Search
Close this search box.

DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM

A rusga entre “Capitão Jaymão” e o “Homem de Ferro”

Publicados

em

É caro amigos e leitores do Blog do Valdemir, hoje o Boteco da Alameda resolveu abrir as portas mais cedo, e servir aos senhores (as), com aquelas notícias fresquinhas do dia, recheado de informações que pode deixar os internautas embriagados de conhecimento.

Pois muito bem…, existe um ditado, que é utilizado para definir um relacionamento de fato, vamos falar da relação que, “Dois Bicudos não Beijam“, mas…, não é o que está pensando, a relação aqui, entre toda via de fato, é entre o “Capitão Jaymão, o guri que se criou na 24 de outubro em Cuiabá, iniciando sua carreira política em Vêge“, até chegar na cidade de Juscelino Kubitschek, Brasília, contra o franzino que chegou na Terra de Rondon, por volta da década de 80, conhecido como “pau rodado” (dizer do linguajar cuiabano, para quem estabelece morada por cá), e se tornou um grande empresário do ramo metalúrgico, e agora “Homem de Ferro“, que no último dia 31 de março, passou a “Caneta Dourada” ao seu sucessor, o Republicanos, Otaviano Olavo Pivetta.

Bom…, as primeiras linhas descritas, deu para os senhores (as) saborearem, o que ainda há por vir, né!

O Blog do Valdemir, tem a obrigação de registrar: nunca houve “beijos e abraços”, “declaração e juras de amor”, mas sempre “arame farpado”, um “abraço de tamanduá”.

Os senhores (as), sabem qual foi o estopim entre Jayme Campos e Mauro Mendes? Não! Bom…, foi no crepúsculo do ano de 2023.

Pega aí: o cenário da incerteza colocará em perigo as grandes estruturas, entretanto, contudo, todavia, pode ser um campo propício as novas conquistas.

Segue o fluxo!

Como começou!

A primeira crise entre os dois campos ocorreu logo no início da migração do então Prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, e seu grupo político, que deixou o PSB e ingressou no partido Democratas, com o objetivo de disputar a cadeira número 1 do Palácio Paiaguás.

A treta: Fábio Garcia, conseguiu articular junto a Rodrigo Maia, então presidente da Câmara dos Deputados, a cadeira de presidente da legenda no Estado de Mato Grosso.

Logo começou os atritos tanto que o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, ameaçou deixar o partido na época, criticando a imposição da cúpula estadual sob o comando dos novos membros.

Leia Também:  Rúbia segue Bolsonaro e se filia ao PL

Apesar da primeira crise, o “Capitão Jaymão” e oHomem de Ferro foram eleitos. Mass.…, os problemas continuaram…

Em 2020, ocorreu eleição suplementar para o Senado. Mauro Mendes declarou apoio a Carlos Fávaro (PSD), que estava exercendo a função de Senador por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), após a cassação da então Senadora eleita Selma Arruda. Jayme Campos defendeu o ex-deputado federal Nilson Leitão (PSDB), tendo Júlio Campos como primeiro suplente.

Os irmãos Campos levaram vantagem no partido, entretanto, contudo, todavia, acabaram perdendo o pleito.

Mauro Mendes conseguiu autorização para apoiar Carlos Fávaro junto com o seu grupo, conseguindo elege-lo na época da disputa, da briga jurídica, Senador da República.

Até tu Nenel?

Outra divergência entre o “Capitão Jaymão” e o Homem de Ferro foi o embate de Mauro Mendes com o ex-prefeito cuiabano Nenel Pinheiro. Na ocasião o ex-governador elegeu Nenel Pinheiro como seu inimigo central

Os irmãos Campos mantinham uma relação boa com o gestor.

Se passaram 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, chegou 2023 e.… foi o estopim, o fim de um amor que nunca houve, o fim das juras de amor que nunca foram ditas.

A versão nos bastidores da política do Boteco da Alameda: Mauro Mendes se reuniu em BSB com a cúpula do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), segurando uma dobradinha para o Senado, com ele, a da parlamentar já falecida Amália Barros (PL).

E aí? E aí que o bicho pegou de vez e o “Capitão Jaymão” começou a usar a imprensa e mandar recado direto.

Se liga: com entrave, entre o “Capitão Jaymão” e o “Homem de Ferro“, tem gente que está fazendo “Beirão” igual o “Guri refestelado da Guarita”.

Os senhores (as) internautas do Blog do Valdemir, perceberam que a disputa interna para a sucessão ao Palácio Paiaguás, tem gerado “dois projetos para um só partido”.

Como continua

Gente! Gente por favor vamos começar a pensar. O Boteco da Alameda manda um recado: só prá avisar aqui na Terra de Rondon, caso vocês não se lembram, a direita aparece dividida e, vai impactar diretamente no pleito eleitoral de 2026, tanto para o Palácio Paiaguás, Senado e a disputa proporcional.

De um lado a direita histórica com Jayme Campos, de outro o bloco articulado por Mauro Mendes que tenta emplacar Otaviano Pivetta. E no meio do tabuleiro político eleitoral tem ainda tem Wellton Fagundes e um fim de lideranças e partidos que tentam se posicionar conforme a conveniência eleitoral de cada etapa da disputa.

Leia Também:  Convenção do Podemos acontece hoje na Assembleia Legislativa

Mesmo com postura pública de conciliação de alguns líderes políticos, nos bastidores o cenário é de intensa disputa por influência, com Jayme Campos resistindo à pressão para abrir mão de sua pretensão ao Executivo Estadual.

Segue o fluxo…o Boteco da Alameda, vai continuar servindo as informações…

No União Progressista…

O dilema continua. A maior agremiação partidária de Mato Grosso, ainda não conseguiu montar chapa de pré-candidatos a deputado estadual. A saída de Edu Botelho e Paulo Araújo, complicou mais ainda a montagem.

O bicho tá tão feio, tão feio que pior não fica. Quer saber? Se lançar um puxador de voto, deve eleger dois, com possibilidade de uma sobra para o terceiro.

Desenhando: se tiver um candidato com 45 mil votos (muito difícil), outro com 35 mil votos (não menos complicado) e outro com 30 mil votos (ou seja, os três mais votados) a Federação União Progressista terá um total de 110 mil votos. Para fazer duas cadeiras ficará faltando 20 a 30 mil votos.

E agora que aparece o problema: encontrar quem esteja a fim de servir de escada para os grandes.

Quem diria, quem imaginava, falavam para quatro cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), agora fica feliz com duas cadeiras.

PS: O União Brasil tem 60 prefeitos, “trocentos” vereadores, três deputados estaduais. Qual a lógica da análise do Boteco da Alameda?

Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, com um coeficiente de 70 mil votos, a disputa será tensa e é melhor pegar a fita: “seja água, meu irmão”, Bruce Lee.

Segue o fluxo!

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Justiça Eleitoral ratifica devolução de recursos pela “Chapa Brunini”

Publicados

em

O cenário jurídico-político de Cuiabá enfrenta um momento de definição institucional após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) confirmar a necessidade de restituição de valores ao Tesouro Nacional pelo atual prefeito, Abilio Brunini (PL). Em decisão colegiada, a Corte manteve a aprovação das contas de campanha de 2024 com ressalvas, mas não eximiu a chapa da responsabilidade sobre inconsistências financeiras. O montante de R$ 465,9 mil, oriundo do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), permanece como objeto de devolução compulsória após o esgotamento de recursos na esfera regional.

A decisão foi oficialmente publicada nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, consolidando o entendimento técnico-jurídico que perdura desde o pleito municipal anterior. A manutenção da sentença ocorre em um período de intensa vigilância sobre a transparência dos gastos públicos, reforçando o papel fiscalizador da Justiça Eleitoral sobre o uso de recursos partidários. O acórdão reflete a postura rigorosa do Tribunal diante de prestações de contas que, embora não inviabilizem o mandato, apresentam falhas estruturais na comprovação de despesas vultosas durante o processo eleitoral cuiabano.

Abilio Brunini, eleito pelo Partido Liberal (PL), figura como o protagonista central desta lide jurídica ao lado de sua vice-prefeita, Vânia Rosa (MDB). O gestor municipal, que fundamentou sua trajetória política na fiscalização e na retidão administrativa, vê-se agora na contingência de sanar irregularidades apontadas pelo órgão técnico do Tribunal. A inclusão da vice-prefeita no processo decorre da natureza solidária da chapa majoritária, em que ambos respondem pela higidez financeira dos recursos que viabilizaram a vitória nas urnas e a subsequente diplomação.

O imbróglio jurídico teve como palco principal a 55ª Zona Eleitoral e, posteriormente, o Plenário do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), em Cuiabá. O processo transitou por diversas etapas de análise, saindo da primeira instância onde as falhas foram originalmente detectadas para o colegiado de segunda instância. Este espaço institucional é onde se decidem as questões de mérito relativas à legalidade dos gastos eleitorais no estado, servindo como a última barreira de validação para que os recursos públicos destinados à democracia sejam aplicados estritamente dentro dos parâmetros legais vigentes.

Leia Também:  Quatro destinos e uma cadeira para Max, “Mulher Maravilha”, Edu Botelho e Dilmar

A motivação precípua para a condenação reside na falta de rastreabilidade e na fragilidade documental de gastos realizados com empresas de comunicação e marketing. O parecer técnico apontou que a campanha falhou ao tentar individualizar pagamentos que envolviam múltiplas fontes de recursos, dificultando o controle estatal sobre o destino final das verbas.

Além disso, irregularidades no repasse a partidos coligados, como o Democracia Cristã (DC) e o PRTB, foram determinantes para que a Justiça interpretasse a existência de uma mácula na prestação de contas apresentada.

O processo de revisão dos valores foi complexo, passando de uma cobrança inicial astronômica de R$ 2,8 milhões para o patamar atual de aproximadamente R$ 465,9 mil. No ano anterior, a defesa logrou êxito parcial ao comprovar a regularidade de uma parcela significativa dos gastos, o que reduziu drasticamente o passivo junto ao Tesouro. Entretanto, a parcela remanescente não encontrou lastro em notas fiscais ou contratos que satisfizessem o rigor exigido pela auditoria eleitoral, resultando na manutenção do débito que agora a defesa tenta, sob balde, contestar via embargos.

A defesa técnica de Abilio Brunini sustentou, ao longo de todo o rito processual, que não houve dolo ou má-fé, mas sim uma divergência de interpretação sobre a validade de certos documentos fiscais. Os advogados alegaram que o tribunal ignorou provas anexadas aos autos e que a regularidade das contas seria total se as notas apresentadas fossem devidamente processadas. Reafirmaram, em nota, que a transparência foi a marca da campanha e que os recursos foram aplicados na atividade política, sem qualquer desvio de finalidade que justificasse a sanção pecuniária imposta.

Leia Também:  Lúdio convoca Marcelo de Oliveira para explicar "novela interminável" das obras do BRT

A condenação baseou-se na premissa de que o ônus da prova recai integralmente sobre o prestador de contas, conforme destacado no corpo da decisão judicial.

O magistrado relator enfatizou que é:imperativo reiterar o dever do candidato de garantir a lisura, transparência e confiabilidade.

Para o Tribunal, a dificuldade de rastrear o caminho do dinheiro público configura uma falha que compromete a fé pública do processo. Assim, a decisão atua pedagogicamente para que futuros pleitos não repitam a desorganização administrativa na gestão de recursos do Fundo Eleitoral.

O desfecho desta etapa ocorreu através da rejeição unânime dos últimos embargos de declaração apresentados pela defesa no mês de março. A unanimidade dos votos dos membros do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT) imprime uma chancela de robustez à decisão, indicando que não houve divergência doutrinária entre os juízes sobre a obrigação da devolução.

Com a rejeição, as vias de contestação no âmbito regional se exaurem, restando à defesa apenas a possibilidade de recursos extraordinários junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília, caso vislumbrem violações constitucionais ou legais.

As consequências imediatas para a administração municipal são de ordem jurídica e reputacional, embora não impliquem, neste momento, a perda do mandato. O valor de R$ 465,9 mil deverá ser recolhido aos cofres da União, sob pena de inscrição em dívida ativa e outras sanções administrativas. O episódio serve como um lembrete da complexidade que envolve o Financiamento Público de Campanhas no Brasil, onde a precisão contábil é tão determinante para a estabilidade política quanto a vontade expressa pelos eleitores no dia da votação.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA