SALVE-SE QUEM PUDER
A disputa pelo comando da Prefeitura de Cuiabá está se afunilando
Hoje tem marmelada…tem sim senhor…hoje tem goiabada…tem sim senhor. Eitaa lasqueira!
Hoje tem o primeiro debate na TV Vila Real. A previsão é de “salve-se quem puder“, e para apimentar os candidatos estarão atentos com as primeiras pesquisas de intenção de voto que serão publicados após o horário eleitoral ter iniciado e a realização deste debate.
“Que a força esteja com você”. E que o destino e a sorte estejam a favor do eleitor, do cidadão pagador de impostos e claro, de todo o povo cuiabano. Afinal, a disputa pelo “PODER” político está se afunilando.
Hora de a onça beber água
Logo mais às 10:30 horas, começa o debate na TV Vila Real com os candidatos a Prefeito de Cuiabá, numa rodada de perguntas dos entrevistadores e explanação de seus planos de governo.
Como o debate é sem censura, ao vivo, o eleitor terá condições de avaliar o que pensa cada candidato para melhorar Cuiabá.
E já que a disputa em Cuiabá está se afunilando entre os candidatos José Edu Botelho (UB) e Abílio Brunini (PL), o petista Ludio Cabral precisa dar um jeito na sua estratégia eleitoral e se impor como candidato ao Palácio Alencastro. Hoje é o dia para demarcar território.
Não é fácil a disputa em Cuiabá contra a máquina municipal e estadual, os candidatos bolsonarista e petista precisam lutar para ver quem sobreviverá.

Não foi quebrada
A polarização entre os candidatos Edu Botelho e Abílio Brunini, se arrasta desde a pré-campanha e não dá sinais até agora, que possa mudar. Mas, como nada política é imutável, vamos aguardar o jogo seguir.
Candidatos a vereadores de Cuiabá
O Boteco da Alameda vai ser direto: é uma burrice política candidato a vereador ficar participando de arrastões, passeatas, carreatas com o candidato a prefeito, a não ser que, seja no seu reduto.
Fora disso, é burrice política. A isca do pacu é outra. Voto de vereador se conquista em reuniões, visitas, na conversa olho no olho, o eleitor quer se sentir importante. O resto não passa de obá-obá.
Em cima da hora
Candidatos a vereadores têm reclamado da organização da campanha, por estarem sendo avisados das agendas pela rede social, sem direito a uma ligação. Tudo muito solto e sem comando.
Não vai influenciar?
A campanha na televisão começou dia 30 de agosto. E pelo jeito, não acharam o condão de mudança de votos, apenas os candidatos estão mais conhecidos. A eleição pelo jeito se decide nas ruas. O resto é figuração.
Fato novo
O que pode mudar o rumo da campanha eleitoral em Cuiabá é se acontecer um fato novo relevante que mexe com a opinião pública. E pela empatia que o candidato consiga com o eleitor.

Se liga
O voto útil é um fato político que acontece em toda eleição em Cuiabá e, ocorre na última semana da campanha. Quando o eleitor percebe que o seu candidato não tem chance de ganhar, geralmente, muda o seu voto. Tem uma faixa do eleitorado cuiabano que não gosta de perder voto.
Não menosprezem
É bom não menosprezar a força eleitoral do emedebista Nenel Pinheiro, com o seu candidato a prefeito Domingos Kennedy. Nenel Pinheiro sabe como entrar no momento exato da disputa, nos últimos 15 dias, que é quando se sabe que ainda tem bambu para a flecha na eleição de Cuiabá.
Ah o Boteco vai falar
É difícil dizer de antemão quais institutos, das tantas que publicam pesquisas eleitorais, são mais confiáveis ou menos. Todos, em tese, tentam estimar que os eleitores pensam hoje de algo que só vão fazer em outubro.
E todos, a rigor, estão sempre errados, nem que apenas na margem de erro estatisticamente calculado.
Alguns, no entanto, são mais diligentes na tentativa de entender o momento. Pesquisas feitas com rigor adotam, em geral, uma metodologia complexa, que passa pelo critério de amostragem, treinamento dos pesquisadores, checagem dos questionários e até ordem de perguntas feitos aos eleitores.
Pega a visão: o que alguns Institutos têm mais que outros é a reputação, e isso refletir nos preços.

Na pré-campanha e agora campanha de 2024, os Institutos de Pesquisas mais tradicionais e mais caros, estão entre os que menos registraram levantamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os números não consideram pesquisas contratadas para consumo interno.
Pesquisa eleitoral não é uma atividade barata. Nas metodologias tradicionais, é preciso mandar pessoas a rua.
Outra opção é colocar os pesquisadores para discar loucamente no telefone, com os próprios dedos ou com a ajuda de um computador, até que colha um número suficiente de pessoas dispostas a responder.
Se liga: se você alguma vez recebeu uma chamada de número desconhecido, atendeu e a ligação caiu, provavelmente você confirmou a um sistema de discagem automática que seu número pode futuramente atender a uma pesquisa.
As respostas, depois de coletadas, precisam ser processadas e passar por um controle de qualidade que também tem custo.
O custo médio de uma pesquisa é de R$ 12,50 por entrevista em Cuiabá. A diferença é grande quando se compara com o Datafolha, um dos mais tradicionais Institutos de Pesquisas do Brasil.
Na última sondagem sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo, ele ouviu 1.200 eleitores a custo de R$ 79,50 por entrevista.
Ufa, chega de lero-lero e vamos assistir o debate na TV Vila Real.
Segue o fluxo!
Política
Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização
O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.
A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.
Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como “Lei do Retorno”, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.
Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.
Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.
Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.
Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.
As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.
Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.
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