CASA PRÓPRIA
COT do Pari; Cuiabá Arsenal está cada vez mais próximo de conseguir cessão
As conversas que já ocorrem desde 2019, chegaram em uma fase mais avançada com a Secretária de Infraestrutura. Para o encontro com o secretário adjunto de obras especiais da SINFRA, Isaac Nascimento Filho, foi levado uma apresentação de sustentabilidade para que ela possa ser apresentada ao Governador. Além disso, o time está reunindo mais de sessenta cartas de instituições nacionais e internacionais que apoiam a iniciativa.
No Brasil, a reconstrução do COT junto a um time de futebol americano será algo inovador e pioneiro, e para o Cuiabá Arsenal, o local irá além de um espaço para treinos e eventos esportivos, podendo tornar-se uma potência esportiva, econômica e referência em cidadania. A equipe acredita que, com o projeto ocorrerá a promoção social, atendendo as necessidades presentes e ainda ampliando as oportunidades para futuras gerações.
De início, a equipe propõe a limpeza geral, reconstrução do campo, iluminação e isolamento das áreas que oferecem risco. Após isso, os trabalhos serão tomados por setores. De modo que, mesmo sem a finalização total da reforma, o COT possa ser utilizado por partes, observando sempre os critérios de segurança.

Conforme informações da SINFRA, eles estão realizando trabalhos para retomada da obra. Atualmente, já foi solicitada uma limpeza no local e também será realizada nas próximas semanas uma licitação para a construção do muro, reinstalação da energia e adição de segurança no local.
O COT
Construído inicialmente para ser o maior estádio de Várzea Grande, o COT do Pari teve seu projeto mudado até a Copa do Mundo de 2014, mas não foi finalizado. Atualmente seu valo chega a R$ 31,7 milhões, sendo R$ 21 milhões já pagos à construtora. O Cuiabá Arsenal pretende analisar e readequar o projeto com objetivo de que seja um centro de treinamento e arena completamente funcional.

O CUIABÁ ARSENAL
O Cuiabá Arsenal é uma associação sem fins lucrativos, que além de declarada de utilidade pública pelo município de Cuiabá pela Lei 6.049/2016 e pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso pela Lei 10.921/2019, pelos seus trabalhos na área social e desportiva já realizados, possui forte atuação social em Várzea Grande-MT.
ESPORTES
Neymar encerra ciclo, e Ancelotti acelera renovação para uma nova era
A trajetória de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira chegou ao fim. O técnico Carlo Ancelotti confirmou que o atacante comunicou a decisão de não voltar a defender o Brasil e indicou que a equipe inicia uma nova etapa após a Copa do Mundo. A saída do camisa 10 encerra um dos ciclos mais marcantes do futebol brasileiro nas últimas décadas e impõe ao treinador italiano o desafio de construir uma equipe sem sua principal referência técnica durante anos.
Segundo Carlo Ancelotti, a decisão partiu do próprio Neymar e está inserida em um processo mais amplo de renovação da Seleção. Na avaliação do treinador, o último Mundial representou o encerramento de uma geração iniciada em 2018, que atravessou três edições da competição. Embora alguns jogadores experientes ainda possam permanecer, a tendência é de uma transformação gradual, com maior espaço para atletas jovens e para a construção de uma nova identidade coletiva.
“O Neymar já confirmou que não quer voltar à seleção. A Copa do Mundo encerrou uma geração que começou em 2018 e disputou três Mundiais. Alguns podem continuar, mas, no geral, precisamos de novos jogadores e uma nova identidade na seleção”, afirmou Ancelotti.
A declaração estabelece, de forma objetiva, o caminho que o treinador pretende seguir para reformular o elenco brasileiro.
A última participação de Neymar pela Seleção ocorreu na Copa do Mundo. Cercado por expectativas, o atacante chegou à competição como uma das principais referências ofensivas do Brasil, mas enfrentou problemas físicos e teve participação limitada. O torneio, que poderia representar mais um capítulo de protagonismo do jogador, acabou marcado como o encerramento de sua trajetória com a camisa amarela.

Apesar das limitações físicas apresentadas pelo atacante, Ancelotti afirmou que não se arrepende de tê-lo convocado. Para o treinador, a qualidade demonstrada por Neymar ao longo da carreira justificava sua presença no grupo. Ao mesmo tempo, o italiano reconheceu que a ausência do camisa 10 não poderá ser solucionada pela escolha de um único substituto.
A avaliação de Ancelotti é que Neymar não pode ser reproduzido por outro jogador. Ao definir o atacante como um talento “extraordinário”, “único” e “irrepetível”, o técnico indicou que a Seleção precisará encontrar uma solução diferente. Em vez de concentrar responsabilidades em uma nova estrela, a proposta é fortalecer o funcionamento coletivo, ampliar as opções ofensivas e distribuir o protagonismo entre diferentes atletas.
A primeira convocação depois da Copa já apresentou sinais concretos dessa mudança.
Ancelotti chamou oito jogadores que ainda não haviam atuado pela equipe principal: os goleiros Pedro Morisco e Otávio; os laterais Matheuzinho e Mauro Junior; os zagueiros Arthur Dias e Jair; além dos volantes Breno Bidon e Gabriel Bontempo.
A lista evidencia a intenção de ampliar o número de alternativas disponíveis para o novo ciclo.
A presença de oito estreantes também demonstra que a renovação não deverá ocorrer de maneira pontual. A comissão técnica pretende observar diferentes nomes, aumentar a concorrência por posições e identificar jogadores capazes de assumir responsabilidades no futuro. O processo, portanto, ultrapassa a simples substituição de atletas experientes e aponta para uma reformulação estrutural do elenco brasileiro.
A mudança pode ser percebida ainda na faixa etária do grupo convocado. A primeira lista pós-Copa apresenta média de 24,4 anos, enquanto o elenco levado ao Mundial tinha média de 29,6 anos. A diferença superior a cinco anos evidencia a guinada promovida por Carlo Ancelotti, que passou a priorizar atletas com maior margem de desenvolvimento e capacidade de participar de um projeto esportivo de longo prazo.
O encerramento do ciclo de Neymar, portanto, não representa apenas a despedida de um dos maiores talentos de sua geração, mas também o início de uma nova construção na Seleção Brasileira. Ancelotti terá de desenvolver uma equipe capaz de competir sem buscar uma cópia do antigo Camisa 10. Com mais jovens, novas alternativas e responsabilidades distribuídas, o Brasil começa a virar a página e a procurar os protagonistas que poderão definir sua próxima era.
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