COMANDAR O LEGISLATIVO CUIABANO
Articulações para Mesa Diretora da Câmara de Municipal começam a esquentar
Eitaaa Cuiabá! Quarta maior cidade da região Centro-Oeste do Brasil. Cuiabá que soma cerca de 682 mil habitantes e, graças ao agronegócio, a cidade vem enriquecendo nos últimos anos.
Cuiabá que atualmente, o rendimento médio dos trabalhadores formais é de 3,7 salários mínimos (pouco mais de cinco mil) o 35° maior do Brasil.
Cuiabá que enfrenta desafios como uma taxa de escolarização de suas crianças abaixo da mediana do país, quase 20% das residências sem esgotamento sanitário: e só 34% das vias urbanizadas.
Cuiabá que elegeu no último domingo o deputado federal Abílio Brunini do Partido Liberal (PL), como Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses para os próximos quatro anos, e se prepara para mais uma disputa: a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá. Eitaaa lasqueiraaa!
Os próximos dois meses serão de intensas articulações para o comando do Legislativo cuiabano. Até o momento tem oito nomes que estão sendo divulgados pela imprensa:
Maysa Leão (Repúblicanos), segundo mais votado com 5.615 votos; Cezinha Nascimento (UB) ficou em quinto com 4.733 votos; Ilde Taques (PSB) sexto mais votado com 4.631 na votação geral; Michelly Alencar (UB) em sétimo na votação; Marcrean Santos (MDB) ficou em nono com 3.685 votos; Demilson Nogueira ficou em 17° com 3.211; Baixinha (Solidariedade) ficou em 21° com 2.843 votos.

Pega a visão
– Em disputa na Câmara Municipal de Cuiabá a presidência, 14 vereadores se reelegeram e 11 são novatos.
– PSB e PL, partidos que têm quatro vereadores cada um; o PV, UB e Repúblicanos conquistaram 3 cadeiras cada um.
– Abílio Brunini já afirmou que não pretende interferir na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá. Segundo o prefeito eleito, a independência entre os “Poderes” deve ser respeitada, descartando qualquer ingerência por parte do Executivo Municipal no processo de escolha da Mesa Diretora da Casa de Leis.
– Tá bom…, o Boteco da Alameda vai acreditar. Porém, entretanto, todavia, apesar de defender a independência da Câmara Municipal de Cuiabá, o prefeito eleito admitiu que está atento ao processo, e reforçou que os nomes que estão sendo cogitados são “bons” e que a escolha final dependerá da articulação interna dos vereadores.
– O prefeito eleito sabe muito bem que, o pleito legislativo pode ser o primeiro teste de força. Dos 27 vereadores eleitos, entre nove e onze já estariam na base de Abílio (menos da metade). Caso seja bem-sucedido nas articulações para a eleição de um nome simpático a sua gestão, Abilinho pode definir o tom da relação entre os dois “Poderes” pelo próximo Biênio.
Pegou aí?
O Boteco vai falar
Após as engajarem nas eleições municipais, parlamentares retornam à Câmara Municipal de Cuiabá em momento de calibrar expectativas de poder em função das votações proporcionais do dia 6 de outubro.
Nos bastidores, articulações para a nova Mesa Diretora da 21° Legislatura já aqueceu os ânimos.
Durante o discurso de vitória, o prefeito cuiabano eleito Abílio Brunini (PL), foi acompanhado por vereadores do seu grupo, que o cercavam quase como uma guarda pessoal em meio a celebração.
Em contraponto, os opositores ao reconhecer a derrota, destacou que terá uma bancada robusta para fiscalizar cada movimento da nova gestão.
Nos corredores, a disputa pela Mesa Diretora da Casa de Leis já dominava as conversas.
Para 2025, cinco grupos devem dividir forças na Câmara Municipal de Cuiabá.
Como na legislatura atual, a rivalidade será intensa entre os blocos. Porém, desde esta segunda-feira (28), o grupo controlado pelo deputado estadual Max Russi do PSB, vem levando a melhor.
O PL, PSB, UB e Repúblicanos devem migrar para um candidato do grupo. No caso da Câmara Municipal de Cuiabá, os grupos políticos são diferentes das articulações para a Mesa Diretora. Podem ocorrer articulações, mas as alas se mantêm independente.
Política
Pesquisa interna ditará rumo ao Palácio Paiaguás
As movimentações internas no cenário político mato-grossense ganharam um novo componente estratégico com a decisão do Senador Jayme Campos (UB) de avaliar cientificamente o cenário eleitoral. O parlamentar busca mensurar a viabilidade de seu nome em uma futura disputa pelo comando do Poder Executivo Estadual.
Esta articulação de bastidores ocorre em meio a intensos debates no diretório de sua própria legenda e repercute diretamente na capital do estado, Cuiabá. A mobilização das lideranças partidárias e a contratação do levantamento de dados intensificaram-se nos últimos dias, consolidando as peças do xadrez político local.
A iniciativa visa sanar as incertezas sobre a aceitação popular do congressista perante os demais concorrentes que já se posicionam para o pleito majoritário. Com a coleta técnica de dados, o senador pretende basear suas próximas decisões em diagnósticos precisos, evitando desgastes ou aventuras eleitorais desnecessárias.
O próprio Senador Jayme Campos lidera pessoalmente essa estratégia de avaliação e coordena o direcionamento dos trabalhos institucionais junto ao mercado de pesquisas. A execução do levantamento amostral foi delegada a um instituto de consultoria estatística de renome nacional, cuja identidade é mantida sob reserva corporativa.

A motivação para o investimento em um estudo dessa magnitude justifica-se pelo histórico político do parlamentar, caracterizado pela prudência e pela aversão a riscos calculados de forma empírica. O político busca compreender as reais demandas do eleitorado contemporâneo e identificar quais atributos são considerados indispensáveis para a gestão pública moderna.
A concretização da candidatura ao Palácio Paiaguás dependerá estritamente dos resultados apontados pelos relatórios finais desta pesquisa quantitativa e qualitativa de consumo interno. Os números finais servirão como fiel da balança para definir se o senador manterá a postulação ou se abrirá espaço para novas composições.
O processo de coleta de dados estruturado pelo instituto abrange entrevistas detalhadas, simulações de múltiplos cenários de votação e análise aprofundada dos índices de rejeição. Os pesquisadores buscam mapear minuciosamente o perfil ideal de governante desejado pela maioria dos cidadãos mato-grossenses nas diferentes regiões do estado.
O principal ponto de atenção e eventual obstáculo para o projeto reside na concorrência consolidada representada por nomes expressivos como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL). Diante de adversários com forte apelo popular, o monitoramento de rejeição torna-se o indicador mais crítico para a viabilidade do plano governista.

Caso os relatórios técnicos apresentem um indicativo desfavorável ou um “alerta vermelho” intransponível, o impacto imediato será o recuo estratégico do parlamentar. Nessa hipótese, Jayme Campos planeja construir uma saída política honrosa para retirar sua pré-candidatura antes mesmo da abertura oficial das convenções partidárias.
Os desdobramentos dessa sondagem interna devem orientar os próximos discursos públicos e as alianças que o União Brasil firmará nos próximos meses. O desfecho da pesquisa ditará o ritmo das negociações de bastidores, definindo se o grupo marchará unido ou se haverá uma fragmentação nas candidaturas ao Governo Estadual.
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