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VAR: DOIS PÊNALTIS LEGAL

Flamengo aumenta escrita diante do Palmeiras

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A vitória por 2 a 0 do Flamengo sobre o Palmeiras não foi importante apenas para acirrar a briga pelo título do Campeonato Brasileiro. O triunfo manteve o tabu de oito anos do Verdão sem conseguir vencer o Rubro-Negro atuando em casa na competição. A última vez que isso aconteceu foi em 2017, quando Deyverson marcou dois gols, no Allianz Parque.

De 2018 até 2025, as equipes já se enfrentaram em oito oportunidades na capital paulista, pela Série A. Foram três resultados positivos a favor dos cariocas e cinco empates no período. Apesar disso, a equipe do técnico Abel Ferreira já bateu o rival atuando como mandante em partidas válidas por outros torneios. Casos, por exemplo, da Copa do Brasil e da Libertadores.

Na final continental de 2021, o Palmeiras ganhou do Flamengo por 2 a 1, na prorrogação, novamente com gol de Deyverson. O jogo ocorreu no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Aliás, o Verdão também levou a melhor na disputa da Supercopa do Brasil, em 2023, no Mané Garrincha, em Brasília por 4 a 3, em duelo agitado de início de temporada.

Ponto a ponto no Brasileiro

Os paulistas continuam como líderes do Campeonato Brasileiro. Estão com 22 pontos, mas viram o Rubro-Negro, agora com 21, encurtar a distância. Os gols deste domingo (25) foram de Arrascaeta, de pênalti, e Ayrton Lucas, pela 10ª rodada. Após ganhar do Fortaleza, pelo mesmo placar, o Cruzeiro aparece em terceiro lugar, somando 20 de pontuação.

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CBF divulga análises do VAR nos dois pênaltis de Palmeiras x Flamengo

A CBF divulgou na noite deste domingo as análises do VAR nos dois pênaltis marcados na vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Palmeiras, neste domingo, no Allianz Parque.

O primeiro lance aconteceu no primeiro tempo, a favor do Verdão. O árbitro Ramon Abatti Abel marcou toque de mão de Varela dentro da área, mas foi recomendado pelo VAR Wagner Reway a analisar se a jogada não aconteceu fora da área.

Abatti, por ser um lance fino, poderia recomendar a revisão direta, mas acho melhor você dar uma olhada junto comigo para ficar claro. Revisão para falta fora, ok?, diz Reway, ao chamar o árbitro.

Jogador está dentro, o pé dentro. Está tocando a linha, o pé está mais dentro da linha, o corpo todo em linha. Não tem outra imagem? O pé está dentro. A tendência é que o jogador esteja dentro da área e com o braço sobre a linha“, responde Abatti após analisar o lance.

O árbitro de campo confirmou a marcação após a análise no vídeo. Piquerez cobrou e parou nas mãos do goleiro Rossi.

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Já no segundo tempo, a penalidade foi a favor do Flamengo. Arrascaeta caiu na área após sentir o toque de Murilo. Ramon Abatti Abel a princípio mandou o jogo seguir, mas também foi recomendado a analisar o lance pelo VAR.

O defensor fez movimento claro com o braço. Abatti, recomendo revisão para possível penal. O impacto você vai me ajudar a avaliar com o que viu no campo. O atacante ia passar, ele abriu o braço contra a passagem do atacante, ok?, declara Reway.

O atacante teria toda condição de pegar a bola, jogador coloca o braço e impede o atacante. Ele puxa o jogador, bota a mão no peito, jogador imprudente, (lance) promissor. Ele segura, impede o jogador de prosseguir de forma imprudente“, conclui Abatti Abel.

As decisões da equipe de arbitragem foram o principal assunto após o jogo. Pelo lado do Palmeiras, Weverton e o auxiliar João Martins fizeram duras críticas ao VAR, enquanto no Flamengo houve questionamentos sobre a falta de Varela, e uma possível expulsão de Gustavo Gómez.

José Boto, diretor de futebol do Flamengo, chegou a declarar que um dirigente do Palmeiras tentou invadir o vestiário da arbitragem após a partida. Anderson Barros negou e afirmou que o executivo mentiu. O caso não foi citado na súmula.

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ESPORTES

Fluminense e Flamengo podem perder mando de campo por até seis meses

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Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) levantou suspeitas sobre a comercialização de ingressos acima dos limites estabelecidos para determinados setores do Maracanã. A apuração envolve partidas de Flamengo e Fluminense realizadas no estádio desde o ano passado e indica possíveis falhas no controle da quantidade de entradas disponibilizadas ao público.

Segundo informações obtidas pelo O GLOBO, documentos, laudos de segurança e planilhas referentes aos jogos analisados apontam que a quantidade de ingressos colocados à disposição dos torcedores teria ultrapassado a capacidade autorizada em áreas específicas do estádio. Os principais pontos de atenção estão no setor norte e no espaço oeste superior, localizado onde anteriormente ficavam as cadeiras cativas.

Além do risco relacionado à segurança dos torcedores, o Ministério Público também investiga a possibilidade de que parte dessas entradas não tenha sido registrada corretamente nos borderôs das partidas. A suspeita levantada pelas autoridades é de que a diferença entre o número de ingressos comercializados e os registros oficiais possa representar uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 1 milhão por mês.

POSSÍVEIS FALHAS TAMBÉM PREOCUPAM ÓRGÃOS DE SEGURANÇA

A investigação não está restrita à quantidade de ingressos vendidos. Os responsáveis pela apuração também passaram a analisar os números utilizados oficialmente para determinar a capacidade do estádio e planejar a operação de segurança nos dias de jogos.

Existe a possibilidade de que as planilhas apresentadas em reuniões da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) estejam trabalhando com uma estimativa inferior à quantidade real de torcedores presentes no Maracanã. Caso isso seja confirmado, o planejamento das forças de segurança poderia estar sendo feito com base em uma capacidade subestimada, resultando no emprego de um contingente policial menor do que o necessário.

O cenário é considerado especialmente preocupante porque a quantidade de pessoas dentro do estádio interfere diretamente na elaboração das estratégias de policiamento, atendimento de emergência e controle das áreas de circulação.

INQUÉRITO FOI ENCAMINHADO À PROMOTORIA DE URBANISMO

O caso passou a ser formalmente investigado pelo Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ), que instaurou um inquérito no fim de agosto. Posteriormente, o procedimento foi encaminhado à Promotoria de Justiça de Urbanismo, responsável por aprofundar a análise das possíveis irregularidades relacionadas à administração e utilização do estádio.

Entre os alvos de questionamentos está a Fla-Flu Serviços S.A., empresa responsável pela gestão do Maracanã. Flamengo e Fluminense, além da FERJ e das empresas envolvidas na venda e na operação dos ingressos, FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, também foram oficialmente comunicados pelo Ministério Público.

Até o momento, os envolvidos ainda não apresentaram todas as informações solicitadas pela investigação.

Procurados para comentar o caso, os clubes e as demais instituições receberam pedidos de posicionamento. O Fluminense negou que tenha realizado venda acima da quantidade autorizada e afirmou, em nota:

O Fluminense F. C. não comercializa ingressos acima da carga em nenhum setor do Maracanã”.

O Flamengo não respondeu aos questionamentos. Já a FERJ informou que “prestará as informações solicitadas ao Ministério Público dentro do prazo estipulado”.

PARTIDAS ESTÃO NO CENTRO DA APURAÇÃO

De acordo com os documentos analisados pelo MPRJ, ao menos 16 partidas aparecem na investigação. O levantamento considera 12 compromissos do Flamengo e cinco do Fluminense, sendo que um dos confrontos aparece relacionado aos dois clubes por se tratar do Fla-Flu que decidiu o Campeonato Estadual deste ano.

A apuração aponta que, nesses jogos, houve situações em que foram disponibilizados ingressos acima do limite determinado para determinados setores. Em algumas partidas, os registros de presença também teriam ultrapassado os números previstos nos documentos de segurança elaborados pelas autoridades.

Laudos produzidos pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar foram utilizados pelo Ministério Público para comparar a capacidade autorizada com o público efetivamente registrado.

Entre os jogos do Flamengo analisados estão:

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Flamengo x Ceará, em 3 de dezembro de 2025, partida do título brasileiro;
Flamengo x Fluminense, em 8 de março de 2026, pela final do Estadual;
Flamengo x Medellín, em 16 de abril de 2026;
Flamengo x Bahia, em 19 de abril de 2026;
Flamengo x Vitória, em 22 de abril de 2026;
Flamengo x Vasco, em 3 de maio de 2026;
Flamengo x Estudiantes, em 20 de maio de 2026;
Flamengo x Palmeiras, em 23 de maio de 2026;
Flamengo x Coritiba, em 30 de maio de 2026;
Flamengo x São Paulo, em 26 de julho de 2026;
Flamengo x Vitória, em 9 de agosto de 2026.

Já os compromissos do Fluminense incluídos na apuração são:

Fluminense x Flamengo, em 8 de março de 2026, pela final do Estadual;
Fluminense x Bolívar, em 19 de maio de 2026;
Fluminense x Deportivo La Guaira, em 27 de maio de 2026;
Fluminense x Vasco, em 5 de agosto de 2026;
Fluminense x Rivadavia, em 11 de agosto de 2026.

FLAMENGO É ALVO DE QUESTIONAMENTOS SOBRE O SETOR NORTE

No caso do Flamengo, o levantamento do Ministério Público encontrou indícios de que a capacidade autorizada teria sido excedida principalmente na arquibancada norte e no setor oeste superior.

A investigação identificou uma prática que teria permitido a disponibilização de aproximadamente dois mil ingressos adicionais na arquibancada norte para atender sócios-torcedores do clube. Para isso, parte da carga destinada originalmente a outras áreas seria deslocada. O problema apontado pelo MPRJ é que essa alteração não apareceria de maneira correspondente no borderô oficial das partidas.

Outro ponto considerado relevante pelos investigadores é o funcionamento das catracas do estádio. Segundo a apuração, o sistema permite o acompanhamento, em tempo real, do número de pessoas que ingressam no Maracanã, mas não interrompe automaticamente a entrada quando o limite estabelecido para determinado setor é alcançado.

O sistema utilizado pela Fla-Flu Serviços teria capacidade técnica para estabelecer um bloqueio a partir de um determinado número de torcedores. Ainda segundo a investigação, entretanto, esse mecanismo não estaria sendo utilizado para impedir que a lotação ultrapassasse os limites previstos.

O Maracanã possui atualmente capacidade total de 73.609 pessoas. Em determinados jogos analisados, porém, os números registrados em setores específicos ficaram acima do estabelecido pelos laudos de segurança.

Um dos exemplos levantados pelo Ministério Público ocorreu na área norte. Em determinadas partidas, a presença teria chegado a aproximadamente 23.400 torcedores, enquanto o limite indicado nos documentos de segurança da Polícia Militar seria de 21.300 pessoas. A diferença chega a cerca de 2.100 espectadores.

Dos 12 jogos do Flamengo incluídos no levantamento, em metade deles o público teria superado o limite total ou os parâmetros estabelecidos para determinados setores.

SITUAÇÃO DO FLUMINENSE APRESENTA OUTRA CARACTERÍSTICA

A análise envolvendo o Fluminense tem uma diferença em relação ao caso do Flamengo. Nos cinco jogos relacionados ao clube, a investigação não identificou público acima da capacidade total permitida no estádio ou dos limites específicos dos setores.

O problema apontado pelo Ministério Público está na quantidade de ingressos disponibilizados para venda. Segundo os dados analisados, o clube teria colocado à disposição dos torcedores um número superior à carga autorizada.

Mesmo sem uma lotação efetiva acima do limite, a prática pode representar uma infração às regras estabelecidas para o funcionamento do estádio.

Outro ponto observado foi a utilização dos setores. Em determinadas partidas, o oeste inferior permaneceu fechado enquanto outras áreas recebiam uma quantidade maior de torcedores. A regra de segurança, segundo a investigação, não permitiria que um setor fosse mantido sem utilização enquanto a carga de outro fosse ampliada além do limite estabelecido.

A situação passou a ser considerada pelo MPRJ porque a distribuição do público dentro do estádio também faz parte dos critérios utilizados para garantir a segurança e organizar a circulação dos torcedores.

CADEIRAS CATIVAS ENTRAM NO RADAR DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Um dos pontos que mais chamaram a atenção dos investigadores está relacionado ao setor oeste superior, área criada no espaço anteriormente ocupado pelas cadeiras cativas.

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De acordo com os documentos analisados, o local teria capacidade autorizada para 5.019 pessoas. Em algumas partidas, entretanto, os registros indicaram presença superior a seis mil espectadores.

A diferença de aproximadamente mil pessoas por jogo levantou questionamentos adicionais sobre a origem desses torcedores e sobre a forma como essas entradas teriam sido disponibilizadas.

A situação chamou a atenção das autoridades porque as cadeiras cativas possuem regras próprias e não poderiam simplesmente ser transformadas em ingressos convencionais para comercialização. Por isso, a investigação passou a considerar possíveis irregularidades documentais e até a hipótese de falsidade ideológica.

A Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (SUDERJ), órgão estadual responsável pela regulamentação dos assentos perpétuos do Maracanã, deverá ser ouvida durante o andamento do procedimento.

Entre os questionamentos que deverão ser respondidos estão a quantidade atual de cadeiras existentes, a situação cadastral dos proprietários e a origem das pessoas que aparecem nos registros de público do setor.

O recadastramento dos proprietários das cadeiras também ainda não foi concluído, o que aumenta a necessidade de esclarecer quem possui direito de acesso à área e de que maneira os demais torcedores chegaram ao setor.

CLUBES PRECISAM APRESENTAR ESCLARECIMENTOS

As instituições envolvidas receberam prazo de 15 dias para encaminhar ao Ministério Público as informações solicitadas. O período estabelecido para a entrega dos documentos termina na próxima semana.

A partir das respostas, os investigadores deverão confrontar os dados fornecidos pelos clubes, pela administradora do estádio, pela federação e pelas empresas responsáveis pelos ingressos com os registros das catracas e os laudos produzidos pelos órgãos de segurança.

Uma das justificativas apresentadas nos bastidores para a comercialização de uma quantidade superior de entradas é a possibilidade de que parte dos compradores não compareça às partidas. Dessa maneira, mesmo com a venda acima da capacidade de determinado setor, a expectativa seria de que a ausência de torcedores evitasse uma lotação superior ao limite.

Esse argumento, porém, não elimina o problema apontado na investigação. A legislação estabelece parâmetros de segurança que devem ser respeitados no momento da comercialização e da distribuição dos ingressos, independentemente da expectativa de faltas.

No caso do Fluminense, pessoas ligadas ao clube admitem internamente que pode ter ocorrido algum equívoco na emissão de determinadas cargas. A justificativa apresentada é que o clube enfrenta uma dificuldade maior para preencher alguns setores do Maracanã e, por isso, haveria uma tentativa de ajustar a distribuição dos ingressos à demanda.

POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS

A investigação também avalia as possíveis consequências esportivas e administrativas caso as irregularidades sejam confirmadas.

A venda de ingressos acima dos limites estabelecidos pode representar violação ao artigo 147 da Lei Geral do Esporte. A legislação prevê punições aos responsáveis e, dependendo da situação e da comprovação das irregularidades, pode haver até mesmo perda do mando de campo por um período de até seis meses.

Por enquanto, o procedimento ainda está em fase de coleta e análise de informações. O Ministério Público deverá avaliar os documentos que serão entregues pelos clubes e pelas demais instituições antes de definir quais medidas poderão ser adotadas.

Além da eventual responsabilização pela venda de ingressos em quantidade superior à permitida, a apuração busca esclarecer se houve divergências entre os números reais de torcedores presentes no estádio e aqueles oficialmente registrados nos borderôs.

O caso também poderá determinar se os mecanismos de controle utilizados atualmente no Maracanã são suficientes para impedir que a capacidade de cada setor seja ultrapassada.

Enquanto os esclarecimentos não são concluídos, Flamengo, Fluminense, Ferj, Fla-Flu Serviços, FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution permanecem sob análise do Ministério Público. A investigação deverá avançar a partir das respostas e dos documentos solicitados pelas autoridades.

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