VIA DE ACESSO
Crise no PL e União potencializa a força do Podemos em MT
Podemos está estruturado, organizado e virando destaque com as crises dos demais partidos.
O que tinha tudo para ser o partido mais forte e organizado do Estado de Mato Grosso, União Brasil (UB), com vários deputados, senador da República e Governador do Estado, acabou virando uma questão de inviabilidades, dúvidas, vaidades, suspeitas, tudo que não representa o nome do partido, e tendo como consequência, faltando poucos meses para eleição, o fato de que tudo está certo, mas nada resolvido.
O ainda senador Jayme Campos quer, independente da vontade do povo e da maioria dos políticos, ser o candidato do grupo ao cargo de Governador do Estado, que apoia o ex-governador Mauro Mendes na disputa pelo Senado, consequentemente, o Republicanos Otaviano Pivetta na busca pela reeleição ao Governo do Estado de Mato Grosso.
Desta forma, o primeiro racha está formado, porque muitos integrantes da sigla já seguem desenvolvendo o “Projeto Pivetta“, uma situação, que segundo os especialistas da política, não é boa, porque enfraquece os dois lados, criando assim, oportunidades para os adversários.

A última pesquisa publicada nos veículos de comunicação do Estado, comprovou que se a eleição fosse hoje, os dois nomes, tanto Jayme Campos, quanto Otaviano Pivetta, irão tornar o senador Wellington Fagundes (PL), Governador do Estado, comprovando que separados a derrota é certa, mesmo para um adversário que vive uma crise dentro do seu partido.
O Partido Liberal (PL), há muito tempo que o Prefeito por Cuiabá, Abílio Brunini, vem demonstrando maior afinidade com Otaviano Pivetta, como também, a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, o que cria no mínimo um clica de incompatibilidade política dentro da corrida eleitoral, devido ao fato de que Cuiabá e Várzea Grande, são os dois maiores colégios eleitorais do estado.
Diante de todo contexto político apresentado nos últimos dias, afirmar que Wellington Fagundes está tendo uma vida fácil, é errado, mas, mesmo assim, consegue aparecer na frente na pesquisa, isso comprova que algo de errado não está certo, a posição do enfraquecimento com a fragmentação ou a opção pelo menos pior, pode estar entrando em pauta.
Baseando nos dados da pesquisa divulgada, a persistência da fragmentação envolvendo os grupos políticos, é mais prejudicial para Pivetta e Campos. Mas a crise envolvendo até Wellington Fagundes com o Partido Liberal (PL), potencializou outra sigla, o Podemos, que já chegou grande, organizado, estruturado, com diferencial de agregar tanto “gregos e troianos”, colocando Mauro Mendes, Janaina Riva, Jayme Campos, e, Otaviano Pivetta, entre outros políticos no mesmo palco.

Nos últimos dias, o nome do deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense e do Podemos em Mato Grosso, Max Joel Russi, passou ser cogitado para entrar na disputa pelo Governo do Estado, questionado sobre os rumores, Russi disse que trabalha focado no mandato de deputado estadual e presidente da Casa de Leis, mas não descartou a possibilidade, caso seja um clamor social e a preferência do grupo.
Diante dos fatos ocorridos nos últimos dias, e se a permanência do grupo estiver acima de vaidades e interesses pessoais, Max Russi terá que rever o registro de sua candidatura, o posicionamento do seu grupo, para uma possível disputa ao Governo do Estado.
De acordo com informações de fontes ligadas aos bastidores da corrida eleitoral, repassadas ao “Aracuã do Pantanal”, Max Russi é o único capaz de agregar forças políticas de vários segmentos, apaziguar os ânimos dos descontentes e revoltosos.
Agora…, resta saber se ele quer, se Deus vai permitir e se o povo vai aceitar…?
“Como diz uma raposa felpuda de Várzea Grande: o cavalo arreado está passando, é só montar”.
Política
MPE impõe protocolos rigorosos contra infiltração do crime organizado nos partidos em Mato Grosso
O Ministério Público Eleitoral (MPE), expediu uma recomendação formal aos presidentes dos diretórios estaduais dos partidos políticos em Mato Grosso, exigindo a adoção imediata de medidas de integridade. A iniciativa busca impedir que indivíduos com vínculos com organizações criminosas disputem o pleito, blindando as estruturas partidárias contra a influência das facções.
O procurador regional eleitoral Fabrizio Predebon da Silva assinou o documento oficial, fundamentando a decisão nos princípios constitucionais de moralidade e probidade. A chefia do órgão ministerial utilizou prerrogativas legais para compelir as agremiações a exercerem um controle interno rigoroso e proativo sobre seus quadros.
A notificação ocorreu nesta semana, antecipando as Convenções Partidárias e o registro oficial das candidaturas na Justiça Eleitoral. O momento estratégico visa permitir que as legendas tenham tempo hábil para estruturar Comissões de Ética e analisar os históricos dos filiados antes do início oficial da campanha.
As dependências da Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso serviram como o núcleo de elaboração dessa diretriz, cujo impacto direto se estende a todos os municípios do estado. A abrangência geográfica reflete a preocupação das autoridades com a capilaridade das facções criminosas nas câmaras municipais e prefeituras.
A proliferação de indícios de financiamento ilícito de campanhas e a tentativa de controle territorial por grupos armados motivaram a ação preventiva do Ministério Público. Diante do risco iminente à soberania do voto popular, o órgão considerou urgente a criação de barreiras burocráticas e jurídicas antes da homologação dos nomes.

O plano operacional estabelece que os partidos criem mecanismos permanentes de governança corporativa, incluindo sindicâncias internas para verificar a compatibilidade patrimonial e os vínculos territoriais dos postulantes. As comissões partidárias deverão exercer o papel de primeira linha de defesa, bloqueando candidaturas suspeitas na origem.
A base jurídica para essa exigência fundamenta-se na própria Constituição Federal, que veda expressamente a utilização de organizações paramilitares por agremiações políticas, além de jurisprudência pacificada. O texto evoca o “Caso Belford Roxo”, julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que definiu que o envolvimento com o crime gera inelegibilidade.
A implementação prática dessas exigências ocorrerá mediante a obrigatoriedade de apresentação, por parte dos pré-candidatos, de certidões criminais detalhadas das Justiças Estadual e Federal. Os partidos políticos deverão realizar cruzamentos de dados públicos e afastar sumariamente qualquer filiado que apresente notório envolvimento com facções.
As lideranças partidárias receberam um prazo peremptório de 20 dias, contados a partir do recebimento da notificação, para comprovar documentalmente ao Ministério Público quais protocolos de integridade foram adotados. A resposta tempestiva determinará a regularidade das agremiações perante a fiscalização eleitoral.
O descumprimento deliberado das orientações contidas no documento sujeitará os dirigentes partidários a sanções graves, configurando dolo e desídia administrativa. A omissão das legendas será utilizada pelo Ministério Público como elemento probatório robusto em futuras ações de impugnação de mandato eletivo.
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