Search
Close this search box.

DERROTAS ABRE CRISE NA CBF

No pior momento da Seleção, CBF faz reunião de emergência

Publicados

em

Em crise após o pior desempenho da Seleção Brasileira de Futebol na fase eliminatória de uma Copa do Mundo de Futebol (3 derrotas e 1 empate seguidos), o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, 69 anos, convocou reunião para a próxima 3ª feira (28) na sede da entidade, no Rio de Janeiro. Eis a íntegra do comunicado (PDF–353 kB).

Nos últimos dias, circularam rumores de descontentamento das federações em relação ao cartola da CBF. Com a reunião, convocada às pressas, Ednaldo tentará cooptar apoios para não correr riscos de cair do cargo. Ou seja, vai “apoiar” as federações com o caixa da CBF. Na última vez que tentou convocar os cartolas, 17 não compareceram ao Rio.

O encontro é convocado em um momento em que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está exposta publicamente pelo mau desempenho da seleção e pelas falhas na organização do clássico contra a equipe da Argentina, no Maracanã, em jogo na 3ª feira (21.nov).

A partida foi organizada pela própria entidade, contrariando tradicional prerrogativa das federações estaduais, e ficou marcada, além da derrota por 1 a 0, pelas cenas de violência nas arquibancadas entre a torcida brasileira e a argentina.

Leia Também:  Botafogo, Cruzeiro e Palmeiras tem as torcidas mais gentis do futebol brasileiro

A brutalidade com que o Bepe, Batalhão da Polícia do Rio responsável pela segurança nos estádios, reagiu para conter os ânimos dos presentes também manchou a imagem da confederação, levando a declarações públicas de descontentamento de jogadores da Seleção da Argentina, incluindo do atual Bola de Ouro, Lionel Messi.

A iniciativa de tomar para si a organização do jogo incomodou o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Rubens Lopes. Ele é um dos que tornou público seu desafeto com Ednaldo, segundo o jornal O Globo. Rubinho, como é conhecido, é um dos cartolas mais tradicionais entre as federações e comanda o futebol do Rio desde 2007.

Ednaldo Rodrigues ascendeu ao cargo interinamente em 25 de agosto de 2021, enquanto a comissão de ética da Confederação investigava o presidente anterior, Rogério Caboclo, acusado de assédio sexual e moral. Depois, Ednaldo foi eleito formalmente em março de 2022 para um mandato de 4 anos.

No comando da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo tem sido criticado pela forma com que conduziu a sucessão do técnico Tite após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022 para o time da Croácia.

Leia Também:  Brasileiros no top 10 das cinco principais ligas europeias

Em declarações públicas, o cartola indica ter um acordo verbal com o italiano Carlo Ancelotti, atual treinador do Real Madrid, para assumir a seleção em junho de 2024, quando termina seu contrato com o time madrilenho. Ancelotti despista em entrevistas e já demonstrou incômodo com a forma com que Ednaldo tornou a questão pública.

Nesse período em que aguarda a chegada do italiano, Ednaldo deixou vago o cargo de coordenador de seleções com a demissão de Juninho Paulista e escolheu Fernando Diniz para fazer a transição no comando da equipe. O técnico, que divide a atenção com seu trabalho no Fluminense, tem tido baixo aproveitamento e empilha recordes negativos pela Seleção Brasileira, incluindo a 1ª derrota em casa na história das Eliminatórias.

Propaganda

ESPORTES

Neymar encerra ciclo, e Ancelotti acelera renovação para uma nova era

Publicados

em

A trajetória de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira chegou ao fim. O técnico Carlo Ancelotti confirmou que o atacante comunicou a decisão de não voltar a defender o Brasil e indicou que a equipe inicia uma nova etapa após a Copa do Mundo. A saída do camisa 10 encerra um dos ciclos mais marcantes do futebol brasileiro nas últimas décadas e impõe ao treinador italiano o desafio de construir uma equipe sem sua principal referência técnica durante anos.

Segundo Carlo Ancelotti, a decisão partiu do próprio Neymar e está inserida em um processo mais amplo de renovação da Seleção. Na avaliação do treinador, o último Mundial representou o encerramento de uma geração iniciada em 2018, que atravessou três edições da competição. Embora alguns jogadores experientes ainda possam permanecer, a tendência é de uma transformação gradual, com maior espaço para atletas jovens e para a construção de uma nova identidade coletiva.

O Neymar já confirmou que não quer voltar à seleção. A Copa do Mundo encerrou uma geração que começou em 2018 e disputou três Mundiais. Alguns podem continuar, mas, no geral, precisamos de novos jogadores e uma nova identidade na seleção”, afirmou Ancelotti.

A declaração estabelece, de forma objetiva, o caminho que o treinador pretende seguir para reformular o elenco brasileiro.

A última participação de Neymar pela Seleção ocorreu na Copa do Mundo. Cercado por expectativas, o atacante chegou à competição como uma das principais referências ofensivas do Brasil, mas enfrentou problemas físicos e teve participação limitada. O torneio, que poderia representar mais um capítulo de protagonismo do jogador, acabou marcado como o encerramento de sua trajetória com a camisa amarela.

Leia Também:  Reencontro das Tigresas com a torcida mixtense no Dutrinha

Apesar das limitações físicas apresentadas pelo atacante, Ancelotti afirmou que não se arrepende de tê-lo convocado. Para o treinador, a qualidade demonstrada por Neymar ao longo da carreira justificava sua presença no grupo. Ao mesmo tempo, o italiano reconheceu que a ausência do camisa 10 não poderá ser solucionada pela escolha de um único substituto.

A avaliação de Ancelotti é que Neymar não pode ser reproduzido por outro jogador. Ao definir o atacante como um talento “extraordinário”, “único” e “irrepetível”, o técnico indicou que a Seleção precisará encontrar uma solução diferente. Em vez de concentrar responsabilidades em uma nova estrela, a proposta é fortalecer o funcionamento coletivo, ampliar as opções ofensivas e distribuir o protagonismo entre diferentes atletas.

A primeira convocação depois da Copa já apresentou sinais concretos dessa mudança.

Ancelotti chamou oito jogadores que ainda não haviam atuado pela equipe principal: os goleiros Pedro Morisco e Otávio; os laterais Matheuzinho e Mauro Junior; os zagueiros Arthur Dias e Jair; além dos volantes Breno Bidon e Gabriel Bontempo.

A lista evidencia a intenção de ampliar o número de alternativas disponíveis para o novo ciclo.

Leia Também:  Cuiabá arranca empate do Ceará no fim

A presença de oito estreantes também demonstra que a renovação não deverá ocorrer de maneira pontual. A comissão técnica pretende observar diferentes nomes, aumentar a concorrência por posições e identificar jogadores capazes de assumir responsabilidades no futuro. O processo, portanto, ultrapassa a simples substituição de atletas experientes e aponta para uma reformulação estrutural do elenco brasileiro.

A mudança pode ser percebida ainda na faixa etária do grupo convocado. A primeira lista pós-Copa apresenta média de 24,4 anos, enquanto o elenco levado ao Mundial tinha média de 29,6 anos. A diferença superior a cinco anos evidencia a guinada promovida por Carlo Ancelotti, que passou a priorizar atletas com maior margem de desenvolvimento e capacidade de participar de um projeto esportivo de longo prazo.

O encerramento do ciclo de Neymar, portanto, não representa apenas a despedida de um dos maiores talentos de sua geração, mas também o início de uma nova construção na Seleção Brasileira. Ancelotti terá de desenvolver uma equipe capaz de competir sem buscar uma cópia do antigo Camisa 10. Com mais jovens, novas alternativas e responsabilidades distribuídas, o Brasil começa a virar a página e a procurar os protagonistas que poderão definir sua próxima era.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA