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INSTABILIDADE INTERNA NO PARTIDO LIBERAL

Crise interna no PL expõe disputas políticas e provoca reação cautelosa de Abílio Brunini

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O Partido Liberal (PL) em Mato Grosso enfrenta um período de instabilidade interna marcado por disputas políticas e divergências entre lideranças, cenário que ocorre em meio à preparação para as eleições de 2026. Apesar de liderar levantamentos eleitorais para o governo estadual com o senador Wellington Fagundes e de administrar as três maiores cidades do Estado, a sigla convive com conflitos que afetam sua estrutura política e mobilizam dirigentes, prefeitos e parlamentares.

As tensões ocorrem em diferentes frentes e atingem bases municipais e estaduais, envolvendo lideranças que disputam influência dentro do partido. Esse quadro tem gerado questionamentos sobre a coesão política necessária para sustentar projetos eleitorais futuros, especialmente a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao governo de Mato Grosso.

Em Cuiabá, o cenário ganhou novos contornos após declaração do prefeito cuiabano Abílio Brunini, que comentou publicamente o ambiente interno da legenda durante a inauguração do Programa de Saúde da Família (PSF) do bairro Praeiro, realizada na última sexta-feira. Ao ser questionado sobre os conflitos entre integrantes do partido, ele adotou um tom direto ao afirmar que sua prioridade é a administração municipal.

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Segundo o prefeito, não cabe à gestão da capital assumir a função de mediadora de disputas partidárias em um momento considerado delicado para a política local. Ao abordar o tema, Abilio Brunini declarou que não pretende atuar como conciliador entre alas do partido e que manterá foco nas responsabilidades administrativas da Prefeitura de Cuiabá.

A declaração foi dada após críticas do deputado federal José Medeiros ao senador Wellington Fagundes. Medeiros afirmou que há falta de apoio do senador a candidaturas do partido em municípios considerados estratégicos, situação que teria gerado insatisfação entre prefeitos e lideranças locais vinculadas à sigla.

Sem aprofundar as divergências internas, o prefeito reforçou que não pretende se envolver em disputas que possam comprometer o andamento da gestão municipal. De acordo com ele, o momento exige atenção integral às demandas da população e à execução de projetos considerados prioritários para a capital mato-grossense.

Abilio Brunini também ressaltou que mantém uma relação institucional com diferentes lideranças políticas do estado, incluindo o vice-governador Otaviano Pivetta. No entanto, evitou sinalizar qualquer posicionamento antecipado sobre alianças ou apoios relacionados ao processo eleitoral de 2026, defendendo respeito ao debate político e às decisões partidárias futuras.

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Nos bastidores da política estadual, a manifestação do prefeito foi interpretada como um posicionamento dirigido às correntes internas que tentam associar sua liderança ao embate entre integrantes do PL. O movimento ocorre após pressões políticas e manifestações públicas do presidente estadual da sigla, Ananias Filho, que buscava maior alinhamento interno.

Ao justificar sua postura, Brunini destacou que Cuiabá enfrenta desafios administrativos urgentes e que a gestão municipal não pode ser prejudicada por disputas partidárias. Para ele, a estabilidade institucional da prefeitura é fundamental para garantir a continuidade de projetos e a entrega de serviços à população.

Diante desse cenário, o prefeito se apresenta como uma liderança que busca preservar a governabilidade e manter distância de conflitos internos do partido, enquanto o Partido Liberal em Mato Grosso segue lidando com divisões e negociações políticas que devem influenciar a formação de alianças e candidaturas no próximo ciclo eleitoral.

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Política

Investimento milionário em redes sociais pressiona estratégias digitais ao Senado

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O candidato ao Senado José Antonio Medeiros (PL) assumiu a liderança absoluta dos gastos com impulsionamento de conteúdo digital entre todos os concorrentes à vaga por Mato Grosso. De acordo com a prestação parcial de contas entregue à Justiça Eleitoral, a campanha do postulante liberou R$ 500 mil diretamente para a plataforma Facebook. O valor atesta o peso estratégico que o marketing nas redes sociais passou a exercer nas disputas estaduais contemporâneas.

O aporte volumoso efetuado pelo liberal José Medeiros ganha relevância quando confrontado com o seu orçamento global disponível para o pleito. O montante repassado à rede social corresponde a 19,7% dos R$ 2,53 milhões declarados pelo candidato até a data limite de 8 de setembro. Tal proporção confirma que a consolidação da presença virtual tornou-se uma das prioridades orçamentárias mais expressivas de sua equipe técnica de comunicação.

Em termos comparativos, o candidato do PL abriu ampla margem de vantagem em relação aos demais postulantes ao cargo parlamentar. O atual senador Carlos Fávaro (PSD) oficializou o repasse de R$ 255 mil à mesma empresa, enquanto o ex-governador Mauro Mendes (UB) registrou a destinação de R$ 175 mil para promover suas publicações no ambiente digital. As cifras ressaltam a heterogeneidade das estratégias adotadas pelos grupos políticos majoritários.

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Outros concorrentes também formalizaram aportes expressivos voltados ao engajamento de seus eleitores nas redes. A candidata Janaina Riva (MDB) destinou R$ 150 mil à DLocal Brasil, operadora de pagamentos utilizada para gerenciar campanhas de publicidade digital. Já Pedro Taques (PSB) formalizou diretamente à plataforma a prestação de contas no valor de R$ 108 mil para alavancar sua projeção.

Apesar de encabeçar a lista no acumulado de despesas gerais da disputa pelo Senado, Margareth Buzetti (PP) adotou postura cautelosa no ambiente virtual. A candidata alocou R$ 57 mil no Facebook, número nitidamente inferior ao patamar fixado pela campanha de Medeiros. Essa discreta movimentação contrasta com o volume de investimentos de sua chapa em outras frentes de propaganda eleitoral.

Somadas as declarações de todos os pleiteantes, abrangendo os valores direcionados diretamente ao Facebook e a intermediação da DLocal, os gastos ultrapassam a marca de R$ 1,25 milhão no estado. Essa cifra global demonstra o forte direcionamento de recursos financeiros para o ecossistema digital no atual período do calendário eleitoral de Mato Grosso.

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A relevância do montante mobilizado pela campanha de José Medeiros fica evidenciada na análise percentual do fluxo de caixa. Como praticamente um quinto das receitas declaradas por ele foi canalizado para o impulsionamento de mídia digital, a estratégia expõe uma aposta ostensiva no alcance das redes sociais para a conversão de votos e consolidação de sua imagem.

Os dados apurados têm como base o encerramento do prazo oficial da Justiça Eleitoral para o envio da prestação parcial de contas, ocorrido no domingo (13). O balanço público contempla detalhadamente todas as receitas arrecadadas e despesas contratadas pelas chapas desde a abertura formal da campanha até o dia 8 de setembro.

Esse cenário de fortes aportes no Estado de Mato Grosso espelha um movimento consistente e estruturado em escala nacional. Até a última sexta-feira (11), candidatos e agremiações partidárias de todo o país já haviam registrado o montante significativo de R$ 46,5 milhões junto à plataforma Facebook. A consolidação desses dados posiciona a gigante de tecnologia como a maior fornecedora individual de serviços para as campanhas eleitorais brasileiras.

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