Política
Emanuel Pinheiro é eleito presidente da Comissão de Saúde
O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) foi eleito, presidente da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. A reunião de instalação da Comissão contou com a presença do secretário de Estado de Saúde, Marco Bertúlio.
O parlamentar, que está em seu 4º mandato, disse que vai utilizar toda a sua experiência em prol da Comissão, no sentido de promover a humanização do sistema de saúde pública do Estado.
"O nosso desafio é melhorar os atendimentos à população e garantir a cidadania conforme preconiza a Constituição", afirmou, acrescentando que pretende realizar audiências públicas e analisar quais as principais reclamações dos pacientes de todos os municípios.
Pinheiro aproveitou a presença do secretário para solicitar a permanência de um representante do governo na área da saúde para fazer parte da Comissão. "Esse trabalho em parceria com o governo vai dar celeridade nas discussões das matérias e, consequentemente, irá beneficiar toda a população", destacou o parlamentar.
O Secretário de Saúde Marco Bertúlio se colocou à disposição dos membros da Comissão de Saúde e disse que pretende estreitar os laços com o Poder Legislativo. Na ocasião, ele aproveitou para convidar os parlamentares para participarem no próximo dia 22, da reunião do Conselho Estadual de Saúde.
Na pauta será apresentada a situação atual dos Contratos, Recursos Humanos e Aquisições das Organizações Sociais contratadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e sobre a situação dos Hospitais Regionais de Sinop e Alta Floresta/MT.
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social é composta pelos membros titulares – Emanuel Pinheiro (PR), Wagner Ramos (PR), Max Russi (PSB), Leonardo Albuquerque (PDT) e Romoaldo Júnior (PMDB).
Política
Castro afirma que Mendes estava entre os participantes de um jantar realizado em Nova York pago por Daniel Vorcaro
Uma investigação conduzida pela Polícia Federal examina detalhadamente os desdobramentos de um suntuoso jantar corporativo que expôs as conexões nebulosas entre o Poder Executivo fluminense e o sistema financeiro privado. O evento, que agora integra os autos de uma delação premiada, colocou sob o escrutínio das autoridades de controle a legitimidade de interações de alta cúpula. A apuração central busca determinar se cortesias de elevadíssimo valor financeiro ofertadas a agentes públicos serviram como facilitadoras para o direcionamento de recursos de fundos estatais estratégicos.
Os personagens centrais do episódio são o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente custodiado sob a acusação de capitanear um dos maiores esquemas de fraudes financeiras do país. O empresário, apontado como o anfitrião e pagador do encontro, teria utilizado sua posição de influência para estreitar laços com o mandatário fluminense. Do outro lado da linha investigativa, Castro defende a licitude de sua conduta, minimizando o peso político do encontro perante aliados próximos e interlocutores partidários.
O controverso encontro ocorreu em maio de 2023, período em que os agentes políticos e empresariais se encontravam em solo americano para participar de fóruns internacionais de desenvolvimento econômico. A cronologia dos fatos assume papel crucial na tese dos investigadores, uma vez que coincide com a época de estruturação e de consolidação de aportes financeiros vultosos. O monitoramento temporal realizado pela Polícia Federal busca estabelecer o nexo de causalidade entre os mimos concedidos e a subsequente assinatura de contratos governamentais.

O cenário da reunião foi o sofisticado restaurante Nusr-Et Steakhouse, localizado em uma das áreas mais valorizadas da cidade de Nova York, nos Estados Unidos. O estabelecimento, reconhecido internacionalmente pela alta gastronomia do chef Salt Bae, serviu como o ambiente reservado para a recepção das autoridades brasileiras.
A escolha de um local fora da jurisdição nacional e caracterizado pela opulência é interpretada pelas autoridades policiais como um elemento que visava conferir discrição e conforto aos participantes da comitiva.
A dinâmica do evento materializou-se por meio de uma recepção que reuniu aproximadamente vinte convidados e incluiu itens de alto padrão, como uma refinada degustação de uísques envelhecidos. A despesa total da noite alcançou a expressiva cifra de US$ 13,3 mil dólares, montante que corresponde a cerca de R$ 66 mil reais na cotação monetária contemporânea. De acordo com os relatórios oficiais da Polícia Federal, a quitação integral da fatura foi realizada diretamente por Vorcaro, que assumiu os custos de forma unilateral ao final da noite.
A motivação subjacente ao banquete, segundo as teses levantadas pela equipe de investigação, fundamentava-se na necessidade de pavimentar um canal direto de comunicação com o governo fluminense. Os investigadores apontam que a aproximação social pretendia gerar a fisionomia de uma sólida confiança mútua entre o banqueiro e a alta administração estadual. Esse ambiente de proximidade artificialmente construído teria o propósito de mitigar barreiras burocráticas e éticas na gestão de ativos públicos de grande relevância.
O objetivo final dessa articulação, conforme apontam os relatórios policiais, era a atração e a captura de investimentos milionários oriundos de órgãos vitais do Estado do Rio de Janeiro para o Grupo Master. De forma mais específica, as investigações miram os aportes financeiros substanciais realizados pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) e pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado (RioPrevidência). A canalização dessas reservas públicas para os braços financeiros do banqueiro configuraria o ápice do arranjo de interesses mútuos.
A reunião contou ainda com a participação indireta e a presença de outras figuras proeminentes da política nacional, entre as quais se destacou o então Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (UB). Conforme relatos de bastidores feitos pelo próprio político fluminense, Mendes ocupava uma mesa adjacente no mesmo recinto gastronômico e chegou a interagir de maneira informal sobre o desfecho financeiro da conta.
A assessoria do chefe do Executivo mato-grossense apressou-se em esclarecer que sua presença na cidade se devia estritamente a compromissos oficiais e institucionais.
O contexto em que os fatos se desenrolaram envolve justificativas de surpresa e de regularidade por parte dos envolvidos, que alegam terem sido pegos desprevenidos pela generosidade do banqueiro. Cláudio Castro argumenta veementemente que os convidados pretendiam ratear as despesas e que a quitação individual da conta por terceiros não configura qualquer ato de improbidade ou ilicitude.
Paralelamente, a defesa de Mauro Mendes asseverou que todas as despesas de sua comitiva foram custeadas integralmente com recursos próprios, rechaçando subsídios empresariais.
As consequências institucionais do episódio desdobram-se agora em um ambiente de intensa pressão política e jurídica, potencializado pela homologação da delação premiada de Daniel Vorcaro. O relatório conclusivo da Polícia Federal utiliza o episódio nova-iorquino como uma evidência robusta da promiscuidade entre o público e o privado, balizando novos pedidos de quebra de sigilo e auditorias contratuais.
O caso joga luz sobre a urgência de regulamentações mais rígidas para o lobby e para a aceitação de hospitalidades por autoridades públicas brasileiras.
Veja matéria do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles:
https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/castro-jantar-uisque-vorcaro#goog_rewarded
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