OPOSIÇÃO SEM OPOSIÇÃO
Articulação política de Jayme Campos desarticula “oposição” em MT
“Na política tudo é possível, porque é a arte do entendimento é do diálogo. Eu não vejo o porquê o presidente Jair Bolsonaro não possa apoiar o governador Mauro Mendes em uma possível reeleição e Mauro Mendes apoiar Bolsonaro“, palavras do vice-presidente nacional do Partido Democrata (DEM), Jayme Veríssimo de Campos.
Na velha política, saibam que: só se alia com quem vai vencer. E alguns gostando ou não…
Defesa e meio-campo formado, ataque
O trabalho no bastidor do vice-presidente do Democratas Jayme Campos para que, o governador mato-grossense Mauro Mendes Ferreira se encontrasse nesta terça-feira com o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, mostra maturidade de articulação política do Senador do DEM.
Esse encontro demonstra a articulação política em torno de Mauro Mendes. É um sinal de que os movimentos desarticulam as pretensões de muitos.
A articulação do cacique Jayme Campos dá sinais que o líder dos Democratas já entrou na disputa para o pleito eleitoral de 2022. O capitão da equipe Jayme Campos deixa claro que estará com Mauro Mendes e, com esta decisão, altera todo o quadro da disputa e significa um freio na oposição que foi pego de calças curtas.
Calças curtas?
Havia a expectativa de que Mauro Mendes não teria apoio de Jayme Campos para disputa o pleito eleitoral. Dessa forma, cairia por gravidade no colo da “oposição”. O bloco articulado por alguns políticos tinha esse objetivo.
Falta articulação na “oposição” da AL/MT
Já se passaram 18 meses da nova formação do Poder Legislativo Estadual e o que percebemos: a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) não é o de há cinco anos. Embora continue, representado por uma larga base de apoio e uma tímida oposição. A diferença dessa formação da Assembleia Legislativa para a Legislatura passada é que, agora, Mauro Mendes ampliou seus aliados, além de ter encurtado a oposição.
Sem sintonia, o que mais se vê dos opositores são discursos voltados a questões estaduais ou a categorias que representam. Além das divergências de interesses, a paralisia é explicada também pelo fato de alguns partidos manterem ligações com a máquina estadual. Os seus integrantes, entretanto, defendem fazer uma “oposição responsável”.
“Temos um número pequeno de pessoas na oposição, e isso exige um esforço quadruplicado, comparado a alguém que é da base, que tem quase que a maioria dos deputados do lado do governador, então acho que a gente pode sentar e atuar mais junto, definir pontos importantes“. Disse um representante oposicionista.
Apesar do desalinhamento entre os opositores acreditam que a bancada sem um líder de “oposição” poderá se “engajar” nos próximos meses e ganhar terreno na Assembleia Legislativa.
Ganhar terreno na Assembleia? Não acreditamos que isso possa acontecer.
O Legislativo mato-grossense não tem um grupo organizado de opositores que possa enfrentar os aliados da atual administração. Apesar de parlamentares pertencentes a bases governistas, em alguns momentos se colocarem contra os projetos do Executivo Estadual, para analistas políticos, isso não significa “oposição articulada”.
Uma “oposição” que possa mudar os rumos nós não temos. Não temos “oposição”. Temos parlamentares que, vez por outra, se colocam em “oposição” a Mauro Mendes.
Entendam: atualmente, o modelo de política adotado no Brasil visa anular toda e qualquer oposição nos espaços Legislativos.
E por estas razões que, o governador Mauro Mendes não tem oposição, já que eles, os parlamentares, não sabem se articular.
Base aliada
A base aliada do Governo Mauro, cada vez mais reforçada, até pelo arco de alianças, que vem ganhando mais partidos para a reeleição do governador em 2022.
Agora com a chegada do capitão da equipe Jayme Campos, apesar de alguns aliados se colocarem contrários ao Governo Mauro, o que asseguramos, isso está longe de significar uma ruptura na base governista.
Para encerrar: Mauro Mendes o que te falta?
“Oposição articulada”, pronto respondi.
Política
Taques diz que espera ansiosamente por uma Ação Judicial de Mendes
A dinâmica política de Mato Grosso assumiu contornos de acirramento institucional após as recentes declarações públicas do ex-governador e ex-procurador da República, José Pedro Gonçalves Taques (PSD). O ex-gestor estadual lançou um desafio formal ao ex-chefe do Executivo Mato-grossense, Mauro Mendes Ferreira (UB), ao manifestar o desejo de ser demandado judicialmente pelo ex-governador. O pronunciamento, que reverbera nos bastidores do “PODER” local, transforma o ambiente dos Tribunais em um palco de enfrentamento direto, alterando a rotina da crônica política da região centro-oeste nesta semana.
A motivação central desse movimento estratégico reside na intenção declarada de Pedro Taques em forçar a abertura de uma vasta investigação documental sobre a gestão da administração Mauro Mendes. Segundo o ex-procurador, o ajuizamento de uma Ação de Natureza Penal ou Cível por parte do ex-governador abriria o caminho legal necessário para a apresentação formal de provas decorrentes de denúncias prévias. O foco principal da argumentação gira em torno de supostas irregularidades em contratos públicos e movimentações que, de acordo com o opositor, demandam esclarecimento imediato aos órgãos de controle e à sociedade civil.
O instrumento jurídico específico que Pedro Taques planeja utilizar para viabilizar a exposição dessas informações sensíveis é o instituto da “exceção da verdade”. Esse mecanismo do direito processual permite que o réu em crimes contra a honra prove a veracidade de suas alegações, suspendendo o caráter injurioso da denúncia caso as provas sejam validadas pelo magistrado competente. A defesa do ex-governador Pedro Taques assegura possuir relatórios detalhados, históricos de transações financeiras e elementos robustos relacionados ao controverso “Caso Oi”, episódio que ele pretende colocar no centro do debate judicial contemporâneo.

A estratégia ganha contornos de ampla publicidade na capital, Cuiabá, estendendo seus reflexos interpretativos para todo o território do Estado de Mato Grosso. Os principais analistas políticos e juristas da região acompanham o desdobramento do caso, cientes de que o desfecho dessa interpelação afetará o xadrez eleitoral e a estabilidade das coalizões partidárias majoritárias.
A arena pública converteu-se em um cenário de alta tensão, onde cada manifestação técnica das partes é minuciosamente avaliada por correligionários e opositores na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
O propósito subjacente a essa atitude combativa visa, de modo claro, desestabilizar a percepção de conformidade da gestão Mauro Mendes e constranger o silêncio institucional da Governadoria. Ao convocar o ex-chefe do Executivo Estadual para o litígio, Pedro Taques busca conferir um selo de oficialidade jurídica às suas críticas recorrentes, retirando o debate do campo puramente retórico das redes sociais e transportando-o para a rigidez do rito processual. A tática apoia-se na premissa de que a recusa em acionar a Justiça pode ser interpretada pela opinião pública como um sinal de vulnerabilidade política.
A eclosão desse conflito ocorre em um momento de profunda relevância administrativa, coincidindo com o período de consolidação de grandes investimentos estaduais e discussões sobre o orçamento público anual. O momento escolhido para a intensificação dos ataques mútuos sinaliza uma tentativa de pautar o debate institucional antes do início do próximo ciclo eleitoral majoritário. A antecipação do cenário de polarização força os agentes políticos locais a adotarem posicionamentos claros, dividindo o secretariado e as lideranças municipais entre a defesa da estabilidade e a exigência de total transparência.
A reação da governadoria e a avaliação dos assessores jurídicos de Mauro Mendes indicam que o ex-mandatário prefere manter o distanciamento estratégico das provocações da oposição. Interlocutores do Palácio Paiaguás sugerem o silêncio como a resposta mais eficiente para evitar a ampliação do palanque político pretendido pelo ex-procurador da República.
A postura oficial fundamenta-se na tese de que o foco da gestão deve permanecer ancorado no cumprimento das metas governamentais, minimizando ruídos externos que possam contaminar a entrega de resultados.
A concretização desse embate institucional gera profunda preocupação entre os setores produtivos e a sociedade civil organizada devido ao risco de paralisia das pautas estruturantes do estado. Enquanto as lideranças concentram esforços em estratégias de ataque e defesa nos tribunais, as demandas essenciais da população mato-grossense permanecem em compasso de espera nas secretarias. O cidadão comum observa o acirramento da retórica partidária com ceticismo, identificando o prolongamento desses conflitos como um obstáculo ao avanço das políticas de desenvolvimento socioeconômico regional.
O impacto direto dessa paralisia política reflete-se na gestão de áreas críticas como a Saúde Pública, a Segurança nas Fronteiras, a Infraestrutura Logística e a Geração de Empregos Formais. Projetos de pavimentação de rodovias estaduais essenciais para o escoamento da produção agrícola e investimentos na modernização de Hospitais Regionais sofrem o risco de perder a prioridade orçamentária diante da crise de governabilidade iminente.
O funcionalismo público e as lideranças comunitárias cobram que a atenção dos gestores retorne urgentemente para o atendimento das carências básicas da população.
O desfecho desse cenário de beligerância política permanece em aberto, dependendo estritamente da decisão do ex-governador Mauro Mendes em aceitar o embate jurídico ou manter o isolamento institucional. A comunidade jurídica local ressalta que o silêncio prolongado ou a resposta judicial intempestiva produzirão consequências duradouras para a credibilidade de ambas as lideranças perante o eleitorado mato-grossense.
O desdobramento das próximas semanas definirá se Mauro Mendes ingressará em um período de severa disputa judicial ou se a agenda de desenvolvimento socioeconômico retomará a centralidade no debate público.
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