VISÃO POLÍTICA AINDA EMBAÇADA
Eleições 2026: dúvidas quanto ao futuro de Mauro Mendes
Domingouuuuuuu caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, e no dia de hoje, 26 de junho, celebram-se o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas e o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura. Além disso, é também o Dia Nacional do Diabetes, embora não seja uma data oficial reconhecida pela ONU como as duas primeiras.
Mas…, e o dito popular ensina que “barata, esperta não atravessa galinheiro“.
Assim sendo…, o que desenha para este domingão, é um redesenho cuidadoso do “Tabuleiro Político Eleitoral” na Terra de Rondon, onde o objetivo principal não é apenas vencer a eleição, mas continuar com uma aliança sólida o suficiente para sustentar os projetos dos aliados.
Se a estratégia será bem-sucedida, só 2026 dirá. Mas o jogo, silenciosamente, começou prometendo muito mais do que um embate entre projetos distintos.
O que se desenha, na verdade, é uma coreografia política em que as chapas diferentes da nossa política, articulam nos bastidores interesses comuns.
Trata-se de uma possível recomposição das oligarquias locais, que buscam dividir o “PODER” de forma pactuada, mesmo mantendo a aparência de disputa.

Mesmo com discursos distintos em nível nacional, esses grupos não descartam um entendimento local. Cada um pode lançar sua chapa, mas a movimentação de bastidores tende a evitar confrontos reais.
A engenharia política em curso visa garantir o controle sobre o governo estadual e as duas vagas para Casa Alta, assegurando também influência nas composições proporcionais.
Esse arranjo não é apenas uma estratégia de campanha. É parte de um modelo político consolidado, em que o “PODER” é mantido em mãos conhecidas, com decisões construídas por acordos entre cúpulas.
A disputa de ideias perde espaço para alianças que priorizam estabilidade interna, controle sobre os espaços institucionais e manutenção de privilégios. O verdadeiro desafio em 2026 será perceber o que se move por trás da cena.
Ainda que os principais grupos políticos não estejam formalmente juntos, tudo indica que atuarão de forma coordenada para garantir que seus nomes ocupem os cargos mais estratégicos do estado.
Essa articulação, construída nos bastidores da nossa política mato-grossense, tende a limitar o debate público e a restringir a “renovação política”. O risco é repetir uma eleição marcada pela ausência de confronto real de ideias, em que os resultados estejam previamente alinhados entre os mesmos de sempre.
Identificar esse “Teatro Político” é o primeiro passo. O segundo, mas difícil, é encontrar alternativas concretas que desafiem esse arranjo e rompam com a lógica de manutenção do “PODER”.

O Boteco vai falar
Pega a visão: o governador Mauro Mendes, comandante número 1 do União Brasil (UB) no nosso querido Estado de Mato Grosso, pode abrir mão uma eventual disputa e concluir seu segundo mandato, até mesmo porque em sua carreira política, quando Prefeito de Cuiabá (2013/2016) e com amplas chances de um processo de reeleição na Capital de todos os mato-grossenses, praticamente garantido, como o de agora para a Casa Alta, desistiu e deixou uma considerável parte do seu grupo político perdido e sem padrinho.
O efeito Mauro Mendes, então filiado ao PSB em 2016, foi tão improvável que o eleito para o suceder foi Nenel Pinheiro (MDB), que sequer era cogitado como possível candidato.
Mauro Mendes acabou trabalhando e ajudando naquela época, a eleição de Nenel Pinheiro que havia sido coordenador de sua campanha eleitoral em 2012, quando se sagrou vencedor.
Certo mesmo é que Mauro Mendes, completando seu mandato à frente do Palácio Paiaguás, ainda é o fiel da balança na disputa, mas…, os prazos estão correndo mais do que o normal e a antecipação das eleições se tornou uma rotina desde o final da década de 90, quando em Mato Grosso sabia qual seria o futuro Chefe do Executivo Estadual, diante da falta de nomes que descontassem como líderes.
Mauro Mendes como governador por um lado e se determinado pode ajudar e contribuir em muito para a eleição do seu sucessor, mas…, por outro lado, também pode enfraquece naturalmente a candidatura do seu ainda vice-governador, o Republicanos, Otaviano Olavo Pivetta, já que no mundo político o acordo de agora tem que ser cumprido no futuro.
Essa realidade também não se pode dar como 100% certa, já que a polarização das últimas disputas eleitorais, entre esquerda e extrema direita criou nichos e fez surgir novas lideranças que ainda dependem de tempo e de experiência para se credenciarem a uma disputa majoritária.

Como o Governo do Estado, ou até mesmo as duas vagas de senador da República, que naturalmente tem os nomes dos atuais senadores Jayme Campos pelo União Brasil (UB), e Carlos Fávaro pelo PSD, como candidatos naturais nas próximas eleições.
A necessidade de composições e de entendimentos é que irão nortear as futuras disputas, então aqueles que tiverem maior capilaridade e capacidade para aglutinar força política podem sair fortalecidos neste início de processo eleitoral, mas…, necessitam resguardar suas posições e disposições para não incorrerem nos erros cometidos nas eleições municipais de 2024 nas principais cidades, Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, os três maiores colégios eleitorais, aonde os mais fortes candidatos foram derrotados nas urnas, sem esquecer que boa parte desta derrota teria sido em decorrência de “fogo amigo“ ou na melhor da explicação, por “traição” mesmo.
A decisão do governador Mauro Mendes que será ainda por um bom e considerável tempo maturada também dependerá do desempenho dos prefeitos destas cidades, pois os erros cometidos por eles, neste início de gestão, pode e vai influenciar nas eleições de 2026, que tem chances de não repetir os mesmos efeitos ocorridos em 2024.
E vamos que vamos “go with the flow“.
Política
Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL
A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.
A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.
O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.
O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.
Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.
Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.
Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.
“Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.
A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.
“Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.
Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.
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