RISCO IMINENTE
Andaime em obra de reforma no prédio da SES é interditado pela Superintendência Regional do Trabalho
O setor da construção está entre os setores da economia que mais demandam mão de obra, empregando grande contingente de trabalhadores especialmente das faixas de menor nível socioeconômico e educacional da população.
Nessas construções, os andaimes são muito importantes para a indústria da construção, e são estruturas provisórias bastante utilizadas para a realização de trabalhos em altura, que não podem ser executados a partir do piso. São muito usados em serviços de demolição, construção, reforma, pintura, limpeza e manutenção, mas em condições precárias do andaime caracterizaram risco iminente à integridade física dos trabalhadores.
Um andaime que vinha sendo utilizado na obra de reforma do prédio da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MT) foi interditado nesta quarta-feira (10) pela Inspeção do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso (SRTb). A medida foi adotada porque o andaime caracterizou condição de grave e iminente risco à integridade física dos trabalhadores.
Na inspeção física, a equipe de Auditores-Fiscais do Trabalho constatou a existência de trabalhadores laborando em andaime tubular fachadeiro instalado sem a colocação de sapatas de maneira uniforme, e disposto sobre superfície com diferença de nível.
Além disso, não dispunha de escada ou rampa de acesso seguro para os postos de trabalho situados a mais de um metro de altura do piso. O andaime deveria estar apoiado em sapatas sobre base sólida e nivelada, capazes de resistir aos esforços solicitantes e às cargas transmitidas. As irregularidades poderiam resultar em queda de altura ou mesmo risco de colapso da própria estrutura.
Ao interditar o andaime os auditores apontaram as medidas de proteção que a empresa empregadora deverá adotar na obra e também solicitaram a elaboração de projeto de andaime, com emissão Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
De acordo com o relatório da inspeção, durante a vigência da interdição somente podem ser desenvolvidas em relação ao seu objeto atividades necessárias à correção da situação de grave e iminente risco, desde que adotadas medidas de proteção adequadas aos trabalhadores envolvidos.
Os empregados devem receber os salários como se estivessem em efetivo exercício, nos termos do § 6º do art. 161 da Consolidação das Leis do Trabalho e é facultado ao empregador recorrer da interdição imposta, no prazo de dez dias, nos termos do § 3º do artigo 161 da Consolidação das Leis do Trabalho.
O empregador poderá requerer a suspensão da interdição, após adoção das medidas de proteção da segurança e saúde no trabalho indicadas no Relatório Técnico e a retomada das atividades deve ser precedida da emissão de Termo de Suspensão de Interdição.
A inspeção ocorreu a partir de denúncia do Sindicato dos Servidores da Saúde e Meio Ambiente de Mato Grosso (Sisma) na imprensa dando conta de que a empresa contratada pela SES para realizar a obra de reforma da sede da secretaria não estaria cumprindo com as normas de segurança no trabalho.
Geral
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios”
O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.
O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.
“O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade”, afirma o professor.
No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha”, explica.
Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino.
Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.
Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.
“O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento”, destaca.
O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.
Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.
Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.
A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.
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