ATO PRÓ BOLSONARO
Conservadores são convocados para ato em defesa da liberdade e do governo Bolsonaro
A ofensiva do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o Supremo Tribunal Federal, com a edição de um decreto de graça presidencial para anular decisão criminal da Corte, está animando sua militância a voltar às ruas para atacar o Judiciário. O objetivo dos bolsonaristas que convocam atos para o próximo dia 1º de maio é reviver as críticas ao Supremo que foram tema de grandes manifestações em 7 de setembro do ano passado, quando Bolsonaro chegou a ameaçar não cumprir ordens judiciais e grupos radicais tentaram entrar à força na Corte.
Este é o segundo ano consecutivo em que militantes bolsonaristas tentam mobilizar manifestações no 1º de maio, Dia do Trabalhador. A data é historicamente ligada a mobilizações de grupos identificados com a esquerda, mas, no ano passado, quando já havia uma escalada na temática que teria seu auge em 7 de setembro, bolsonaristas convocaram atos para 1º de maio.
A mobilização buscava tirar a pauta radical do ostracismo em um momento no qual o governo se aproximava cada vez mais dos partidos do Centrão, movimento hoje consolidado.
Os manifestantes pediam a adoção do voto impresso e exigiam que fossem pautados pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, porém, fragilidades na organização e o momento da pandemia de coronavírus atrapalharam a mobilização, e os atos foram pequenos.
“No dia 1º de maio vamos sair às ruas de verde e amarelo, com nossa bandeira, para defender o governo Bolsonaro, a liberdade e a nossa democracia. Em Mato Grosso, haverá manifestação em várias cidades. O povo mato-grossense está com Bolsonaro!“
Disse o parlamentar e vice-líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara Federal, o deputado federal José Antonio Medeiros do Partido Liberal (PL) convocando os apoiadores do presidente para as manifestações marcadas para o próximo dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, em todo o país. O ato, organizado por movimentos de direita que apoiam Bolsonaro, será em defesa da Constituição, da liberdade, do presidente da República e do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). O ato acontece às 16 horas, na Praça do Choppão.
Para Medeiros, o ato será pacífico e semelhante ao que foi realizado em 7 de setembro de 2021.
“Será uma festa da democracia como foi em 7 de setembro do ano passado. O brasileiro está cada vez mais atento às movimentações políticas e consciente de seu poder. Por isso, vai voltar às ruas para dizer que quer liberdade, quer respeito entre os Poderes e respeito a nossa Constituição“.
As constantes manifestações em defesa do país e apoio ao governo Bolsonaro, segundo Medeiros, demonstram o desejo popular de manter o Brasil longe do modelo de atraso que representa o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus governos.
“Acredito na reeleição do presidente Bolsonaro em função das ações de sua gestão, do combate incessante à corrupção e da defesa da religião e da família. O PT e o ex-presidente Lula podem falar sobre tudo, exceto de competência e probidade. Quebram o país e agora querem voltar ao poder. O povo brasileiro não esqueceu a roubalheira que foi o governo petista“, dispara o parlamentar.
Medeiros, que faz parte da Frente Lealdade Acima de Tudo no Congresso Nacional, é um dos parlamentares que assinaram o projeto de lei que propõe anistiar o deputado Daniel Silveira, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 20, a oito anos e nove meses de prisão e perda de seus direitos políticos.
“Defendendo a anistia para todos que estão respondendo inquérito por opinião ou fala. Felizmente no caso do Daniel, o presidente Bolsonaro concedeu o indulto e ressaltou que a liberdade de expressão é o pilar essencial da sociedade em todas as suas manifestações. Agora, a Câmara Federal precisa cumprir seu papel e garantir que Daniel possa disputar as eleições deste ano“.
Política
Investimento milionário em redes sociais pressiona estratégias digitais ao Senado
O candidato ao Senado José Antonio Medeiros (PL) assumiu a liderança absoluta dos gastos com impulsionamento de conteúdo digital entre todos os concorrentes à vaga por Mato Grosso. De acordo com a prestação parcial de contas entregue à Justiça Eleitoral, a campanha do postulante liberou R$ 500 mil diretamente para a plataforma Facebook. O valor atesta o peso estratégico que o marketing nas redes sociais passou a exercer nas disputas estaduais contemporâneas.
O aporte volumoso efetuado pelo liberal José Medeiros ganha relevância quando confrontado com o seu orçamento global disponível para o pleito. O montante repassado à rede social corresponde a 19,7% dos R$ 2,53 milhões declarados pelo candidato até a data limite de 8 de setembro. Tal proporção confirma que a consolidação da presença virtual tornou-se uma das prioridades orçamentárias mais expressivas de sua equipe técnica de comunicação.
Em termos comparativos, o candidato do PL abriu ampla margem de vantagem em relação aos demais postulantes ao cargo parlamentar. O atual senador Carlos Fávaro (PSD) oficializou o repasse de R$ 255 mil à mesma empresa, enquanto o ex-governador Mauro Mendes (UB) registrou a destinação de R$ 175 mil para promover suas publicações no ambiente digital. As cifras ressaltam a heterogeneidade das estratégias adotadas pelos grupos políticos majoritários.
Outros concorrentes também formalizaram aportes expressivos voltados ao engajamento de seus eleitores nas redes. A candidata Janaina Riva (MDB) destinou R$ 150 mil à DLocal Brasil, operadora de pagamentos utilizada para gerenciar campanhas de publicidade digital. Já Pedro Taques (PSB) formalizou diretamente à plataforma a prestação de contas no valor de R$ 108 mil para alavancar sua projeção.

Apesar de encabeçar a lista no acumulado de despesas gerais da disputa pelo Senado, Margareth Buzetti (PP) adotou postura cautelosa no ambiente virtual. A candidata alocou R$ 57 mil no Facebook, número nitidamente inferior ao patamar fixado pela campanha de Medeiros. Essa discreta movimentação contrasta com o volume de investimentos de sua chapa em outras frentes de propaganda eleitoral.
Somadas as declarações de todos os pleiteantes, abrangendo os valores direcionados diretamente ao Facebook e a intermediação da DLocal, os gastos ultrapassam a marca de R$ 1,25 milhão no estado. Essa cifra global demonstra o forte direcionamento de recursos financeiros para o ecossistema digital no atual período do calendário eleitoral de Mato Grosso.
A relevância do montante mobilizado pela campanha de José Medeiros fica evidenciada na análise percentual do fluxo de caixa. Como praticamente um quinto das receitas declaradas por ele foi canalizado para o impulsionamento de mídia digital, a estratégia expõe uma aposta ostensiva no alcance das redes sociais para a conversão de votos e consolidação de sua imagem.

Os dados apurados têm como base o encerramento do prazo oficial da Justiça Eleitoral para o envio da prestação parcial de contas, ocorrido no domingo (13). O balanço público contempla detalhadamente todas as receitas arrecadadas e despesas contratadas pelas chapas desde a abertura formal da campanha até o dia 8 de setembro.
Esse cenário de fortes aportes no Estado de Mato Grosso espelha um movimento consistente e estruturado em escala nacional. Até a última sexta-feira (11), candidatos e agremiações partidárias de todo o país já haviam registrado o montante significativo de R$ 46,5 milhões junto à plataforma Facebook. A consolidação desses dados posiciona a gigante de tecnologia como a maior fornecedora individual de serviços para as campanhas eleitorais brasileiras.
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