PROJEÇÕES E ESTRATÉGIA
Podemos articula expansão legislativa em Mato Grosso para o pleito de 2026
O deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e dirigente do Podemos no âmbito estadual, oficializou as projeções e o planejamento estratégico de sua legenda partidária voltados para as eleições gerais que ocorrem neste ano de 2026.
A declaração oficial e a apresentação das diretrizes políticas da sigla foram realizadas pelo próprio cacique partidário durante interlocução recente com veículos de comunicação na capital, Cuiabá, oportunidade na qual foram detalhados os nomes que comporão as chapas governamentais e proporcionais do partido.
A articulação política do grupo visa prioritariamente ampliar a representatividade mato-grossense no Congresso Nacional e fortalecer a base de apoio local, consolidando a legenda como uma das principais forças partidárias do Estado de Mato Grosso por meio do preenchimento de cadeiras estratégicas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT).
As motivações por trás dessa arrojada meta fundamentam-se no expressivo crescimento quantitativo de filiados verificado durante o último período de “Janela Partidária”, conjuntura que proporcionou ao Podemos a recepção de parlamentares com mandatos ativos e o fortalecimento de lideranças regionais competitivas.

O plano eleitoral delineado pelo diretório será implementado de forma imediata em todo o território de Mato Grosso, estendendo-se ao longo dos meses de campanha oficial até a consolidação do escrutínio nas urnas eletrônicas em outubro deste ano de 2026.
De acordo com a análise técnica apresentada pelo presidente da sigla, Max Russi, o partido trabalha com um cenário realista que garante uma vaga federal consolidada e projeta a conquista de uma segunda cadeira na Câmara Federal, a qual dependerá diretamente do somatório do quociente eleitoral e do desempenho coletivo da chapa.
Para atingir tais objetivos no âmbito federal, a agremiação estruturou uma lista que mescla a experiência de parlamentares tradicionais e nomes emergentes, incluindo as vereadoras Gisa Barros, Kalynka Meirelles e Katiuscia Manteli, além de figuras como Nelson Barbudo, Neri Geller, César Roveri, Fernando Gorgen, Fred Murta e o pastor Marcos Ritela.
Simultaneamente à disputa federal, o Podemos projeta dobrar sua atual bancada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), almejando saltar de três representantes, bancada composta hoje pelo próprio Max Russi, Alberto Machado, o Beto Dois a Um, e Fabio Tardin, para um total de seis deputados estaduais eleitos na próxima legislatura.

A viabilização matemática dessa ambiciosa ampliação fundamenta-se na pulverização geográfica dos candidatos pelas principais macrorregiões econômicas e demográficas do Estado de Mato Grosso, garantindo uma captação de sufrágios uniforme e robusta nas urnas.
Caso as projeções internas confirmem-se após a contagem dos votos, o Podemos passará a deter aproximadamente 25% da composição total do parlamento estadual mato-grossense, alterando significativamente o equilíbrio de forças e a dinâmica de governabilidade no cenário político regional a partir de 2027.
Política
União Brasil (UB) antecipa convenção em Mato Grosso sob pressão por espaço político
A dinâmica sucessória no Estado de Mato Grosso ganhou novos contornos políticos nesta semana com a confirmação da alteração no cronograma eleitoral de uma das principais legendas locais. Após intensas articulações de bastidores conduzidas pelas principais lideranças da sigla regional, o partido União Brasil (UB) oficializou a antecipação de sua convenção partidária no Estado, uma decisão que reconfigura o calendário de negociações e acelera a definição de chapas para o pleito que se aproxima.
O senador Jayme Campos e o ex-governador Mauro Mendes, atual presidente do Diretório Estadual do União Brasil em Mato Grosso, foram os responsáveis diretos por selar o consenso em torno da nova data. A articulação entre as duas principais forças da legenda ocorreu após um período de ruídos internos e cobranças públicas por maior diálogo, demandando uma intervenção direta da cúpula partidária para equalizar as insatisfações e unificar o discurso do grupo.
A oficialização do novo calendário deliberativo foi confirmada publicamente, refletindo o resultado de reuniões estratégicas ocorridas ao longo dos últimos dias na capital do estado. O anúncio da mudança ocorre em um momento de extrema sensibilidade política, no qual os partidos correm contra o tempo para consolidar alianças majoritárias e proporcionais em um cenário regional altamente fragmentado.
A referida Convenção Partidária da legenda passará a ser realizada no dia 30 de julho, abandonando a data anteriormente prevista de 4 de agosto, que se situava nos dias finais do prazo legal estipulado pela Justiça Eleitoral. O evento político decisivo está programado para ocorrer no período vespertino, com início estipulado para as 15 horas e encerramento previsto para as 18 horas, limitando o tempo formal de votação.

A necessidade de otimizar o tempo para a organização das campanhas e o imperativo de pacificar as alas dissidentes da sigla motivaram essa antecipação do ato oficial. A decisão de acelerar o processo busca evitar que o partido ficasse excessivamente vulnerável à pressão de blocos opositores, além de conferir maior margem de manobra para que os candidatos escolhidos iniciem o planejamento logístico e financeiro de suas respectivas jornadas eleitorais.
O procedimento deliberativo ocorrerá por meio de uma assembleia restrita aos delegados partidários e aos membros efetivos do diretório estadual da agremiação, totalizando um colegiado votante composto por exatamente 50 pessoas dotadas de direito ao voto. O senador Jayme Campos manifestou publicamente seu otimismo quanto ao resultado desse escrutínio interno, declarando contabilizar de forma convicta o apoio consolidado de pelo menos 35 votos entre os convencionais.
O principal objetivo do encontro formal do União Brasil será a apreciação rigorosa e a subsequente homologação dos nomes que disputarão os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e os respectivos suplentes na chapa majoritária.
A definição desses nomes estabelecerá a identidade da legenda nas urnas e delimitará o peso político que o partido ostentará na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), e no Congresso Nacional.

A mudança de posicionamento da Executiva ocorreu em Cuiabá, principal centro de decisões políticas do Estado de Mato Grosso, ecoando imediatamente nos principais redutos eleitorais do interior e mobilizando as bases partidárias. O cenário geográfico da capital serve como palco para a centralização das negociações que envolvem não apenas o União Brasil, mas também as federações e partidos satélites que orbitam em torno do “PODER ESTADUAL”.
A retificação do cronograma foi executada por meio de um instrumento de convocação oficial emitido pela presidência do diretório, alterando a programação que havia sido anunciada no final do mês de junho. Naquela primeira ocasião, a escolha da data final do prazo gerara severas críticas públicas por parte de Jayme Campos, que reclamara expressamente da total ausência de consulta prévia aos membros tradicionais da agremiação.
O processo de antecipação transcorre em meio a um ambiente de visível tensão política decorrente da forte pré-candidatura de Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, ao Governo do Estado. O nome de Pivetta conta com o suporte explícito de Mauro Mendes e de expressiva parcela do diretório da Federação União Progressista, o que impõe ao União Brasil o desafio de manter sua coesão interna diante de forças políticas concorrentes.
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