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SAÚDE DE CUIABÁ PRECISA DE SOCORRO

Cuiabá “já fez seu sacrifício por Mato Grosso”

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“A Prefeitura de Cuiabá não tem condições de tocar o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital São Benedito do jeito que tem que ser feito. Hoje, a demanda é muito maior do que a capacidade que a estrutura tem de atender. É uma questão urgente”.

Explicou o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sergio Ricardo de Almeida, sobre o assunto que esta sendo pauta durante os últimos dias sobre a possibilidade de o Governo do Estado assumir a Saúde Municipal. De acordo com o presidente, tanto o Prefeito da Capital quanto o governador demonstraram predisposição em relação ao tema.

Sérgio Ricardo explicou também que a medida garantiria o melhor direcionamento de recursos para a Saúde, que acumula passivos financeiros.

As discussões políticas têm que ficar fora desse contexto, porque a Saúde de Cuiabá precisa de socorro”.

Já da parte do Governo do Estado, o governador Mauro Mendes (UB), pontuou que a questão será analisada com cautela a proposta feita pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).

Vamos estudar, mas o município tem que cumprir sua obrigação. Ele recebe dinheiro da União para prestar um serviço. A arrecadação mais que dobrou nos últimos oito anos, o que aconteceu que o dinheiro não está dando para mais nada?”.

Cuiabá “já fez seu sacrifício por Mato Grosso”

Na pauta do momento, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) explicou que o justo é que o Estado tome conta do do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que é hospital de alta complexidade. Conforme o prefeito cuiabano, 60% dos pacientes atendidos na unidade são do interior do estado e, para o gestor, Cuiabá “já fez seu sacrifício por Mato Grosso.

Emanuel Pinheiro explicou que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) é um hospital que traz altos custos à Saúde, sendo que parte de seu custeio deveria ser feito também pelo Estado, o que segundo ele não tem acontecido.

O SUS é universal, é tripartite, a União tem que fazer a parte dela, está fazendo, o Estado não fez o município de Cuiabá está extremamente penalizado, 60% dos pacientes atendidos, por exemplo, pelo HMC são do interior do estado, o estado não paga, e o que acontece? Sacrifica a população cuiabana, que é a mãezona de todos os munícipes, vamos continuar sendo, mas nós já demos a nossa cota de sacrifício para o Estado”.

De acordo com o Prefeito de Cuiabá, este alto custo, sem ajuda do Estado, tem prejudicado a atenção primária e a atenção secundária da saúde na capital.

Eu estou tirando os recursos de lá das unidades básicas de saúde, dos postos de saúde, das equipes de saúde da família, da equipe de saúde bucal, estou tirando da UPA, da policlínica, estou destinando boa parte do meu tempo e de recurso para salvar a saúde do interior do estado, que está penalizada porque no estado nenhum hospital regional funciona. Isso não é justo com Cuiabá”.

Com base nisso é que Emanuel Pinheiro defende que o Município fique responsável apenas pela atenção básica, enquanto os grandes hospitais fiquem a cargo do Estado.

Nada mais correto que cada um faça a sua parte, ou seja, alta complexidade é obrigação do Estado e da União, não é do Município. Do Município, a obrigação é a atenção básica, assume então o Estado, Cuiabá já fez a parte dela, que toquem, no que depender de Cuiabá nós estamos prontos para ajudar, eu quero o melhor para a população cuiabana, que não seja prejudicada em detrimento de uma falta de política de saúde pública do Estado de Mato Grosso, disse.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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