Search
Close this search box.

MANTER OS BONS COSTUMES NA CASA DE LEIS

Pedido de cassação contra Chico 2000 reacende debate sobre decoro e ética na Câmara de Cuiabá

Publicados

em

Um pedido formal de cassação do mandato do vereador afastado Francisco Carlos Amorim, conhecido como Chico 2000, foi protocolado na Câmara Municipal de Cuiabá e reacendeu o debate sobre decoro parlamentar, ética pública e responsabilidade institucional no Legislativo da capital mato-grossense.

A iniciativa partiu do advogado Julier Sebastião, que sustenta que as sucessivas investigações criminais envolvendo o parlamentar configuram violação grave aos deveres inerentes ao cargo eletivo e comprometem a credibilidade da Casa de Leis.

O escândalo de corrupção supostamente praticada pelo ex-presidente da Casa de Leis fere gravemente o decoro parlamentar esperado de um legislador, sendo necessária a sua cassação para que sejam mantidos os bons costumes, a honestidade e a transparência no Legislativo cuiabano”.

No documento encaminhado à Presidência do Parlamento Municipal, o jurista afirma que o vereador foi alvo de três operações policiais em menos de um ano, situação que, segundo ele, “mancha” a imagem do Legislativo cuiabano e afronta os princípios da moralidade, da transparência e do interesse público.

Para Julier Sebastião, a cassação do mandato é medida necessária para preservar o decoro parlamentar e assegurar que a instituição não seja associada a práticas ilícitas supostamente cometidas por um de seus membros.

Leia Também:  Facebook derruba rede de páginas de “fake news” vinculada ao MBL

Diz trecho do documento:

O representado vem gerando prejuízos morais e financeiros à Casa de Leis cuiabana, que já foi alvo de operação por três vezes em menos de um ano, criando exposição negativa e descrédito ao trabalho realizado pelo Legislativo”.

O pedido foi endereçado à presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), e deverá ser lido em plenário na primeira sessão legislativa da próxima semana, quando serão retomadas as atividades parlamentares de 2026. De acordo com o advogado, além do dano institucional, a permanência do vínculo funcional do vereador afastado gera prejuízos financeiros ao Legislativo, uma vez que o parlamentar continua recebendo remuneração mesmo sem exercer plenamente o mandato.

Entre os fundamentos apresentados, o documento destaca que a Câmara de Cuiabá tem sido alvo recorrente de operações policiais em curto intervalo de tempo, o que teria provocado exposição negativa e descrédito junto à sociedade. O autor do pedido sustenta que a conduta atribuída ao vereador contribui diretamente para esse cenário e impõe custos morais e administrativos à instituição, incompatíveis com o exercício de um mandato parlamentar.

Leia Também:  Senadores e deputado reafirmam apoio e emendas para Várzea Grande

Chico 2000 foi alvo da Operação Gorjeta, que investiga suposto desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, com indícios de que parte dos valores pagos a empresas contratadas retornava ao próprio vereador.

Em abril de 2025, ele também foi investigado na Operação Perfídia, acusado de negociar o pagamento de R$ 250 mil em propina para viabilizar a aprovação de projeto do Executivo Municipal, além de ter sido citado em apuração da Polícia Federal por suspeita de compra de votos nas eleições de 2024, fatos que fundamentam o pedido de cassação em análise.

Propaganda

Política

Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL

Publicados

em

A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.

A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.

O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.

O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.

Leia Também:  PSDB passou a ser visto como um "zumbi institucional"

Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.

Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.

Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.

Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.

A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

Leia Também:  Vadjú da promessa de Cidade Industrial a maior favela do Estado

Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.

Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.

Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA