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FORA DA DISPUTA PELA PRESIDÊNCIA

“Eu gostaria de estar, mas desta vez, não estou no páreo”

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A emedebista Janaína Riva, a parlamentar estadual mais votada nas eleições do dia 2 de outubro em Mato Grosso era tida como nome certo para disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), para o Biênio 2023/2024.

O Blog do Valdemir, na data de ontem, publicou uma matéria dizendo que a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), que ocorrerá no dia 1° de fevereiro de 2023, seria o primeiro embate a testar os partidos políticos em Mato Grosso após a abertura das urnas no dia 2 de outubro.

O pleito na Casa de Leis, tendia testar a estatura de partidos que fizeram as maiores bancadas nesta eleição. Nos bastidores do Palácio Dante de Oliveira, só se fala neste assunto;Mesa Diretora da Casa de Leis.

Os deputados estaduais José Eduardo Botelho (UB), Max Joel Russi (PSB), e Janaína Riva (MDB), demonstraram lideranças ao serem os mais votados. A noticia de bastidores era de que já estariam fazendo as tratativas com as bancadas, discretamente. Pelo peso do comando do Legislativo mato-grossense, que comanda a pauta evidentemente, o Poder Executivo também tem interesse em fortalecer seus apoiadores.

Mas nesta segunda-feira (18), veio um banho de agua fria, Janaína Riva, a mais votada nas eleições deste ano para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com 82.076 votos, revelou que está fora da disputa pelo comando da Casa de Leis. E que só deve se candidatar ao cargo na próxima eleição.

Eu gostaria de estar, mas desta vez, não estou no páreo. Candidata para perder, ninguém quer ser né, por isso eu não sou candidata, eu esperava uma renovação maior, não vejo oportunidade. No entanto, com atual composição se mantendo, com Botelho permanecendo como candidato, acho muito difícil um cenário diferente do que tem lá”.

Eu gostaria muito que acontecesse uma mudança dentro da Assembleia. Ter uma votação como eu tive, a única mulher no Parlamento Estadual, mas acho que não vou conseguir passar ela presidência ou primeira secretaria. Os dois devem repetir a dobradinha e talvez até na próxima mesa, de novo”.

Com a única mulher dentro da Casa de Leis fora do páreo, quem está “briga” pela presidência é o atual presidente, José Eduardo Botelho (UB), e o primeiro-secretário, Max Joel Russi (PSB).

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O deputado estadual Max Russi chegou a assumir a presidência da Casa de Leis por quase um ano entre 2021 e 2022, depois de uma decisão judicial que considerou irregular a segunda reeleição de Eduardo Botelho, que cumpre três presidências consecutivas.

Em 2020, houve alteração na Lei que impede a reeleição de membros de Mesas Diretoras nos parlamentos dentro da mesma Legislatura. Com isso, Eduardo Botelho conseguiu reaver o cargo porque foi reeleito antes da mudança da regra. Agora, com a virada para uma nova Legislatura, ele estaria apto a se candidatar novamente.

Botelho não esconde que pretende se manter no centro das atenções com o objetivo de viabilizar uma candidatura à Prefeitura de Cuiabá em 2024.

Falta mulher na política

Sobre a baixa representatividade feminina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a deputada estadual mais votada este ano disse que é uma preocupação.

A gente se preocupa com isso. É a menor representatividade do Brasil. Mato Grosso não chega a 5% a representatividade feminina dentro da Assembleia. Aumentamos uma para federal, mas infelizmente só uma na Assembleia. Aqui nós mantivemos, mas infelizmente o crescimento da participação feminina foi pífio no Brasil como um todo”.

Sem magoas

Não estou magoada, é que todos os deputados tem a vontade de ser presidente ou primeiro secretário. E vejo que essa mudança tem que ser algo do coletivo, não adianta só eu ficar defendendo renovação. Acho que os dois são ótimos candidatos, independente, mas depois dessa última eleição, decidi que não vou ficar discutindo isso sozinha. Se não for algo do coletivo, não vai mudar. Acho que os dois devem compor, não sei se terá uma candidatura de um ou de outro, acho que não vai haver disputa”.

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Política

Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL

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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.

A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.

O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.

O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.

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Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.

Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.

Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.

Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.

A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

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Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.

Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.

Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.

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