Search
Close this search box.

Política

Judiciário denuncia esquema e GCCO realiza “Operação Regressus”

Publicados

em

Denúncia que partiu do Poder Judiciário de Mato Grosso sobre supostos esquemas de fraude de processos de remissão de pena e crime de peculato, cometidos por um servidor da Segunda Vara Criminal de Cuiabá culminou na “Operação Regressus”, que ocorreu na manhã desta quarta-feira (25). O juiz da unidade judiciária, Geraldo Fidelis identificou o suposto esquema no mês de março e encaminhou a questão para a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ/MT) e para as forças de segurança para investigação.

O trabalho é coordenado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em conjunto com Justiça mato-grossense, Secretarias de Estado de Segurança Pública (Sesp), Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Polícia Judiciária Civil e Ministério Público e demonstrou agilidade na apuração dos fatos que cerca de um mês e meio depois resultaram em três mandados de prisão e outros de busca e apreensão.

Geraldo Fidelis disse que quando vislumbrou situação que fragilizou a confiabilidade no assessor, somou informações e tomou as medidas cabíveis. “Provocamos toda essa operação, pois tão logo soubemos do fato, encaminhamos a questão a quem é de competência para que as investigações fossem realizadas e de maneira rápida uma rede de crime foi derrubada e as investigações prosseguem. É fundamental que o Poder Judiciário zele pela transparência, regularidade, eficiência e legalidade. Ele é o último bastão da segurança nas instituições democráticas. Ninguém constrói nada sozinho, por isso a importância desta ação integrada“, comentou.

Leia Também:  Secretária de Saúde é convocada para explicar quarteirização de enfermagem e falta de concurso

O delegado responsável pelo caso, Diogo Santana informou que o objetivo das buscas deflagradas hoje foi justamente buscar informações nas instituições que emitiram certificados, comprovar que aquele atestado apresentado nos autos fornecido ao juiz é falso, seja materialmente ou ideologicamente falso, além da questão da regressão do regime de pena de dois reeducandos que tiveram a progressão de regime motivada por documentos falsos que foram fornecidos ao juízo.

Fomos procurados pelo Poder Judiciário para realizar essa investigação e de pronto constatamos a questão do peculato cometido por um dos assessores. Ele subtraía dinheiro para conta de sua mãe e nós observamos dez situações em que esse dinheiro foi desviado. Outra situação de irregularidade na Segunda Vara é a utilização de atestados de ensino e trabalhos falsos para remir dias de pena. Essa operação especificamente só foi possível em razão do apoio que recebemos inicialmente do Poder Judiciário e no decorrer das investigações, do Ministério Público e da Secretaria de Justiça“.

Leia Também:  Mendes agradece Virginia pelo companheirismo mesmo diante das adversidades

O secretário da Sesp, Gustavo Garcia também destacou a importância da parceria entre as instituições. “O GCCO organizou essa operação num grande parceria com o Poder Judiciário e Ministério Público, de forma a coibir ações irregulares. A ação foi provocada pelo Judiciário, através do juiz Geraldo Fidélis, que detectou essas falhas e nós prontamente articulamos uma equipe especializada para proceder as diligências necessárias na Vara a fim de executar a operação“.

As prisões expedidas são contra Marcelo Nascimento da Rocha (Marcelo Vip) e Márcio Batista da Silva, conhecido como Nariz de Porco. Eles teriam conseguido progressão do regime fechado, em que já estão condenados, por meio de fraudes. A terceira prisão expedida seria contra ex-assessor da Segunda Vara Criminal de Cuiabá, que recebia dinheiro de Marcelo e Márcio e repassava a uma perita responsável por fraudar documentos.

Ao todo são três inquéritos instaurados: peculato, lavagem de capitais de reeducandos que obtinham remissão de pena utilizando documento falso e fraude processual para obtenção de progressão de regime.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

Wellington desafia a resistência do Agronegócio e mantém pré-candidatura em 2026

Publicados

em

No complexo cenário de articulações que antecede a sucessão estadual mato-grossense, o senador Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL) consolidou o seu posicionamento estratégico como o nome mais competitivo das forças de oposição ao Palácio Paiaguás. O parlamentar mato-grossense, que cumpre atualmente o seu segundo mandato na Câmara Alta do Parlamento brasileiro, vem reiterando publicamente a sua firme determinação de disputar o comando do Poder Executivo em Mato Grosso nas eleições gerais de 2026. Essa postura convicta atua como um contrapeso direto aos insistentes rumores de recuo, refletindo a convicção do líder liberal de que a conjuntura atual representa uma oportunidade histórica e singular para alcançar a chefia da administração pública estadual.

A condução dessa ofensiva política centraliza-se na figura do próprio senador, um experiente político que traz em sua bagagem institucional a histórica marca de ter exercido o cargo de deputado federal por seis mandatos consecutivos antes de ascender ao Senado. Wellington Fagundes mobiliza os seus setores aliados e as bases partidárias municipais com o intuito de estruturar uma plataforma de governo de centro-direita que seja viável e competitiva perante o eleitorado. Ao assumir o protagonismo da ala dissidente, o congressista busca unificar correntes políticas insatisfeitas com o atual alinhamento do governo, apresentando-se como uma alternativa de poder experiente e dotada de trânsito direto nas esferas de decisão da capital federal.

O processo de consolidação desta postulação majoritária efetiva-se por meio de intensas reuniões de bastidores, manifestações públicas em redes digitais e agendas estratégicas nas principais regiões produtoras do estado de Mato Grosso. Fagundes adota uma linha de comunicação defensiva e, ao mesmo tempo, propositiva, focada em desmentir sistematicamente as especulações sobre uma eventual desistência de sua parte em favor de composições governistas.

Essa tática de reafirmação contínua visa consolidar a confiança de seus correligionários e prefeitos aliados, garantindo que o bloco partidário permaneça coeso e imune às pressões externas que buscam esvaziar a sua densidade eleitoral.

Os embates e as negociações decorrentes dessa movimentação tática localizam-se primordialmente nos eixos políticos de Cuiabá e de Brasília, onde se concentram as cúpulas partidárias e as principais lideranças representativas do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O território mato-grossense, caracterizado pela força econômica do complexo agroindustrial, transforma-se no epicentro de uma disputa de poder na qual o controle do orçamento e das diretrizes de infraestrutura logística está em jogo.

Leia Também:  Botelho percorre municípios da região Médio-Norte e anuncia recursos

As discussões travadas nos gabinetes do Congresso Nacional e nos escritórios corporativos da capital mato-grossense demonstram que o futuro comando do Palácio Paiaguás possui reflexos diretos na política econômica do país.

A intensificação dessa disputa de bastidores ocorre em um momento crucial da pré-campanha neste ano, período em que as agremiações partidárias começam a afunilar as opções de chapas majoritárias e a definir a distribuição dos fundos eleitorais.

A urgência de Wellington Fagundes em demarcar o seu espaço deve-se ao avanço dos blocos concorrentes, os quais tentam consolidar um consenso precoce na política estadual antes da abertura do prazo legal para as Convenções Partidárias. A escolha do atual momento para o endurecimento do discurso serve para evitar o isolamento de sua legenda, forçando os demais atores a considerarem o peso político do Partido Liberal nas mesas de negociação.

A motivação profunda que impulsiona a insistência do senador na disputa majoritária repousa na percepção de que o atual ciclo político oferece as condições ideais para a sua consagração no Executivo, coroando uma longa trajetória no Legislativo.

Wellington Fagundes compreende que o eleitorado mato-grossense apresenta forte tendência conservadora, o que confere ao seu partido uma vantagem comparativa natural que não deve ser desperdiçada em nome de acordos de subordinação regional. O desejo de implementar um modelo de gestão focado na diversificação econômica e na ampliação dos investimentos sociais atua como o combustível ideológico para enfrentar os desgastes inerentes a uma campanha de oposição.

O objetivo fundamental da manutenção dessa candidatura reside na tentativa de romper a aparente hegemonia do grupo situacionista, assegurando que o Partido Liberal ocupe o topo da chapa majoritária no estado governado pela direita. Ao fixar a sua meta na cadeira de governador, o senador almeja não apenas o sucesso pessoal, mas também a ampliação da bancada federal e estadual de sua agremiação, garantindo palanques fortes para as lideranças nacionais da legenda.

Leia Também:  "Combater o crime organizado na eleição municipal é a meta do TRE/MT"

A estratégia visa consolidar Mato Grosso como um bastião do liberalismo conservador, impedindo que o controle da máquina pública estadual fique concentrado nas mãos de legendas consideradas menos alinhadas ao núcleo partidário.

A despeito de sua competitividade eleitoral demonstrada nas pesquisas de intenção de voto, o pré-candidato enfrenta severas resistências internas e olhares atravessados por parte de uma ala expressiva de sua própria legenda, o PL de Jair Bolsonaro. Esse bloco dissidente, que atua em consonância com influentes figurões do agronegócio mato-grossense, manifesta clara preferência pela manutenção do atual esquema governamental, defendendo publicamente o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Esse desalinhamento interno evidencia uma clara clivagem entre o pragmatismo da bancada ruralista e os interesses de expansão partidária da Executiva, gerando um ambiente de desconfiança nos bastidores.

Nesse complexo puxa-encolhe que ameaça a estabilidade de sua postulação, a sustentação política de Wellington Fagundes é assegurada diretamente por seu amigo de longa data e presidente nacional da legenda liberal, o ex-deputado Valdemar da Costa Neto. O dirigente partidário nacional atua como o principal fiador da candidatura do senador mato-grossense, intervindo de forma enérgica toda vez que boatos sobre uma suposta renúncia ganham repercussão na imprensa regional.

Valdemar tem utilizado a divulgação de vídeos oficiais para desmentir as especulações de recuo, blindando a pré-candidatura de Fagundes contra o assédio de setores governistas e reafirmando a autonomia das decisões da Executiva Nacional.

O desdobramento futuro desta queda de braço partidária aponta para um cenário de intensa polarização e judicialização de decisões internas, à medida que a data das convenções oficiais se aproximar no calendário eleitoral. O apoio irrestrito da direção nacional do Partido Liberal a Wellington Fagundes tensionará as relações com os “Barões do Agronegócio“, testando a capacidade da legenda de impor a disciplina partidária sobre os seus quadros financiadores em Mato Grosso. A resolução desse impasse determinará se a oposição marchará unificada e robusta rumo ao Palácio Paiaguás ou se o pragmatismo econômico das forças governistas prevalecerá sobre os projetos de expansão da cúpula partidária liberal.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA