SUSPENSE ATÉ ÚLTIMA HORA
Dia “D” para Juca, Gilberto e Claudinei
Os 7.260 votos congelados de Gilberto Schwarz de Mello (PL), pode alterar o resultado das urnas caso sejam descongelados, favorecendo o deputado estadual Claudinei de Souza Lopes do Partido Liberal (PL), que ficou na primeira suplência nesta eleição de 2022, e prejudicando o MDB, no caso, o vereador eleito deputado estadual pelo MDB, Lidio Barbosa, o Juca do Guaraná Filho perderia a cadeira da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
O candidato Gilberto Mello, disputou subjudice, ao ter a candidatura indeferida por ser considerado “ficha-suja”. Ele teve as contas rejeitadas por irregularidade insanável e por decisão irrecorrível do Tribunal de Contas da União (União), órgão competente.
Marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ser julgado entre os dias 25 de novembro a 1º de dezembro, por meio virtual, ação que discute indeferimento de registro de candidatura de Gilberto Schwarz de Mello (PL) no pleito de 2022. Caso o registro de Gilberto seja deferido no TSE, a futura composição da Casa de Leis será alterada.

A vaga de Juca do Guaraná (MDB) está em jogo
Mesmo com o registro de candidatura indeferido, Gilberto Mello obteve 7.260 votos. Caso Gilberto consiga o registro e os votos congelados sejam computados, a última vaga apurada na sobra, que está com o MDB, passará a ser destinada ao Partido Liberal (PL), vaga esta que vem sendo ocupada pelo deputado estadual Claudinei de Souza Lopes (PL).
Deputado surpreso
O deputado estadual Claudinei Souza Lopes e o Partido Liberal foram pegos de surpresa ao descobrirem que o candidato da sigla que poderia favorecer o partido, caso conseguisse descongelar seus mais de 7 mil votos, pediu desistência do recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No dia 13 de outubro, Gilberto Mello, apresentou petição de renúncia ao recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), surpreendendo a todos do Partido Liberal, que poderia aumentar sua bancada na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso (AL/MT).
Defesa de Lopes
O deputado estadual do Partido Liberal (PL), Claudinei de Souza Lopes, apresentou petição para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dê continuidade a ação que discute indeferimento de registro de candidatura de Gilberto Schwarz Mello.
Claudinei de Souza Lopes foi candidato ao cargo de Deputado Estadual nas eleições deste ano pelo Partido Liberal (PL), obtendo 21.317, classificando-se como primeiro suplente do partido.
Sendo deferido o recurso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o quociente eleitoral será alterado e o PL saíra de 2 para 3 cadeiras na Casa de Leis, já o MDB, perderá uma das 4 vagas conquistadas, passando a ser composto por 3 parlamentares eleitos, no caso, o prejudicado será Juca do Guaraná Filho.
Juca pode perder a vaga
O vereador e presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, eleito deputado estadual nas eleições de 2 de outubro, Lídio Barbosa, o Juca do Guaraná (MDB), com 20.723 votos, foi o único da sigla a ser eleito pela média.
O partido conquistou ainda outras 3 cadeiras, todas por quociente eleitoral. Ao todo, o MDB teve 217.896 votos, 302,5% do QE de 72.011 das eleições de 2022.
A deputada estadual Janaína Riva (MDB) afirmou que o partido irá defender a permanência do deputado estadual eleito, Juca do Guaraná Filho, atual presidente da Câmara de Cuiabá.
“O MDB vai defender a permanência do deputado Juca do Guaraná. É questão fechada isso dentro do partido. Consideramos legítima, um candidato impedido, o voto dele realmente não deve ser contabilizado na nossa opinião. A gente viu isso acontecer na candidatura ao Senado e o partido vai brigar pela vaga do Juca”.
Política
Polarização e Capilaridade definem disputa interna por vagas parlamentares na Federação União/PP em Mato Grosso
A corrida eleitoral para a Câmara dos Deputados no Estado de Mato Grosso passa a registrar um afunilamento decisivo no âmbito da Federação Partidária constituída pelo União Brasil e pelo Progressistas. O cenário político regional aponta para uma concentração das atenções nas articulações promovidas por lideranças tradicionais que buscam viabilizar suas candidaturas com foco nas próximas eleições proporcionais.
As movimentações de bastidores e os dados apurados pelas pesquisas recentes de intenção de voto revelam a consolidação de uma polarização direta entre dois nomes de expressiva trajetória no estado. O atual deputado federal Fabinho Garcia e o ex-deputado federal Nilson Leitão despontam como os principais postulantes dentro do agrupamento partidário, concentrando a preferência nas sondagens internas e na preferência do eleitorado local.
Essa disputa ganha dimensão estratégica no centro do debate político mato-grossense, onde a formação do bloco União/PP visa garantir a ampliação das bancadas e a manutenção da influência legislativa em Brasília. A definição dos quadros mais competitivos torna-se prioridade para a cúpula da Federação, que busca otimizar o Quociente Eleitoral e assegurar a ocupação do maior número possível de assentos destinados à representação do estado no Congresso Nacional.
A dinamização do processo ocorre no atual momento do calendário político, período em que os partidos intensificam as composições regionais e os alinhamentos programáticos antes do pleito. As conversas e os levantamentos estatísticos têm sido conduzidos de forma contínua, servindo como termômetro para a tomada de decisões da cúpula partidária sobre a distribuição de recursos e o apoio logístico durante a campanha.

O fator determinante para a ascensão das duas lideranças reside na sólida inserção eleitoral demonstrada por ambos em suas respectivas regiões de influência. Enquanto Fabinho Garcia ostenta musculatura política respaldada pelo mandato atual e por forte atuação em áreas urbanas estratégicas, Nilson Leitão sustenta seu favoritismo com base no histórico de representação e no trânsito consolidado junto ao setor produtivo e aos municípios do interior.
A relevância da disputa fundamenta-se na necessidade de viabilizar nomes capazes de obter alta votação individual para puxar legenda e fortalecer a chapa proporcional. Diante da nova legislação eleitoral e das exigências de desempenho das federações, o perfil dos candidatos escolhidos impacta diretamente a capacidade da aliança de sobressair-se perante os blocos adversários na disputa pelas cadeiras destinadas a Mato Grosso.
Para garantir a liderança no processo, tanto Fabinho Garcia quanto Nilson Leitão vêm empregando estratégias focadas na ampliação das redes de apoio municipalista. Os pré-candidatos articulam o fortalecimento de alianças com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias, ao mesmo tempo em que alinham discursos voltados às demandas do agronegócio, da infraestrutura e do desenvolvimento econômico regional.
O desenrolar desse favoritismo dá-se por meio de reuniões fechadas, encontros regionais e análises constantes de dados demográficos e estatísticos pelo comitê diretivo da Federação. A avaliação minuciosa da capilaridade e dos índices de rejeição de cada nome orienta a construção das chapa, assegurando que o grupo entre na disputa eleitoral com alto grau de competitividade e coesão interna.

A análise do panorama político indica que a presença de nomes com densidade eleitoral comprovada minimiza os riscos de fragmentação e maximiza os dividendos políticos da Federação União/PP. O favoritismo compartilhado exige das lideranças uma condução equilibrada das candidaturas, evitando desgastes internos que possam comprometer a performance coletiva do agrupamento nas urnas.
Por fim, os desdobramentos dessa competição interna apontam para uma definição estruturada da representação mato-grossense no cenário nacional, consolidando a influência das oligarquias regionais na política federal. A consolidação dos nomes de Fabinho Garcia e Nilson Leitão projeta uma chapa de forte apelo popular e político, posicionando a aliança entre o União Brasil e o Progressistas no centro das decisões eleitorais do Estado de Mato Grosso.
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