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O BLACKJACK

Eleições 2024: cartas na mesa, sem projetos, ideias, apenas nomes na mídia

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Política é como jogo de xadrez, todo movimento das peças no tabuleiro tem 2 ou 3 lances pensados na frente“.

Sexto e nada melhor iniciarmos o penúltimo dia da semana com essa metáfora na gíria política na nossa política mato-grossense, já que a arrumação de 2024 pode facilitar e muito na construção dos projetos de 2026.

Não podemos nos esquecer que, as eleições do ano que vem terão um sabor, um molho especial, que é a sucessão da cadeira do governador unista Mauro Mendes Ferreira. Resta saber se em 2024 o governador se empenhará em fazer campanha nos municípios ou se manterá neutro como em 2020, quando não participou ativamente do processo eleitoral naquele ano.

Na opinião do articulista político Suelme Fernandes, nas eleições municipais de 2024, ter uma conexão ou apoio político de deputados, do governador e do presidente da República conta muito no jogo dos municípios, e pode ser determinante para a vitória desses candidatos a vereadores e prefeitos, é o chamado “voto útil”.

Para o articulista Suelme Fernandes, como Mato Grosso é baixo adensado populacionalmente, e quase 70% do eleitorado se concentra em 27 municípios maiores, e é nesses lugares que a briga será melhor nas cúpulas partidárias.

Quatro sobem ao tabuleiro eleitoral de 2024

Os atores e grupos políticos que desejam participar da disputa pela Prefeitura de Cuiabá no próximo ano continuam no tabuleiro do jogo eleitoral.

Até o momento quatro nomes se colocam como interessados no cargo de Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses: o polêmico Abílio Jaques Brunini, deputado federal pelo Partido Liberal (PL), o petista e deputado estadual Ludio Frank Mendes Cabral, o deputado estadual e comandante da Casa de Leis, Zé Edu Botelho, e o deputado federal também do União Brasil (UB), Fábio Paulino Garcia, o menino Fabinho.

Vale lembrar que as eleições em Cuiabá podem ocorrer em dois turnos. Mas daqui para a escolha oficial dos candidatos nas convenções partidárias (20 de julho a 5 de agosto do próximo ano), outros pretendentes vão aparecer, podem ter certeza disso.

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Quem vislumbra isso é o núcleo duro do Boteco da Alameda, um grupo com os maiores estrategistas políticos do Estado de Mato Grosso. Para os analistas do Boteco da Alameda, as eleições de 2024 em Cuiabá, vão acontecer num clima de muita divisão, inclusive dentro do grupo de “oposição”.

A eleição em Cuiabá vai ser muito dividida, o candidato que tem mais “recall” é o deputado federal Abílio Brunini do Partido Liberal (PL). Abílio sempre atuou num campo sozinho, é o “cara” sozinho. Hoje ele não vai ter mais esse privilégio. Analistas acreditam que o Partido Liberal (PL) de Cuiabá, que tenha um candidato. Isso divide o que era aquilo ali (2026).

As cartas sendo colocadas na mesa

Mas sem apresentar nenhum projeto, sem defender ideias, apenas os nomes vão parecendo nas mídias. Como se uma eleição tão central fosse decidida tão somente por personalidade famosas.

No jogo eleitoral há sempre muito blefe, muita trucada inconsequente, reduzindo o processo de escolha eleitoral a um meio jogo de disputa de poder e vaidade. Mas o que está realmente em jogo?

Uma mera disputa individual de poder ou um projeto coletivo de sociedade. Os candidatos, sorridentes, bem vestidos, ainda cheio de amabilidade, disputam os espaços da mídia comercial, loucos por um flash, por uma matéria na primeira página, por um espaço de visibilidade e projeção.

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Apesar de não terem o que dizer nem o que apresentar parabéns ao a cidade, falam sobre qualquer coisa, todo assunto vale, desde que rende uma foto e uma postagem nas redes sociais.

Na verdade, o conteúdo parece pouco importa, pois pouquíssimas pessoas irão se ater ao que foi dito. O fundamental mesmo é a imagem projetada para o público, os futuros eleitores.

Mas esse jogo eleitoral envolve e demanda sempre muitos recursos. É preciso dinheiro para se sentar à mesa com os demais jogadores, muitos inclusive bancada por um capital anônimo, desconhecido, mas que não deixa de cobrar o seu investimento lá na frente.

Quem são os jogadores que aparecem e se destacam na multidão? Quem são os queridinhos da mídia e também do mercado? Quais postulantes atendem melhor aos interesses dos donos do poder local?

Responder tais questões exige certa atenção especialmente, aos movimentos das mídias mais tradicionais. Quem mais aparece nos jornais, sites de notícias, nas emissoras de TV, em programas de Rádio em propagandas travestidas de entrevistas?

Sem recursos, sem espaço, sem milhares de curtidas nas redes sociais, qualquer outra candidatura independente não terá a menor chance, a mínima viabilidade, inclusive de construção dentro dos próprios partidos.

As experiências mais recentes ensinaram que a candidatura mais rica, cheia de recursos, bonitinha, empolada, geralmente não é a que contempla as respostas mais coerentes para as demandas da municipalidade.

Para finalizar: se a política é um jogo, quem deve dar cartas, sempre com transparência, liberdade e ética é a população.

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Política

Clima tenso e ainda de forte disputa interna pelo Palácio Paiaguás

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O presidente do Diretório Estadual do União Brasil em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, oficializou a convocação da Convenção Estadual da agremiação para o dia 4 de agosto de 2026. A escolha da data, que ocorre estrategicamente na véspera do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização dos eventos partidários, reflete o cálculo político da cúpula da legenda diante do cenário de extrema polarização interna e da necessidade de costuras de última hora na região.

A definição do calendário eleitoral pelo comando do partido ocorreu na capital do Estado de Mato Grosso, por meio de publicação oficial editada no Diário Eleitoral. O anúncio formal da data consolidou a realização do encontro decisivo na sede da própria agremiação política, estabelecendo o epicentro das deliberações em um espaço controlado pela direção, o que intensificou as articulações nos bastidores entre as principais lideranças locais.

A deliberação tardia atende à imperiosa necessidade de gerenciar uma intensa crise que cinde a legenda entre o apoio a um projeto governamental continuísta ou a consolidação de uma candidatura própria ao Poder Executivo Estadual. O arranjo cronológico imposto pela presidência adia o desfecho da disputa, evitando um racha prematuro e forçando o amadurecimento das negociações antes que os prazos legais de registro inviabilizem as composições majoritárias.

O evento partidário em Mato Grosso destina-se formalmente a homologar as candidaturas majoritárias de: governador, vice-governador e senador, além de definir a composição das chapas proporcionais para deputados federais e estaduais e o sorteio dos números eleitorais.

Contudo, o objetivo político subjacente e primordial da reunião é pacificar a séria dissidência ideológica e estratégica que ameaça a unidade do partido no principal colégio eleitoral do Centro-Oeste.

A convocação oficial foi formalizada por meio de um edital de convocação rigorosamente publicado na imprensa oficial do estado e nos canais de comunicação partidária, conferindo plena segurança jurídica ao ato. A publicidade institucional cumpre as exigências estatutárias e os ritos estipulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), blindando as futuras decisões de eventuais questionamentos judiciais que poderiam ser propostos por alas descontentes.

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O cronograma estabelecido pela Executiva prevê que os trabalhos deliberativos terão início pontualmente às 17h, estendendo-se por apenas uma hora, com encerramento programado para as 18h do mesmo dia. Essa curta janela de tempo demonstra que o grupo político governante pretende submeter à plenária uma proposta pré-formatada e amplamente negociada, minimizando o espaço para debates improvisados ou tumultos durante a votação.

O acirramento dos ânimos decorre da insistência do senador Jayme Campos em pleitear sua indicação ao Palácio Paiaguás, enquanto a ala liderada pelo cacique numero 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes, preconiza o alinhamento e o apoio irrestrito à reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, do Republicanos.

Essa divergência programática expõe visões distintas sobre a hegemonia política no estado, contrapondo o desejo de protagonismo partidário tradicional à manutenção de uma aliança técnica e pragmática de poder.

O Senador Jayme Campos fundamenta sua contestação na premissa de que as bases partidárias e a militância histórica devem ser consultadas, argumentando enfaticamente que a legenda não possui proprietários e deve respeitar quem a construiu. O parlamentar atua de maneira incisiva nos bastidores, valendo-se de declarações públicas contundentes para constranger a Executiva a adotar mecanismos mais democráticos e transparentes na escolha dos nomes que disputarão o pleito.

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As tratativas ganharam contornos de drama político devido à pressão exercida pelos Progressistas (PP), partido que integra a federação partidária e que já declarou apoio formal e público à postulação de reeleição de Otaviano Pivetta. A movimentação do aliado estreitou a margem de manobra do União Brasil, uma vez que a dissidência de Jayme Campos ameaça desestabilizar o bloco governista e fragmentar as forças de centro-direita no estado.

A pacificação definitiva ou a consumação da ruptura partidária ocorrerão somente no fechamento das urnas internas da Convenção Estadual, cujo resultado ditará os rumos das coligações majoritárias em Mato Grosso.

Até que o último voto seja contabilizado no início da noite de 4 de agosto, o cenário político mato-grossense permanecerá em compasso de espera, sob a sombra de um embate que medirá as forças reais das maiores lideranças do estado.

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