Search
Close this search box.

Política

Julgamento da juíza Selma Arruda é adiado; onze desembargadores já votaram pela anulação da sindicância

Publicados

em

O pedido de afastamento da juíza Selma Rosane Arruda dos Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, foi adiado para a próxima sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT). Na ultima quinta-feira a sessão para analisar o pedido teve a apresentação de 11 dos 30 votos do pleno. Com todos votando pela anulação da sindicância instaurada contra a magistrada. Os votantes consideraram que houve cerceamento da participação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no procedimento.

A sindicância atende pedido do advogado Francisco Anis Faiad, ex-presidente da Ordem dos Advogados em Mato Grosso (OAB/MT). O adiamento aconteceu em virtude do pedido de vistas do desembargador José Zuquim Nogueira. Dois magistrados entenderam que a anulação não é o melhor caminho, propondo que a OAB seja incluída no processo no atual estágio em que ele se encontra.

A corregedora-geral de Justiça Maria Aparecida Ribeiro é a relatora do caso e decidiu monocrativamente pela não participação do Conselho da OAB, por considerar que a sindicância já estaria em fase de conclusão. “O pleito não merece acolhimento. No meu entendimento é intempestivo a participação da OAB e indeferi monocraticamente”.

Leia Também:  "O que essas pessoas querem, e consideram como dignidade, é começar a trabalhar"

O desembargador Orlando de Almeida Perri avaliou que a corregedora-geral de Justiça Maria Ribeiro não atendeu a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Entendo que a Ordem dos Advogados deve ser admitida na sindicância. Nós não estamos aqui para ratificar ou não a decisão da corregedora e sim para tratar se a OAB foi admitida para participar da sindicância das investigações. Vossa excelência intimou a ordem para participar? Isso é claro evidência o cerceamento da participação da OAB”.

A sindicância é uma peça preliminar e informativa que pode gerar um processo administrativo disciplinar. Francisco Faiad apontou que a magistrada Selma Arruda cometeu diversas infrações ao Código de Ética da Magistratura Nacional e à Lei Orgânica da Magistratura (Loman), como quebra do dever de imparcialidade, emissão de juízo depreciativo sobre decisão judicial, manifestação de opinião sobre processo em andamento, criminalização da advocacia (ofensa à classe), comportamento imprudente perante a imprensa, autopromoção e busca de reconhecimento com pretensões política.

Francisco Anis Faiad tornou-se réu no ano de 2017 em ação proveniente da “Operação Sodoma”, relatada pela juíza Selma Rosane Arruda dos Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá é notificada pelo Estado por ausência de prestação de contas na Saúde

Conforme o Ministério Público, uma organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa teria cobrado propina de empresários, entre os anos de 2011 e 2014, para fraudar licitações e manter contratos com uma empresa de fornecimento de combustível para a frota do governo do estado e com uma empresa de informática.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

A engenharia de bastidores que molda a “Grande Aliança” para a sucessão de 2026

Publicados

em

Uma movimentação política estratégica começou a redesenhar os rumos da sucessão governamental e das vagas parlamentares em Mato Grosso. Trata-se da articulação para a construção de uma ampla e robusta coligação partidária majoritária. Essa engenharia eleitoral visa unificar forças que outrora trilhavam caminhos distintos, neutralizar potenciais focos de oposição e garantir a manutenção da hegemonia do atual grupo governista nas esferas estadual e federal. O movimento altera a correlação de forças locais e redefine as prioridades dos principais diretórios partidários vigentes.

Os protagonistas dessa complexa negociação são o governador Otaviano Pivetta do partido Republicanos, o ex-governador Mauro Mendes (UB), o senador Jayme Campos (UB), e a deputada estadual Janaina Riva, legítima representante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A parlamentar emedebista desempenha papel crucial ao conceder aval formal para que seu grupo político dialogue diretamente com o núcleo duro do governo. Essa iniciativa demonstra maturidade política e posiciona os quatro líderes como os grandes artífices do novo tabuleiro político mato-grossense, consolidando uma frente partidária de densidade eleitoral expressiva.

Essas tratativas de alta política ganharam contornos definitivos nas últimas semanas, intensificando-se à medida que se aproxima o calendário oficial estabelecido pela Justiça Eleitoral para o pleito de 2026. Embora as eleições ainda pareçam distantes do eleitorado comum, os prazos legais para filiações e desincompatibilizações exigem antecipação dos líderes. Esse cronograma rigoroso obriga as lideranças a definirem as diretrizes de suas respectivas legendas com antecedência, transformando o período atual no momento ideal para consolidações e acordos programáticos profundos.

As negociações ocorrem nos bastidores institucionais de Cuiabá, estendendo-se desde os gabinetes oficiais do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), até mesmo nos ambientes discretos de diálogo restrito na capital, conhecidos como o núcleo duro do Boteco da Alameda. Esses espaços, formais e informais, funcionam como verdadeiros laboratórios de engenharia política. Neles, mapas de votação municipal e projeções estatísticas são minuciosamente analisados pelos articuladores, garantindo que cada decisão tomada na capital ecoe com precisão em todas as regiões do Estado de Mato Grosso.

Leia Também:  "O que essas pessoas querem, e consideram como dignidade, é começar a trabalhar"

O processo de construção dessa aliança ocorre por meio de reuniões reservadas, consultas jurídicas, telefonemas estratégicos e cafés discretos entre os principais interlocutores das siglas envolvidas. A aproximação dá-se de maneira gradual e calculada, com o objetivo claro de mitigar resistências internas e alinhar os discursos públicos das lideranças. Essa metodologia de concertação política prioriza a construção de consensos prévios sobre os projetos de desenvolvimento econômico estaduais, evitando desgastes precoces antes da oficialização das candidaturas em convenções partidárias.

A motivação central dessa articulação reside na “necessidade mútua de sobrevivência e fortalecimento político institucional” diante das fragmentações partidárias observadas no cenário regional. O MDB busca novos caminhos devido às severas resistências internas encontradas na ala bolsonarista do Partido Liberal (PL), liderada pelo Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e pelo deputado federal José Medeiros, que vetam uma composição com a deputada Janaina Riva. Esses vetos impulsionam a busca por alternativas viáveis que assegurem protagonismo à legenda emedebista.

O objetivo estratégico dessa coalizão é unificar a reconhecida eficiência administrativa do grupo governista atual à capilaridade municipal do MDB e à musculatura eleitoral conquistada por Mauro Mendes. Pretende-se estruturar uma chapa praticamente “IMBATÍVEL”, na qual as duas vagas ao Senado seriam disputadas por Mauro Mendes e Janaina Riva, enquanto a liderança ao governo estadual ficaria com Otaviano Pivetta ou Jayme Campos.

Busca-se, portanto, garantir estabilidade política e perenidade aos projetos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico em andamento no Estado.

Essa arquitetura de “PODER” está sendo erguida mediante a fusão de interesses do União Brasil (UB), do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos. Além desses partidos, há um flanco aberto por interlocutores ligados a Otaviano Pivetta que defendem a inclusão da deputada Janaina Riva na vaga de vice-governadora. Essa proposta alternativa agregaria indiscutível presença regional e densidade eleitoral à chapa de Pivetta, consolidando o apoio definitivo de prefeitos e vereadores da base emedebista que endossam a liderança da parlamentar.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá é notificada pelo Estado por ausência de prestação de contas na Saúde

Os desdobramentos imediatos dessa articulação política apontam para o isolamento das alas mais radicais da oposição e para a necessidade de reorganização interna dos partidos preteridos. O PL, dividido por vetos internos e disputas ideológicas, precisará reavaliar suas estratégias de isolamento para não perder espaço na disputa majoritária. Em contrapartida, as siglas aliadas à nova engenharia governista tendem a ampliar significativamente suas bancadas e suas influências no interior mato-grossense, fortalecendo as bases municipais para os desafios eleitorais vindouros.

O cenário atual exige atenção permanente e acompanhamento das próximas definições institucionais dos partidos, uma vez que as conversações de bastidores passarão a se refletir nos discursos públicos. Os discursos oficiais ainda priorizarão os princípios partidários e as defesas programáticas, enquanto os bastidores continuarão a selar as composições de chapas e a distribuição de espaços de “PODER”.

Resta observar como as bases partidárias absorverão essas acomodações, sabendo-se que as divergências políticas locais costumam ceder diante da iminente proximidade do poder econômico e político.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA