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LIMITANDO A CRIAÇÃO DE NOVAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

“É uma “Aberração Constitucional” de PEC que proíbe unidades de conservação em Mato Grosso

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O Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que limita a criação de novas unidades de conservação no Estado de Mato Grosso voltou a tramitar no Legislativo mato-grossense após articulação do governador Mauro Mendes Ferreira (UB). A proposta foi apresentada em março deste ano e foi apreciada em segunda votação dentro da Casa de Leis.

Apresentado inicialmente em dezembro de 2022, o projeto estava parado desde março do ano passado, após pedido de vistas de parlamentares contrários à PEC. O que seria votado é um substitutivo ao texto original, que não eliminou os pontos mais polêmicos do Projeto de Emenda Constitucional (PEC). Pelo contrário, a redação atual inclui novos trechos controversos, dizem organizações não-governamentais do estado.

No texto original apresentado, e de autoria do governador Mauro Mendes (UB), e que foi mantido na atual propositura, previa que a criação de novas áreas protegidas só poderá ocorrer após a regularização fundiária de 80% das unidades de conservação já criadas em Mato Grosso. E somente se houver garantia de que o governo tenha dotação orçamentária para a indenização de propriedades sobrepostas. Ele também aumenta de dois para 10 anos o prazo que o Estado tem para implementação das UCs já existentes.

Tramitação

O substitutivo passou ainda por nova análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), para depois ir a Plenário.

Como já foi aprovada em primeira votação, por 21 votos favoráveis e dois contrários, ela teria que passar somente por uma segunda rodada de votos. Se aprovada, iria diretamente para sanção do Executivo Estadual.

Texto foi aprovado em segunda votação e deve ser promulgado pela Assembleia Legislativa

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) classificou como “aberração constitucional” a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2022, aprovada pela Assembleia Legislativa Mato-grossense que proíbe a criação de novas Unidades de Conservação (UCs) em Mato Grosso.

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O texto foi aprovado por maioria na Casa de Leis, com voto contrário do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), e deverá ser promulgado pelo Legislativo.

Em plenário durante a votação, indicando que a emenda aprovada pode ser alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), Lúdio Cabral disse que a PEC fere o princípio constitucional do não retrocesso ambiental.

É um retrocesso que não tem tamanho. Não tem sentido proibir a criação de unidades de conservação em Mato Grosso. Essa PEC cria uma aberração constitucional porque coloca, no capítulo da Constituição Estadual destinado à preservação do meio ambiente, um dispositivo para proibir a criação de unidades de conservação, justamente um dos mecanismos para proteção ambiental. Isso é absolutamente sem sentido, afirmou Lúdio.

A PEC é de autoria do governador de Mato Grosso e tramitava desde dezembro de 2022 na Assembleia Legislativa Mato-grossense. A proposta do governador Mauro Mendes proíbe a criação de unidades de conservação, como parques estaduais, reservas ambientais, reservas extrativistas, áreas de proteção ambiental, e outras, até que haja a regularização de 80% das UCs já existentes no Estado.

Além disso, para a criação de novas áreas de proteção, é preciso que haja orçamento disponível para indenizar todos os proprietários afetados.

É ainda mais absurdo aprovar isso por uma razão muito simples: qualquer proposta de criação de unidade de conservação estadual tem que partir do governador do Estado. Nenhum deputado pode propor, por iniciativa parlamentar, a criação de uma unidade de conservação. E aí, o que o governador está encaminhando para a Assembleia, é uma PEC que retira uma prerrogativa dele mesmo, pontuou Lúdio.

E seguiu:

Se o governador entende que, por um determinado período de tempo, não há necessidade de criar unidades de conservação em Mato Grosso, porque avalia que é preciso regularizar as já existentes, ele não precisa de uma Emenda Constitucional para isso. É só ele não tomar a iniciativa de criar uma nova unidade de conservação em Mato Grosso“.

O texto final aprovado pela maioria dos parlamentares foi de um substitutivo de “lideranças partidárias”, que incluiu trecho prevendo a possibilidade de Organizações Não Governamentais realizarem doações em espécie ou em terras para a criação das áreas de preservação, o que é uma obrigação constitucional do Estado.

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O deputado petista lembrou que para a criação de novas unidades de conservação são necessários estudos técnicos realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e que, pelas regras atuais, a implantação pode ser feita por meio de decreto do governador.

Lúdio Cabral tem destacado que as áreas preservadas de Mato Grosso, concentradas principalmente em unidades de conservação e em terras indígenas, são responsáveis por manter o ciclo de chuvas em todo o Estado e no país. A ameaça a essas áreas protegidas pode impactar até mesmo o agronegócio, que depende da água das chuvas para irrigação do solo.

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Política

Podemos articula expansão legislativa em Mato Grosso para o pleito de 2026

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O deputado estadual Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e dirigente do Podemos no âmbito estadual, oficializou as projeções e o planejamento estratégico de sua legenda partidária voltados para as eleições gerais que ocorrem neste ano de 2026.

A declaração oficial e a apresentação das diretrizes políticas da sigla foram realizadas pelo próprio cacique partidário durante interlocução recente com veículos de comunicação na capital, Cuiabá, oportunidade na qual foram detalhados os nomes que comporão as chapas governamentais e proporcionais do partido.

A articulação política do grupo visa prioritariamente ampliar a representatividade mato-grossense no Congresso Nacional e fortalecer a base de apoio local, consolidando a legenda como uma das principais forças partidárias do Estado de Mato Grosso por meio do preenchimento de cadeiras estratégicas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT).

As motivações por trás dessa arrojada meta fundamentam-se no expressivo crescimento quantitativo de filiados verificado durante o último período de “Janela Partidária”, conjuntura que proporcionou ao Podemos a recepção de parlamentares com mandatos ativos e o fortalecimento de lideranças regionais competitivas.

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O plano eleitoral delineado pelo diretório será implementado de forma imediata em todo o território de Mato Grosso, estendendo-se ao longo dos meses de campanha oficial até a consolidação do escrutínio nas urnas eletrônicas em outubro deste ano de 2026.

De acordo com a análise técnica apresentada pelo presidente da sigla, Max Russi, o partido trabalha com um cenário realista que garante uma vaga federal consolidada e projeta a conquista de uma segunda cadeira na Câmara Federal, a qual dependerá diretamente do somatório do quociente eleitoral e do desempenho coletivo da chapa.

Para atingir tais objetivos no âmbito federal, a agremiação estruturou uma lista que mescla a experiência de parlamentares tradicionais e nomes emergentes, incluindo as vereadoras Gisa Barros, Kalynka Meirelles e Katiuscia Manteli, além de figuras como Nelson Barbudo, Neri Geller, César Roveri, Fernando Gorgen, Fred Murta e o pastor Marcos Ritela.

Simultaneamente à disputa federal, o Podemos projeta dobrar sua atual bancada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), almejando saltar de três representantes, bancada composta hoje pelo próprio Max Russi, Alberto Machado, o Beto Dois a Um, e Fabio Tardin, para um total de seis deputados estaduais eleitos na próxima legislatura.

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A viabilização matemática dessa ambiciosa ampliação fundamenta-se na pulverização geográfica dos candidatos pelas principais macrorregiões econômicas e demográficas do Estado de Mato Grosso, garantindo uma captação de sufrágios uniforme e robusta nas urnas.

Caso as projeções internas confirmem-se após a contagem dos votos, o Podemos passará a deter aproximadamente 25% da composição total do parlamento estadual mato-grossense, alterando significativamente o equilíbrio de forças e a dinâmica de governabilidade no cenário político regional a partir de 2027.

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