geral, apresentamos um projeto independente e equilibrado, fora da polarização, brilhantemente liderado por nossa candidata Simone Tebet. Não há a menor dúvida de que ela se consolidou como uma liderança nacional.

Nos Estados, reelegemos os governadores do Pará e do Distrito Federal, em primeiro turno. E vamos disputar o segundo turno no Amazonas e em Alagoas. Aumentamos nossa bancada na Câmara e mantivemos uma grande bancada no Senado.

Nas últimas 48 horas, dirigentes, congressistas, governadores e prefeitos externaram sua posição em relação à disputa nacional em segundo turno. Por ampla maioria, o MDB decidiu dar liberdade para que cada um se manifeste conforme sua consciência.

Em qualquer cenário, o MDB deixa claro que cobrará do vencedor o respeito ao voto popular, ao processo eleitoral como um todo e, sobretudo, a defesa intransigente da Constituição de 1988 e do Estado Democrático de Direito.

Deputado Baleia Rossi

Presidente da Executiva Nacional do MDB”

MDB em Mato Grosso

A vice-presidente Regional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no Estado de Mato Grosso, a deputada estadual Janaína Greyce Riva, disse que o Diretório Nacional do partido acertou ao liberar os filiados a apoiarem qualquer um dos dois nomes postos para o segundo turno da eleição.

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Janaína Riva foi contra o lançamento da candidatura da Senadora do MDB, Simone Tebet, e apoiou o atual presidente, Jair Bolsonaro no primeiro turno. A parlamentar estadual do MDB, no entanto, elogiou o desempenho da candidata nesta eleição de 2 de outubro.

A posição da Simone tem que ser respeitada. Eu não a apoiei e não posso exigir dela nenhum tipo de direcionamento político. Achei que ela saiu grande do debate. O partido acerta ao liberar seus filiados, porque sofreu muita pressão para abraçar a candidatura do Lula”.

Ao mesmo tempo, temos deputado federal Juarez Costa, que esta muito ligado ao presidente Bolsonaro. O partido fez bem, qualquer decisão que o partido tomasse não contentaria a maioria. Alias, com a candidatura da Simone também não contentou”.

Na análise de Janaína, a não liberação dos filiados para apoiar quem bem entendessem frustrou as metas do partido. A sigla elegeu 42 deputados federais, cinco a mais do que possui atualmente. Ocorre que a pretensão era chegar a 50 cadeiras.

Hoje mesmo, eu vi uma entrevista do senador Renan Calheiros, e ele falava sobre o partido ter escolhido apoiar a Simone, o prejuízo que isso teve na bancada. Porque todo mundo apostou que não haveria mais polarização. E houve. Teve um prejuízo para bancada”.

Apoio a Bolsonaro

A parlamentar emedebista anunciou que vai continuar apoiando o presidente no segundo turno. Para ela, a reeleição de Jair Bolsonaro é fundamental para o exercício de mandato do seu sogro, o Senador Wellington Antonio Fagundes (PL), e que tem como líder do grupo político que integra.

Para gente é mais importante que nunca [a reeleição de Bolsonaro]. Ainda mais com o senador Wellington reeleito, que é o líder do grupo político do qual eu faço parte, com quase 900 mil votos”.

Eu tenho convicção de que se o presidente Bolsonaro for reeleito, com a votação que ele teve em Mato Grosso, o cenário será positivo para o Estado”, completou.

No Estado de Mato Grosso, além  de Janaína Riva, que justificou seu apoio a releição de Jair Messias Bolsonaro (PL), em função da aliança de seu sogro, Wellington Fagundes (PL), com o atual presidente, políticos como os deputados estaduais, Dr. João, Thiago Silva e o federal Juarez Costa, todos reeleitos, também defendem a reeleição do atual mandatário.- (Com Mídia News)

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Política

Presidência do TCE/MT rechaça acusações de recebimento de “Emendas” e defende isenção em vistorias

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O Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), rebateu de forma veemente e categórica as acusações proferidas contra a corte orçamentária no parlamento estadual. A manifestação pública do magistrado preza pela defesa da integridade administrativa da instituição de controle externo, que se viu envolvida em uma contenda discursiva que reverberou imediatamente nos bastidores dos poderes constituídos em Mato Grosso.

O deputado estadual Chico Guarnieri, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), figura como o autor das denúncias e das movimentações que originaram o conflito institucional na esfera pública. O parlamentar utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para vocalizar suas suspeitas e demandar providências fiscalizatórias rigorosas contra a conduta da corte de contas.

A manifestação do parlamentar consistiu no anúncio formal de sua intenção de articular a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o propósito específico de investigar a legalidade de fluxos financeiros. Além disso, o deputado questionou publicamente a lisura, a fidedignidade e as reais motivações técnicas que fundamentam as recentes e minuciosas fiscalizações de obras públicas que a Corte de Contas vem conduzindo em solo mato-grossense.

O cerne do questionamento parlamentar baseia-se em um suposto repasse financeiro de grande monta, estimado no valor substancial de R$ 20 milhões, o qual teria sido destinado diretamente ao Tribunal de Contas do Estado. Os indícios levantados pelo deputado apontavam para uma triangulação de recursos públicos federais que, conforme a tese apresentada, careceria de amparo legal e de transparência contábil adequada.

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A suposta origem do montante financeiro sob suspeita estaria atrelada a uma Emenda Parlamentar de autoria do senador Wellington Fagundes, integrante dos quadros do Partido Liberal (PL). A acusação sugeria que o direcionamento dessa verba orçamentária federal possuiria propósitos alheios às funções institucionais ordinárias do órgão de controle, vinculando o recebimento do recurso a uma possível mitigação do rigor fiscalizador da corte.

A dinâmica orçamentária do Tribunal de Contas de Mato Grosso restringe-se exclusivamente aos duodécimos e repasses constitucionais que são devidamente programados e oriundos unicamente da fonte do Governo do Estado. Ao detalhar a engenharia financeira do setor público, o presidente do TCE/MT ressaltou a impossibilidade jurídica e técnica de a instituição absorver emendas parlamentares diretas de deputados federais ou de senadores da República.

A reação do conselheiro Sérgio Ricardo ocorreu de forma imediata e contundente nos espaços de interlocução com a imprensa e nas dependências oficiais da própria corte fiscalizatória, logo após a repercussão das declarações do deputado. A resposta célere teve como objetivo principal estancar a disseminação de narrativas desfavoráveis e esclarecer o que o tribunal classificou como um grave mal-entendido ou uma deliberada distorção dos fatos contábeis.

A motivação que impulsionou o pronunciamento defensivo do presidente do TCE/MT decorre da necessidade premente de preservar a imagem institucional da Corte de Contas perante a sociedade civil e o mercado financeiro. O magistrado justificou sua postura assertiva ao afirmar categoricamente que o Tribunal de Contas não se sujeitará a servir de palanque político gratuito para agentes públicos que buscam projeção eleitoral por meio de notícias falsas.

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As insinuações de natureza política que foram rebatidas pelo conselheiro sugeriam que ele estaria utilizando o calendário de vistorias técnicas em obras de infraestrutura estadual como plataforma de autopromoção visando ao pleito eleitoral de 2026.

Em sua defesa, Sérgio Ricardo sustentou que as auditorias e visitas de campo representam atribuições eminentemente constitucionais e rotineiras do órgão, dissociadas de quaisquer pretensões partidárias futuras.

O desfecho deste embate sinaliza um acirramento nas relações políticas institucionais em Mato Grosso, exigindo que os parlamentares foquem nos próprios mandatos em vez de formularem denúncias desprovidas de comprovação documental.

O cenário projeta um monitoramento ainda mais rigoroso das contas públicas, uma vez que o Tribunal de Contas sinalizou que manterá seu cronograma técnico de fiscalizações de forma totalmente independente e imune às pressões político-partidárias locais.

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