PRA QUE INSTALAR UMA CPI QUE VAI TERMINAR EM PIZZA
Acompanhou o oitavo pedido de CPI contra Nenel? Não perdeu nada
Oito é o número natural que segue o sete e que precede o nove. Hehehehehe, nenhuma novidade. Tá bom, oito é o número que representa capacidade de superação. Vish, agora pegou, porque no Campo D’Ourique, aonde está localizado a Câmara Municipal de Cuiabá tá difícil superar as forças da situação.
Mas o número oito é considerado de Justiça. Aí sim, “os capas pretas”, estão fazendo o que os vereadores não conseguem fazer. Oito foi o dia de ontem. Oito, número de pedidos processo de Impeachment contra Emanuel Pinheiro (MDB).
Agora por favor nobres edis cuiabanos parem com isso, vocês não são disso, não joguem palavras ao vento, os senhores que falta hombridade para aprovação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Afinal para que instalarem uma Comissão Parlamentar de Inquérito? Já sabemos o resultado: pizza…pizza…e mais pizza.

Nesta segunda-feira, 06, após oitivas, análise de documentos, cruzamentos de dados, levantamentos de entrada e saída de medicamentos, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos apresentou o relatório final dos trabalhos. A CPI denunciou ao Ministério Público Estadual (MPE) o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), os ex-secretários de Saúde, Luiz Antônio Possas e Ozenira Feliz, e mais 31 pessoas.
O relatório foi apresentado pelo vereador do Partido Verde (PV), Marcus Brito Junior, e aprovado pelos demais membros da Comissão, vereador Emanuel Mussa Amui Pinheiro, o Lilo Pinheiro (PDT), que responde pela presidência, e vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Cidadania), que figura como membro titular.
Engraçado…, não vi o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a compra dos medicamentos, a perda e as falhas no armazenamento de medicamentos em Cuiabá, Marcus Brito Júnior (PV), convocar para depor e constar como investigado seu pai Marcus Antônio de Souza Brito, que ocupou o cargo de Procurador-geral do Município quando a Norge Pharma, empresa acusada pelos desvios, foi contratada.
Bom…seguindo, os senhores vereadores precisam dizer a verdade, o momento é agora, a tempestade está perfeita: somem-se as interpretações do Legislativo cuiabano, as declarações do emedebista Nenel Pinheiro, dos adversários políticos, dos cabos eleitorais, com este quadro constante de tensão. Não esqueçam que, todos os dias uma nova ameaça chegará no Palácio Paschoal Moreira Cabral.
Saibam que a população não aguenta os seus joguinhos. Vem um vereador e diz:
“Ah, não vai ter CPI, desde que a oposição não estique a corda”.
Pronto eu explico: a peleja não acabará tão cedo e fiquem cientes que existe limite para tudo.
Por isso a reportagem do Blog do Valdemir analisa que a cada dia sem constrangimento e limitação o ovo choca mais. Se lembram do filme de Ingmar Bergman (o ovo da serpente). Será que não aprendemos nada com os livros?
Talvez uma literatura para criança ajude compreendermos melhor o que acontece. O alcaide cuiabano parece muito com o Reizinho Mandão do conto de Ruth Rocha. O reizinho assume o Poder. Logo promove a maior bagunça no governo, pondo em prática sua maior diversão: fazer leis absurdas e sem sentido só pelo prazer de mandar em todo mundo.
Os Conselheiros em vez de aconselharem, ficavam concordando e incentivando o reizinho a fazer mais e mais diatribes. Era só alguém questiona-lo que o Reizinho gritava bem alto: “cala boca! Eu é que mando!“.
E com tanto cala a boca pra lá e cala a boca pra cá, as pessoas foram aos poucos desistindo de responder e, a medida que o tempo passava, o Reizinho não tinha mais com quem conversar, porque nem mesmo debaixo de seus gritos de ordem os habitantes do reino podiam obedece-lo: nenhum deles sabia mais falar! Será que ainda os vereadores de Cuiabá sabem falar?
Durmam com essa: eu tenho a minha verdade é você tem a sua. Respeito é validar sua verdade, ainda que eu não à compreenda ou discorde de você, o contrário disso é o discurso de ódio.
Guarda está porque hoje quintou!
Política
Clima tenso e ainda de forte disputa interna pelo Palácio Paiaguás
O presidente do Diretório Estadual do União Brasil em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, oficializou a convocação da Convenção Estadual da agremiação para o dia 4 de agosto de 2026. A escolha da data, que ocorre estrategicamente na véspera do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização dos eventos partidários, reflete o cálculo político da cúpula da legenda diante do cenário de extrema polarização interna e da necessidade de costuras de última hora na região.
A definição do calendário eleitoral pelo comando do partido ocorreu na capital do Estado de Mato Grosso, por meio de publicação oficial editada no Diário Eleitoral. O anúncio formal da data consolidou a realização do encontro decisivo na sede da própria agremiação política, estabelecendo o epicentro das deliberações em um espaço controlado pela direção, o que intensificou as articulações nos bastidores entre as principais lideranças locais.
A deliberação tardia atende à imperiosa necessidade de gerenciar uma intensa crise que cinde a legenda entre o apoio a um projeto governamental continuísta ou a consolidação de uma candidatura própria ao Poder Executivo Estadual. O arranjo cronológico imposto pela presidência adia o desfecho da disputa, evitando um racha prematuro e forçando o amadurecimento das negociações antes que os prazos legais de registro inviabilizem as composições majoritárias.
O evento partidário em Mato Grosso destina-se formalmente a homologar as candidaturas majoritárias de: governador, vice-governador e senador, além de definir a composição das chapas proporcionais para deputados federais e estaduais e o sorteio dos números eleitorais.

Contudo, o objetivo político subjacente e primordial da reunião é pacificar a séria dissidência ideológica e estratégica que ameaça a unidade do partido no principal colégio eleitoral do Centro-Oeste.
A convocação oficial foi formalizada por meio de um edital de convocação rigorosamente publicado na imprensa oficial do estado e nos canais de comunicação partidária, conferindo plena segurança jurídica ao ato. A publicidade institucional cumpre as exigências estatutárias e os ritos estipulados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), blindando as futuras decisões de eventuais questionamentos judiciais que poderiam ser propostos por alas descontentes.
O cronograma estabelecido pela Executiva prevê que os trabalhos deliberativos terão início pontualmente às 17h, estendendo-se por apenas uma hora, com encerramento programado para as 18h do mesmo dia. Essa curta janela de tempo demonstra que o grupo político governante pretende submeter à plenária uma proposta pré-formatada e amplamente negociada, minimizando o espaço para debates improvisados ou tumultos durante a votação.
O acirramento dos ânimos decorre da insistência do senador Jayme Campos em pleitear sua indicação ao Palácio Paiaguás, enquanto a ala liderada pelo cacique numero 1 do União Brasil (UB), Mauro Mendes, preconiza o alinhamento e o apoio irrestrito à reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, do Republicanos.
Essa divergência programática expõe visões distintas sobre a hegemonia política no estado, contrapondo o desejo de protagonismo partidário tradicional à manutenção de uma aliança técnica e pragmática de poder.
O Senador Jayme Campos fundamenta sua contestação na premissa de que as bases partidárias e a militância histórica devem ser consultadas, argumentando enfaticamente que a legenda não possui proprietários e deve respeitar quem a construiu. O parlamentar atua de maneira incisiva nos bastidores, valendo-se de declarações públicas contundentes para constranger a Executiva a adotar mecanismos mais democráticos e transparentes na escolha dos nomes que disputarão o pleito.
As tratativas ganharam contornos de drama político devido à pressão exercida pelos Progressistas (PP), partido que integra a federação partidária e que já declarou apoio formal e público à postulação de reeleição de Otaviano Pivetta. A movimentação do aliado estreitou a margem de manobra do União Brasil, uma vez que a dissidência de Jayme Campos ameaça desestabilizar o bloco governista e fragmentar as forças de centro-direita no estado.
A pacificação definitiva ou a consumação da ruptura partidária ocorrerão somente no fechamento das urnas internas da Convenção Estadual, cujo resultado ditará os rumos das coligações majoritárias em Mato Grosso.
Até que o último voto seja contabilizado no início da noite de 4 de agosto, o cenário político mato-grossense permanecerá em compasso de espera, sob a sombra de um embate que medirá as forças reais das maiores lideranças do estado.
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