CORDENAÇÃO POLITICA DO ESTADO
Mauro Carvalho se consolida como peça-chave no Palácio Paiaguás e deve reassumir Casa Civil em meio à articulação eleitoral de 2026
O empresário Mauro Carvalho (PRD) está prestes a reassumir a Secretaria da Casa Civil de Mato Grosso, ao mesmo tempo em que foi escalado como coordenador da pré-campanha do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás. A movimentação, que redesenha o núcleo estratégico do Executivo Estadual, ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 e reforça a presença de Carvalho no centro das decisões políticas do governo.
A definição envolve o retorno do atual titular da Casa Civil, o deputado federal licenciado Fábio Garcia (UB), à Câmara dos Deputados. Garcia deixará o comando da pasta para retomar o mandato parlamentar e iniciar, de forma paralela, a organização de sua campanha à reeleição, consolidando uma transição previamente articulada nos bastidores do governo.
Mauro Carvalho, conhecido nos círculos políticos como “Maurinho”, deverá assumir formalmente a função nas próximas semanas, após os trâmites administrativos internos. A expectativa é de que sua nomeação seja publicada em ato oficial do Executivo Estadual, oficializando a mudança na principal secretaria responsável pela coordenação política do governo.
A Secretaria da Casa Civil exerce papel estratégico na articulação entre o Executivo, a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), e demais Poderes, além de coordenar projetos prioritários da gestão. Ao reassumir o posto, Carvalho passa a concentrar duas frentes relevantes: a condução política da administração estadual e a coordenação da pré-campanha de Pivetta.

A escolha de Mauro Carvalho para liderar a pré-campanha de Otaviano Pivetta decorre de sua experiência administrativa e de sua proximidade com o núcleo decisório do governo. Empresário com atuação consolidada no Estado, ele já ocupou a Casa Civil anteriormente e é considerado um dos principais articuladores políticos da atual gestão.
A movimentação ocorre no Palácio Paiaguás, sede do Governo de Mato Grosso, em Cuiabá, onde Carvalho deverá se tornar presença constante. A centralização das estratégias no entorno da Casa Civil indica que o Executivo pretende alinhar a agenda administrativa às projeções eleitorais, ainda que formalmente a campanha esteja restrita ao período permitido pela legislação.
Do ponto de vista político, a reorganização atende a duas necessidades simultâneas: garantir a continuidade da coordenação governamental e estruturar, desde já, a pré-candidatura de Pivetta ao governo estadual. A decisão foi construída internamente, com o aval das principais lideranças da base aliada, segundo interlocutores do Executivo.
A transição também sinaliza um reposicionamento de forças entre os partidos envolvidos, especialmente PRD, Republicanos e União Brasil. Com Garcia focado na Câmara dos Deputados e em sua recondução ao mandato, abre-se espaço para que Carvalho amplie sua influência na condução política do Estado.
Embora ainda não haja anúncio público detalhando datas específicas, fontes ligadas ao governo confirmam que o retorno de Mauro Carvalho à Casa Civil é tratado como praticamente certo. A formalização depende apenas de ajustes finais no calendário administrativo e político.
Certo mesmo é que Mauro Carvalho será figura recorrente no Palácio Paiaguás nos próximos meses. Ao acumular protagonismo na engrenagem governamental e na articulação eleitoral, o empresário consolida-se como um dos nomes centrais na construção do cenário político de Mato Grosso para 2026.
Política
Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL
A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.
A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.
O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.
O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.
Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.
Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.
Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.
“Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.
A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.
“Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.
Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.
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