Política
No pleito suplementar de Senador (a), será pleiteado pela Classe C; amadurecimento político
O tabuleiro para a eleição suplementar continua as pedras se movimentando nos bastidores da política. Nestes dias que antecede as convenções que acontecem entre os dias 10 a 12 de abril, estão fazendo acertos e desacertos para poder medir força contra alguns que flutuam no topo.
Entretanto neste ínterim, começam a se preparar para os debates e na famigerada propaganda eleitoral no qual se vê de tudo.
Eles vão falar de corrupção no seu mais alto grau e o mato-grossense não vai indignar-se. Vêm ataques pessoais e mente-se desbragamente.
Os marqueteiros tentarão desconstruir esse ou aquele candidato e nas redes sociais, será estabelecida uma sórdida guerra de postagens que não poupará reputações nem histórias de vida.
Frente a tamanho descalabro, poderíamos dizer que as eleições são decididas na base de emoção, que os eleitores são manipulados pelo marketing político, e que a população deixa a razão de lado na hora de votar.
Ledo engano. Que um rio de lama, rio é pequeno, um mar de lama vai banhar a campanha política, é verdade, que os ataques pessoais vão dar o tom dos debates, é verdade, vão massificar que não existe diálogo, é verdade, vão dizer que não sabem aglutinar, é verdade, mas nada disso será preponderante na escolha do eleitor.
Diferente do que se pensa, o mato-grossense vai votar movido pela razão e, por isso e outras descobriremos que as conversas nos bastidores ajudam a alimentar a esperança e os noticiários políticos, porém, precisam conquistar a Classe C, para garantir uma cadeira no Senado.
Então pega a dica de graça: não será alianças políticas, apoio de político A ou B.
Sabe porque? Sabe porque? Porque não é somente o governador do Partido Democrata (DEM), Mauro Mendes que adquiriu maturidade política. A população mato-grossense passa por amadurecimento.
Vamos recorrer ao analista político e professor Alfredo Motta Menezes que em algum lugar, alguma ocasião disse que as nações diante das denúncias de corrupção envolvendo parlamentares, que não honram o voto, mostra que um novo eleitor está surgindo “basta ver os últimos resultados das últimas quatro eleições. Os institutos de pesquisa tem falhado. Isso mostra que o eleitor está escolado de maneira esperta ele não abre o voto. Está escolhendo melhor“, pontuou.
Pois bem, assim podemos afirmar que o eleitor pode escolher errado numa eleição, mas na próxima vai procurar escolher melhor.
E porque podemos afirmar que a Classe C define está eleição.
Vamos por parte: queiramos ou não o nível de renda ainda define parte dos votos em candidatos que se identificam com a Classe C e serão propostas econômicas conjunturais que irá consolidar ou não esse voto (leia-se Júlio e Medeiros).
A Classe C é 54% do eleitorado, ou seja, ela por si só é a maioria absoluta do eleitorado. Quer mais? Porque neste pleito do dia 26 de abril, temos consolidados os votos na Classe D e E, e na A e B.
Temos uma maioria da Classe C que é Campos e Medeiros, obviamente. Ainda tens dúvidas? Se não Júlio e Medeiros não iriam aparecer nas primeiras colocações em várias pesquisas internas.
Mas não significa que a Classe C esteja satisfeita com o rumo da nossa política.
Sem medo de errar o Blog do Valdemir afirma: a Classe C quer melhora na qualidade dos serviços públicos. E está olhando pra frente não se esquecendo do passado. Então é um voto muito em disputa ainda. Não dá para dizer que alguém já ganhou a Classe C.
E se a dica vai para Júlio, Pivetta, Medeiros, Favaro ou Barranco…Os próximos dias vão dizer.
Nota da redação
A Classe C representa 54% da população mato-grossense e tem uma renda pouco acima, entre 3 e pouco mais de 5 salários mínimos e, será sua percepção sobre economia que vai definir a eleição.
Internautas bem informados sabem o que os eleitores de Selma, Maggi e Mendes tem em comum? Um sentimento de rejeição da política. Ou seja, serão votos de frustração, de cansaço e inclusive de desabafo contra a política.
Política
MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso
A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.
Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.
O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.
Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB), uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.
A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.
Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.
O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.
A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.
A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.
Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.
Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.
A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.
Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.
O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.
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