JOGO DE MUITA POLÊMICA
“Lambança” do árbitro marcou o jogo entre Cuiabá e Juventude
Em jogo atrasado válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo entre Cuiabá e Juventude terminou no empate por 0 a 0, na noite desta quinta-feira (5), no Estadio Governador José Fragelli, a Arena Pantanal. O jogo foi marcado pela pouca efetividade das equipes no ataque.
O jogo teve polêmica e reclamação do time da casa. O árbitro mineiro Felipe Fernandes de Lima não validou um gol do Cuiabá para marcar um pênalti e, após revisar no VAR, cancelou a penalidade máxima a favor do Dourado.
O meia chutou a bola num rebote após Denilson finalizar no braço de Ronaldo, meia do Juventude. O árbitro Felipe Fernandes de Lima marcou o pênalti, o jogo foi paralisado, e o gol de Lucas não valeu. No entanto, o VAR chamou Felipe para rever o lance, e ele anulou também o pênalti.
O jogo
O Juventude começou melhor na partida e terminou o primeiro tempo com mais chances de gols criadas. O veterano Nenê foi o principal armador pelo lado do time gaúcho, enquanto Clayson foi quem mais buscou jogo no time do Cuiabá.

O Cuiabá reagiu no 2º tempo e dominou as ações, mas criando poucas chances efetivas de gol. Aos 35 minutos do segundo tempo, ocorreu o grande lance da partida: o árbitro Felipe Fernandes de Lima marcou pênalti após Denilson, do Cuiabá, chutar a bola no braço de Ronaldo, zagueiro do Juventude. No lance, o meia Lucas Fernandes chegou a fazer o gol na rebatida, mas o árbitro já havia marcado o pênalti.
O VAR chamou o árbitro para rever o lance. O zagueiro estava com o braço junto ao corpo, e o pênalti foi cancelado, deixando o Cuiabá sem o gol de Lucas Fernandes e sem a chance de abrir o placar com a penalidade.
Com o resultado, o Cuiabá chegou aos 22 pontos e segue na vice-lanterna do Campeonato Brasileiro. Já o Juventude foi a 29 pontos e ocupa a 13ª posição.
Agora, os dois clubes voltam a campo pela 26ª rodada do Brasileirão.
O Juventude recebe o Fluminense no Alfredo Jaconi às 16h (de Brasília) do próximo domingo (15). Já o Cuiabá visita o Inter na próxima segunda-feira (16), às 20h (de Brasília), no Beira-Rio.

FICHA TÉCNICA
Cuiabá 0 x 0 Juventude
Fase: Única
Estádio: Arena Pantanal
Local: Cuiabá (MT)
Rodada: 16ª Rodada
Data: 05/09/2024
Horário: 20:00
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Fernanda Nandrea Gomes Antunes (FIFA-MG) e Marcyano da Silva Vicente (MG)
VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)
Cartões Amarelos: Cuiabá: Alan Empereur, Lucas Fernandes e Denílson / Juventude: Lucas Barbosa
Público: 4.826 torcedores
Renda: R$ 53.650,00
Cuiabá – Mateus Pasinato; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Ramon; Lucas Mineiro (Filipe Augusto), Lucas Fernandes (Gustavo Sauer) e Max (Denilson); Derik Lacerda, Clayson (Eliel) e Jonathan Cafu (Railan).
– Técnico: Bernardo Franco
Juventude – Gabriel; João Lucas, Danilo Boza, Zé Marcos e Alan Ruschel (Gabriel Inocêncio); Ronaldo, Jadson e Nenê (Jean Carlos); Lucas Barbosa (Marcelinho), Erik (Diego Gonçalves) e Carrillo (Edson Carioca).
– Técnico: Jair Ventura
ESPORTES
Neymar encerra ciclo, e Ancelotti acelera renovação para uma nova era
A trajetória de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira chegou ao fim. O técnico Carlo Ancelotti confirmou que o atacante comunicou a decisão de não voltar a defender o Brasil e indicou que a equipe inicia uma nova etapa após a Copa do Mundo. A saída do camisa 10 encerra um dos ciclos mais marcantes do futebol brasileiro nas últimas décadas e impõe ao treinador italiano o desafio de construir uma equipe sem sua principal referência técnica durante anos.
Segundo Carlo Ancelotti, a decisão partiu do próprio Neymar e está inserida em um processo mais amplo de renovação da Seleção. Na avaliação do treinador, o último Mundial representou o encerramento de uma geração iniciada em 2018, que atravessou três edições da competição. Embora alguns jogadores experientes ainda possam permanecer, a tendência é de uma transformação gradual, com maior espaço para atletas jovens e para a construção de uma nova identidade coletiva.
“O Neymar já confirmou que não quer voltar à seleção. A Copa do Mundo encerrou uma geração que começou em 2018 e disputou três Mundiais. Alguns podem continuar, mas, no geral, precisamos de novos jogadores e uma nova identidade na seleção”, afirmou Ancelotti.
A declaração estabelece, de forma objetiva, o caminho que o treinador pretende seguir para reformular o elenco brasileiro.
A última participação de Neymar pela Seleção ocorreu na Copa do Mundo. Cercado por expectativas, o atacante chegou à competição como uma das principais referências ofensivas do Brasil, mas enfrentou problemas físicos e teve participação limitada. O torneio, que poderia representar mais um capítulo de protagonismo do jogador, acabou marcado como o encerramento de sua trajetória com a camisa amarela.

Apesar das limitações físicas apresentadas pelo atacante, Ancelotti afirmou que não se arrepende de tê-lo convocado. Para o treinador, a qualidade demonstrada por Neymar ao longo da carreira justificava sua presença no grupo. Ao mesmo tempo, o italiano reconheceu que a ausência do camisa 10 não poderá ser solucionada pela escolha de um único substituto.
A avaliação de Ancelotti é que Neymar não pode ser reproduzido por outro jogador. Ao definir o atacante como um talento “extraordinário”, “único” e “irrepetível”, o técnico indicou que a Seleção precisará encontrar uma solução diferente. Em vez de concentrar responsabilidades em uma nova estrela, a proposta é fortalecer o funcionamento coletivo, ampliar as opções ofensivas e distribuir o protagonismo entre diferentes atletas.
A primeira convocação depois da Copa já apresentou sinais concretos dessa mudança.
Ancelotti chamou oito jogadores que ainda não haviam atuado pela equipe principal: os goleiros Pedro Morisco e Otávio; os laterais Matheuzinho e Mauro Junior; os zagueiros Arthur Dias e Jair; além dos volantes Breno Bidon e Gabriel Bontempo.
A lista evidencia a intenção de ampliar o número de alternativas disponíveis para o novo ciclo.
A presença de oito estreantes também demonstra que a renovação não deverá ocorrer de maneira pontual. A comissão técnica pretende observar diferentes nomes, aumentar a concorrência por posições e identificar jogadores capazes de assumir responsabilidades no futuro. O processo, portanto, ultrapassa a simples substituição de atletas experientes e aponta para uma reformulação estrutural do elenco brasileiro.
A mudança pode ser percebida ainda na faixa etária do grupo convocado. A primeira lista pós-Copa apresenta média de 24,4 anos, enquanto o elenco levado ao Mundial tinha média de 29,6 anos. A diferença superior a cinco anos evidencia a guinada promovida por Carlo Ancelotti, que passou a priorizar atletas com maior margem de desenvolvimento e capacidade de participar de um projeto esportivo de longo prazo.
O encerramento do ciclo de Neymar, portanto, não representa apenas a despedida de um dos maiores talentos de sua geração, mas também o início de uma nova construção na Seleção Brasileira. Ancelotti terá de desenvolver uma equipe capaz de competir sem buscar uma cópia do antigo Camisa 10. Com mais jovens, novas alternativas e responsabilidades distribuídas, o Brasil começa a virar a página e a procurar os protagonistas que poderão definir sua próxima era.
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