DIGNIDADE DAS FAMÍLIA
Intermat e MT Par formalizam parceria para regularização fundiária em Várzea Grande
O município de Várzea Grande e o Governo do Estado com parceria da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), vai ampliar a capacidade logística da execução das ações de regularização fundiária urbana e rural. Serão feitas titulações de núcleos urbanos informais (Lotes urbanizados ou não) e núcleos urbanos consolidados (antigas Cohabs que os proprietários das casas até hoje não têm a titularidade definitiva, ou seja, não são dono de direito).
Esta medida consta no termo de Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre a Prefeitura Municipal de Várzea Grande, o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e o MT PAR com a interveniência da Assembleia Legislativa.
O prefeito da Cidade Industrial, Kalil Sarat Baracat de Arruda (MDB) destacou a importância do Acordo de Cooperação Técnica e do trabalho em conjunto com a Intermat e o MT PAR, o que vai possibilitar ações mais céleres e efetivas na regularização fundiária, pois existirá um trabalho técnico desempenhado por empresa especializada em regularizar, documentar, atestar e legalizar propriedades como.
“A proposta dessa parceria visa reforçar o trabalho já em plena execução na cidade e conceder o título de propriedade definitivo para todas as famílias que ainda não possuem o mesmo”, disse Kalil Baracat lembrando que nada é mais importante para uma família do que a segurança do lar, da moradia digna.
O acordo também prevê a ampliação da capacidade técnica e operacional para a execução das ações de regularização fundiária, especificamente, na atualização dos cadastros bem como análise jurídica de cada caso para emissão definitiva da propriedade.
“Quero de público reconhecer o empenho, a dedicação e determinação do governador Mauro Mendes e sua equipe de trabalho nesta ação de regularização fundiária que é essencial, é permitir que homens e mulheres ofertem a dignidade do lar aos seus familiares”.
E o prefeito conhece muito bem essa realidade, uma vez que foi já ocupou a pasta da secretaria de Desenvolvimento Urbano, Econômico e Turismo, e em sua gestão acompanhou de perto o trabalho que culminou com a entrega de mais de 1.500 mil títulos de regularização à moradores de Várzea Grande, resgatando a dignidade e realizando o sonho de centenas de famílias.
A cerimônia foi realizada na sala de reuniões do gabinete do prefeito e contou com a presença do 1º secretário da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual José Eduardo Botelho, do deputado Wilson Pereira dos Santos (PSDB), membro da Comissão Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária, do presidente do Intermat, Francisco Serafim de Barros, do presidente da MT PAR, Werner Santos e da quase totalidade dos vereadores de Várzea Grande.
O presidente da Intermat, Francisco Serafim de Barros, disse que o trabalho de regularização fundiária já vinha sendo realizado no município com sucesso, mas em decorrência da pandemia a renovação do Acordo de Cooperação Técnica não pode acontecer.
“Agora estamos restabelecendo essa parceria e vamos já colocar as ações em prática, uma vez que o próprio governador Mauro Mendes pediu empenho para que todas as pendências neste setor sejam sanadas”.
Serafim agradeceu ainda a participação efetiva da Assembléia Legislativa e dos demais poderes que têm respaldado o trabalho da Intermat, principalmente com a indicação de emendas que são necessárias para o aumento de nossa capacidade técnica de desenvolvimento e atuações dos trabalhos.
“Estamos fazendo a seleção para contratar 90 técnicos que irão reforçar a nossa atuação no trabalho“, anunciou.
“Lembro o empenho e a dedicação da prefeita Lucimar Sacre de Campos e do senador Jayme Campos no trabalho de regularização fundiária e que atingiu resultados expressivos, mas é necessário que as pessoas saibam que são muitas as áreas que necessitam de regularização urbana ou rural e com o empenho do prefeito Kalil Baracat iremos avançar ainda mais”, disse o presidente do Intermat.
O deputado Eduardo Botelho disse que a regularização fundiária é importante uma vez que as famílias que não possuem o documento definitivo de posse de seu imóvel não conseguem financiamentos e nem recursos para fazer melhoria no imóvel o que acaba gerando uma desvalorização do local.
“A Assembleia Legislativa vai continuar apoiando todos os programas voltados para a regularização fundiária. Os recursos na ordem de R$ 7 milhões serão aplicados exclusivamente para os trabalhos de geoprocessamento. Na medida do possível faremos novos repasses para outros setores”.
O deputado Wilson Santos também destacou a importância de se ter a posse definitiva do imóvel, lembrando-se de vários movimentos que se tornaram conflitos e que ele participou em Cuiabá.
“Muitas famílias vivem essa insegurança, e ter a posse de seu imóvel significa o resgate de sua dignidade, de sua condição de cidadão. Queremos que o maior número de famílias possa ser atendida com esse benefício, por isso reafirmo o nosso compromisso, com o Intermat e com o município de Várzea Grande e não faltarão emendas parlamentares dos 24 deputados para isto e a disposição da Assembleia Legislativa e fazer essa política se tornar realidade, ainda mais quando se tem um prefeito da estirpe de um Kalil Baracat”.
Já o secretário de Desenvolvimento Urbano, Econômico e Turismo, Ricardo Azevedo Araújo, disse que o município já vem atuando na regularização das escrituras definitivas dos imóveis da Carteira Imobiliária da Extinta Companhia de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso (COHAB/MT), e com esse acordo vamos ampliar o benefício para as famílias que ainda não possuem o título de propriedade.
O gestor lembrou que o processo de regulamentação é mais demorado porque depende de várias etapas que vão desde o levantamento da documentação exigida até a creditação dos documentos que é feita pela Justiça de Mato Grosso, porém o prefeito Kalil Baracat pediu empenho e agilidade nos processos por entender a necessidade e o sonho que as famílias têm em possuir em mãos o direito de sua propriedade.
“A nossa meta é entregar, ainda neste primeiro semestre mais de 1 mil títulos de regularização fundiária, às famílias de diversas regiões de Várzea Grande”, anunciou.
Política
União Brasil projeta liberdade de apoio e afasta risco de ruptura interna
A governabilidade e a estabilidade interna do União Brasil em Mato Grosso deverão ser preservadas mesmo diante de uma eventual candidatura do senador Jayme Campos ao Poder Executivo Estadual. A avaliação estratégica indica que a coexistência de correntes distintas sobre a sucessão local não resultará em uma fragmentação formal ou jurídica da agremiação. O alinhamento prévio entre as principais lideranças partidárias assegura que o debate democrático interno prevalecerá sobre os dissídios pontuais de natureza eleitoral.
O posicionamento institucional e as projeções políticas foram detalhados pelo deputado estadual Júlio Campos (UB), uma das figuras mais influentes da legenda no cenário regional. O parlamentar atua como um dos principais interlocutores no processo de mediação entre as alas que disputam o direcionamento do partido. Ao validar a possibilidade de caminhos distintos, o deputado neutraliza o discurso de crise e consolida uma postura pragmática diante do xadrez político que se desenha para o próximo pleito majoritário.
As articulações partidárias e os diálogos estratégicos ganharam publicidade nesta quinta-feira, refletindo debates intensos ocorridos nos bastidores da Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), e nas sedes partidárias ao longo da semana. O momento coincide com a proximidade dos prazos para as definições de chapas e a necessidade de consolidação de blocos partidários. A manifestação pública ocorre no período exato em que os partidos começam a desenhar as Federações e as Coligações Partidárias formais que ditarão o ritmo da disputa.

As discussões e os acordos de bastidores têm como cenário principal a capital, Cuiabá, centro do poder político e administrativo de Mato Grosso, estendendo-se por todo o território estadual. O foco geográfico da disputa concentra-se na Assembleia Legislativa e no Palácio Paiaguás, sedes institucionais onde se concentram as decisões macroeconômicas e políticas do estado.
A influência desse arranjo partidário irradia-se também para os municípios do interior, cujas lideranças locais dependem diretamente da harmonia na cúpula governista.
O arranjo político foi estruturado por meio de diálogos diretos e consultas formais entre o União Brasil (UB), e os dirigentes do Partido Progressista (PP), legenda com a qual mantém uma federação partidária. O processo de entendimento incluiu conferências com o presidente do partido aliado, Nilson Leitão, com o objetivo de chancelar o respeito à soberania das decisões internas de cada sigla. A construção desse consenso preliminar baseia-se na garantia de que não haverá contestações jurídicas ou sanções administrativas contra os parlamentares dissidentes.
A motivação central para o estabelecimento desse pacto de não agressão reside na necessidade de harmonizar dois projetos de alta relevância que convivem na base governista. De um lado, situa-se o grupo que defende o protagonismo e a candidatura própria da legenda com o nome do senador Jayme Campos. De outro, encontra-se a ala alinhada ao ex-governador Mauro Mendes, que preconiza o apoio à candidatura do atual governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, buscando a continuidade administrativa.

A linha defensiva e argumentativa da ala que prega a flexibilização do apoio baseia-se na premissa de que a unanimidade é uma condição praticamente inatingível no atual cenário político brasileiro. Os defensores da liberdade de voto sustentam que o compartilhamento de palanques diferentes por membros de um mesmo partido reflete a maturidade política da agremiação. A tese central do grupo demonstra que a concessão de autonomia evita desgastes judiciais e preserva a unidade da bancada nas votações legislativas.
A análise técnica do cenário eleitoral e partidário indica que o comportamento das siglas em Mato Grosso deverá repetir tendências observadas em pleitos anteriores de alta polarização. Especialistas e consultores jurídicos apontam que as federações partidárias possuem regras estritas, mas que a liberação formal de setores dissidentes é um mecanismo legítimo para evitar a infidelidade partidária crônica. O exame dos quadros políticos revela que a Federação União Progressista mantém a musculatura necessária para absorver divergências sem perder o favoritismo.
Como precedente histórico e jurídico para fundamentar a viabilidade dessa convivência pacífica, relembrou-se o desenho institucional adotado na eleição suplementar para o Senado da República. Naquela oportunidade, a direção da antiga legenda permitiu que o governador apoiasse uma candidatura externa, enquanto o partido indicava a suplência em outra chapa concorrente.
A evocação desse modelo pretérito serve como comprovação empírica de que o pragmatismo político já foi testado e obteve êxito prático no estado.
O desfecho dessa engenharia política será formalizado nas convenções partidárias homologatórias, quando as deliberações das urnas internas selarão oficialmente o destino das coligações. Até a realização das assembleias, as duas correntes principais do União Brasil (UB) manterão o trabalho de cooperação na gestão pública e nas atividades parlamentares cotidianas. O encaminhamento final do processo garante que a disputa permanecerá adstrita ao campo das ideias, salvaguardando a integridade e a governabilidade do partido.
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