AMOSTRAGEM DO IBOPE

Emanuel Pinheiro é o segundo candidato mais rejeitado do país

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Debate e rejeição, alguém precisa dizer a verdade. A TV Centro América afiliada da Rede Globo de Televisão, brevemente avisara aos telespectadores a decisão de não promover debate entre os candidatos à prefeito de Cuiabá e ao Senado da Republica.

O argumento é que o evento é um ambiente fechado e contrária termos de combate à Covid-19.

Estamos no momento de inventar. Não é simples inventar.

O incrível que o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro em nota a imprensa disse que não participaria do debate mais tradicional da Capital, porque a exemplo da TVCA, optou pela suspensão dos debates em primeiro turno no pleito eleitoral 2020, em respeito as normas de biossegurança.

Emanuel não irá participar de nenhum debate. Só resta o horário eleitoral, cada um ao seu estilo.

Como sempre esta é uma das estratégias dos candidatos líderes nas pesquisas, segundos eles, os marqueteiros de plantão. O prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro foi orientado pela sua equipe de marketing a não participar de debates eleitorais. Só de entrevistas.

A razão, segundo os orientadores, é simples: evitar ataques e até agressões. Eles acreditam que o prefeito cuiabano candidato a reeleição mais ganha do que perde eleitoralmente em não aparecer nesses debates, especialmente nas emissoras de TV.

Caros leitores do Blog do Valdemir, neste momento em que estamos prestes a caminharmos rumo as urnas, precisamos refletir, quando os candidatos ao pleito eleitoral mentem ou tomam liberdade com a verdade é, porque, muitas vezes as pessoas querem ser enganadas e acreditam que as coisas vão ser boas, que tudo vai mudar completamente e que sacrifícios não serão necessários.

É…, já dizia Magalhães Pinto “a política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito, olha de novo e ela já mudou“. Este é o contexto político da Capital.

No início do ano a nova política da eleição passada parecia que continuaria fazendo estrago. Porém, no momento em que passamos por um dos maiores problemas, quando nossos governos precisam dar respostas rápidas e objetivas, o despreparo de alguns políticos tem trazido riscos para a Saúde da população, sem falar em prejuízo.

Não há estudos científicos políticos, mas há uma tendência clara de que o eleitorado reflua de aventuras nas eleições municipais. Busca os políticos tradicionais, ou com boas bagagens na área pública. Boa parte do eleitorado não será movida por uma ideia futura que na prática, já se mostrou que não se torna realidade. Óbvio que não vai abrir mão de uma boa ficha limpa, mas a experiência administrativa tende a ser um critério fundamental.

Candidatos mais rejeitados têm em comum histórico de denúncias

A tentativa de reeleição está virando reflexo de fracasso diante da opinião pública: na pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo MTTV na Edição, o Prefeito de Cuiabá amargou os números de 55% de rejeição de voto.

A TV Centro América apresentou a população cuiabana nesta sexta-feira (16) os seguintes percentuais de intenção de voto para a Prefeitura de Cuiabá nas Eleições 2020 conforme os números do IBOPE:

Abílio Júnior (Podemos):  26%
Emanuel Pinheiro (MDB):  20%
Roberto França (Patriotas):  19%
Gisela Simona (Pros):  11%
Julier Sebastião (PT):  3%
Aécio Rodrigues (PSL):  2%
Paulo Henrique Grando (Novo):  2%
Gilberto Lopes (PSOL):  0%
Branco/ Nulo11%
Não sabe/ Não respondeu7%

Rejeição

A pesquisa também perguntou em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. Os percentuais foram os seguintes:

Emanuel Pinheiro (MDB):  55%
Roberto França (Patriotas):  30%
Julier Sebastião (PT):  21%
Abílio Júnior (Podemos):  19%
Aécio Rodrigues (PSL):  14%
Gilberto Lopes (Psol):  12%
Gisela Simona (Pros):  10%
Paulo Henrique Grando (Novo):  10%
Poderiam votar em todos 2%
Não sabem ou preferem não opinar10%

A pesquisa foi encomendada pela TV Centro América, com numero MT‐02443/2020 junto a Justiça Eleitoral, o nível de confiança utilizado é de 95%.

Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro de 4 pontos para mais ou para menos. Foram ouvidos 602 eleitores da cidade de Cuiabá entre os dias 14 e 16 de outubro

A rejeição acima de 50% em Cuiabá mostra que Emanuel Pinheiro não aproveitou a oportunidade para reverter o quadro que já era anterior a chegada doCoronavírus.

Levantamento do jornal “O Globo”, o envolvimento em denúncias de corrupção ou mau uso do dinheiro público são os principais fatores que impulsionam a rejeição do eleitorado em rejeição a candidatos no país.

A primeira rodada de pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) mostrou que seis políticos, incluindo Emanuel Pinheiro com maior índice de não voto, entre 14 capitais com levantamentos já divulgados, sem considerar a margem de erro, estão na mira do Ministério Publico (MP), são vítimas de processo de impeachment ou tem familiares envolvidos neste caso.

O recorde de rejeição a um nome é registrado no Rio de Janeiro, onde 57% dos entrevistados afirmam não votariam de jeito nenhum no prefeito do Partido Republicano, candidato a reeleição, Marcelo Crivella.

Em segundo aparece o prefeito cuiabano, o emedebista Emanuel Pinheiro com 55% de rejeição, de acordo com Ibope.

E segundo ainda a pesquisa IBOPE mostra ainda que Nelson Marchezan Júnior (PSDB-RS), amarga mais de 30% de rejeição de voto.

O IBOPE mostra ainda: Alexandre Kalil (PSD/MG ), Cinthia Ribeiro (PSDB/TO) e Rafael Grega (DEM/PR), também estão no topo do ranking mas não passam dos 20% da rejeição dos eleitores em seus respectivos estados.

Mais do que ficar atrás na pesquisa de intenção de voto, o grande obstáculo para Emanuel Pinheiro nos próximos 28 dias será justamente reverter a repulsa desse considerável percentual de eleitores ao seu nome, fator que silenciosamente e somado a onda de denúncias…, fica complicado.

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Entre o desejo e a realidade

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Entramos a campanha eleitoral agora em novembro, com os candidatos 90% definidos e a dura realidade de uma eleição sem cara e sem cor. Não é uma eleição vermelha ou amarela, nem azul ou verde, temos uma verdadeira salada mista. Coligações improváveis ou mesmo tradicionais por pura conveniência eleitoral. Nesse último caso, o cenário mudou pouco.

Parece que a vontade e desejo de uma grande mudança de tudo que temos visto em política nos últimos anos é predominante. Talvez porque o sentimento da grande maioria é de que existe falta de opções políticas de renovação com um conceito mais ético, principalmente fora dos padrões do atual de governo e do anterior.

As últimas pesquisas mostram que o desejo de mudança tem atraído uma parte considerável dos eleitores. Sem dúvida a intenção de voto que aconteceu com o nosso presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro é o mais puro e claro sinal desta vontade de mudar. A diferença entre o desejo e a realidade é sempre cruel e existe um paradoxo entre ambos. A nossa infeliz realidade é que o Brasil criou um sistema, tanto político quanto social e estrutural que funciona com grande ineficiência em quase todas áreas: saúde, educação e segurança pública.

A chamada “O país que quero” que a Rede Globo fez por todo Brasil em rede nacional explica um pouco deste sentimento e todos desejos pretendidos são sempre no mesmo tom.

Eu desejo um país que não tenha corrupção e tenhamos políticos honestos. Desejo que os hospitais tenham um atendimento mínimo e humanizado para a população. Desejo que tenhamos uma melhor distribuição de renda. Desejo que tenhamos um mínimo de segurança aceitável dentro dos padrões social”.

O cerne da questão é que não encontramos um político que preencha todas as nossas aspirações. Que não pratique o tão conhecido “toma lá, dá cá” e tenha capacidade administrativa e gerencial para montar uma equipe de alto nível e de altos padrões éticos. Ainda é importante não retroceder em situações já superadas, tanto no campo econômico quanto no campo político e trabalhista. Retomar esses debates não favorece o país e pode representar perdas que irão demorar décadas para serem recuperadas, bem como arriscar a baixa inflação e juros baixos.

Já tivemos essa experiência em alguns Estados do Brasil e o Rio de Janeiro é o exemplo mais evidente do que estamos falando. Na última eleição para prefeito, Marcelo Crivella foi o vencedor e o resultado ficou muito pior que se imaginava com o Rio entregue à total inoperância da máquina.

É o velho ditado se concretizando: está ruim, mas pode ficar muito pior. Sob o governo de Sérgio Cabral e Crivella, o Rio voltou uma década em muitas áreas, principalmente na questão da segurança pública e, no caso do Crivella, a volta do comércio sem lei nas ruas.

É por isto que devemos atentar e evitar escolhas embasadas mais pelo descontentamento do que na busca da virtude do candidato.

Vamos aos candidatos.

Desejo que os nossos candidatos a Prefeitura de Cuiabá nesta eleição acabe com a criminalidade desenfreada, investindo em Saúde, Educação, Infraestrutura.

A pergunta correta é: como fazer e de que forma priorizar o pouco orçamento disponível? Aos candidatos, perguntaria como vamos finalizar as centenas de obras de infraestrutura que estão inacabadas e geram um enorme prejuízo para o município? Vimos no passado a criação de programas e liberação de recursos com a promessa da criação de novos empregos. A realidade foi a perda de recursos públicos por falta e empenho.

São perguntas objetivas que não podem ter respostas vagas. Servem para avaliar a melhor a estratégia e a convicção de realizar do candidato, sem perder de vista seus desejos e a realidade do cenário político brasileiro.

Cada vez mais, está se diminuindo o tempo e o espaço para promessas simplesmente populistas: vou acabar com a fome no país, vou dar moradia decente para os nossos cidadãos, vou resolver e vou fazer.

O povo hoje já tem muito mais capacidade de avaliar as promessas. Temos quase um celular por habitante e isto gera informação. Estes dois exemplos são a essência desta matéria. Entre o desejo e a realidade. Poderíamos perguntar a todos os outros candidatos que tem o mesmo discurso o que eles desejam. A dura realidade, entretanto, é que possivelmente teremos uma alta renovação do Congresso Nacional, segundo as pesquisas e nesse ponto começa o maior problema do novo Executivo que será eleito este ano.

Não existe governabilidade sem a bênção do legislativo. A história mostra que governar sem o apoio do centro, é pura ficção, haja visto o que aconteceu com os ex-presidentes Collor e Dilma que, órfãos de apoio na Câmara, foram retirados dos cargos via impeachment principalmente por contrariar os desejos do Congresso. O mesmo acontece agora com o atual presidente, que chegou a ensaiar a reforma da Previdência e foi dado um sonoro não a ele pelo Legislativo.

Se realmente queremos mudança, o foco deve ser na base legislativa, pois é de lá que irão acontecer as principais mudanças. Acredito fielmente que a figura de um Don Quixote e seu escudeiro não mudarão efetivamente nada, por maior que seja o desejo de todos. É necessário um governo mais forte e com mais coligações partidárias para aprovar profundas reformas.

Acreditar que presidentes controlam corrupção é acreditar em história da carochinha e, se fosse assim, o PT teria conseguido controlar alguma coisa neste sentido. As instituições são autocontroladas por meio de normativos independentes, como vem acontecendo agora através das instituições democráticas. Por isto me causa estranheza tanta gente culta enaltecendo determinados candidatos que seriam “da mudança”.

Faço a pergunta: mudança de quê?

Espero que tenham razão, pois este também é o desejo da equipe do Blog do Valdemir, mas, como disse no início, pode ser mais desejo do que realidade este profundo desejo de mudança.

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