ECONOMIA

Tributos equivalem a 35,17% do PIB brasileiro em 2019

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Dos R$ 7,3 trilhões produzidos em bens e serviços finais no ano de 2019, a carga tributária brasileira alcançou no mesmo ano um nível recorde e equivaleu a 35,17% do PIB, segundo estudo “Carga tributária bruta de 2019”, elaborado pelos economistas José Roberto Afonso e Kleber Pacheco de Castro.

O resultado se aproxima do valor observado no Impostômetro, divulgado semanalmente pela Fecomércio-MT, e reflete a alta carga tributária que a população já paga anualmente. No ano passado, foram recolhidos em impostos, taxas, contribuições e multas o montante de R$ 2,5 trilhões.

Neste ano, o volume recolhido da economia pelo setor público já soma R$ 594 bilhões, um acréscimo de R$ 24 bi se comparado com os primeiros 80 dias do ano passado.

Representando 1,25% do total arrecadado no país, Mato Grosso já acumula um acréscimo de R$ 321 milhões, de um total de R$ 8,6 bilhões recolhidos em tributos municipais, estadual e federal aos cofres em Mato Grosso, segundo o “Boletim Impostômetro”, da Fecomércio-MT.

Ainda segundo o estudo dos economistas, houve aumento tanto na União quanto nos estados e municípios. O Imposto de Renda das empresas (IRPJ) respondeu por 40% do crescimento da carga tributária e o imposto estadual (ICMS) por quase 30%. Para eles, a subida forte da carga, ainda que possa ter contribuído para não piorar a crise fiscal, atrapalha a demanda e tem influência negativa no resultado da atividade econômica.

O “Boletim Impostômetro” divulga além do valor pago em tributos pela população, traz ainda informações sobre questões tributárias do estado e país.

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ECONOMIA

“Orla da Alameda Júlio Müller” será cartão postal da cidade

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A “Orla da Alameda Júlio Muller” promoverá a requalificação urbana e a recuperação ambiental da margem do Rio Cuiabá e irão da Ponte Júlio Müller até a Ponte Sergio Motta. A primeira fase terá 700 metros, da Ponte Sergio Motta na Avenida da FEB até à rua Sebastião dos Anjos, extensão onde tem erosão e causando o desbarrancamento da encosta do Rio Cuiabá em Várzea Grande.

O projeto da Orla da Alameda Júlio Muller também é completo, e com certeza será referência em lazer e entretenimento, pois oferecerá pista de caminhada em dois níveis, pergolados, mirante, parque infantil, centro cultural e espaço para shows, auditório, cafeteria e lanchonetes.

Vivemos na segunda maior cidade do Estado, porta de entrada para o turismo mato-grossense e somos o município com maior número de obras em andamento nas mais diversas áreas estruturantes que uma população necessita. A manutenção dos investimentos públicos e a ampliação de esforços para aplicação de recursos, serão essenciais para retomada da economia e conservação de empregos, estamos edificando um município forte não podemos esquecer da área ambiental, do lazer, da cultura e da economia pois a nossa população merece, projetos com propostas ambientais únicas que preservam não somente o meio ambiente, mas também a história e a cultura várzea-grandense, conseguiremos oferecer lazer de qualidade à nossa população trabalhadora e aquecendo o mercado turístico local”.

Estas foram as palavras da Prefeita da Cidade Industrial, Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, durante uma visita técnica às obras de construção e revitalização da Orla da Alameda Júlio Müller.

A revitalização da Orla tem previsão para ser concluída no segundo semestre deste ano e vai receber o maior investimento em recursos próprios da atual gestão: R$ 17 milhões.

Apesar da nova rotina imposta pela “Pandemia” do novo Coronavírus, as obras do projeto que vai dar à cidade um novo cartão postal seguem em ritmo acelerado e deverão estar com sua primeira fase concluída em setembro, mês em que a cidade celebra 72 anos de emancipação política e administrativa, 23 de setembro de 1948.

Temos os recursos garantidos, projeto aprovado e licenças outorgadas. Essa obra vai dar a esta região uma valorização imobiliária sem precedentes, vai se tornar um atrativo para toda a cidade e para quem passa por Várzea Grande. Até a obra pronta, empregos estarão sendo gerados e muitas famílias terão sua renda assegurada por meio dessa iniciativa”, completou a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Estima-se que a obra da Orla em Várzea Grande gere entre 1.800 até 3 mil empregos diretos e indiretos, o que é significativo neste momento de dificuldades e desaceleração econômica.

Considerando as novas normas sanitárias determinadas por autoridades em Saúde Pública, o canteiro de obras está sendo mais otimizado, sem a necessidade de aglomeração. Técnicos do Município, que acompanharam a prefeita na visita, destacam que os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) têm sido utilizados de forma correta.

O setor da construção civil e construção pesada tem como praxe o cuidado adicional com a saúde. Algumas adaptações em relação ao distanciamento foram aplicadas, orientações reforçadas, e assim, o trabalho pôde seguir, sem paralisações”, explica o assessor de gestão da Secretaria Municipal de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Enodes Soares Ferreira.

Na vistoria, a prefeita e sua equipe constaram in loco os avanços dos trabalhos. O acesso, Avenida Júlio Müller acaba ficando prejudicado por causa das obras. Nesse momento, as obras estão focadas no muro de gabião, intervenção necessária para conter a erosão da margem do Rio Cuiabá, que faz limite com a via. Esse tipo de edificação, o muro de gabião, é produzido com malha de fios de aço doce recozido e galvanizado, em dupla torção, amarradas nas extremidades e vértices por fios de diâmetro maior. São preenchidos com seixos ou pedras britadas.

Essa parte do trabalho é tida como “pesada” e emprega muito maquinário, o que contribui para aplicação das normas de higienização e de distanciamento entre os trabalhadores. Para esta etapa foi necessária ainda o bloqueio total da avenida, ação que se seguirá até setembro.

Nossa intenção é entregar o projeto o mais rápido possível para o várzea-grandense. No entanto, não abrimos mão da qualidade e da segurança dos trabalhadores, técnicos e engenheiros que passam e passarão pela obra”.

FASE ATUAL

A Avenida Júlio Müller estará sob interdição total no trecho entre a Avenida da FEB, ponte Júlio Müller até o acesso à rua Sebastião dos Anjos. Nos primeiros meses das obras, a pista estava liberada em meia faixa, permitindo acesso no sentido FEB ao bairro, mas desde a primeira quinzena desse mês ficou bloqueada.

As orientações repassadas pela Guarda Municipal, pelos técnicos responsáveis e por agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana, para quem trafegar pelo local são as seguintes: veículos de passeio e comerciais leves podem optar pela rua Vereador Abelardo e em seguida entrar na rua Sebastião dos Anjos para acessar a ponte Sérgio Motta e outros trechos da Avenida Júlio Müller. A Travessa Independência, paralela a Avenida Júlio Müller, não está obstruída e dá acesso à Avenida da FEB, tanto para quem vai para Cuiabá, como também, precisa retornar para o Centro de Várzea Grande.

Quem vier pela ponte Sérgio Motta sentido ponte Júlio Müller, vai transitar pela Avenida Júlio Müller até chegar à rua Sebastião dos Anjos, que passa a ser desvio obrigatório.

Já os veículos pesados e de carga o trajeto indicado é seguir pela Avenida da FEB, em Várzea Grande, em direção à Avenida Beira Rio, em Cuiabá e então retornar pela ponte Sérgio Motta e assim, acessar novamente a Avenida Júlio Müller. Essa orientação é necessária porque a rua Sebastião dos Anjos, que corta os bairros Alameda e Construmat, possui muita movimentação de pedestres, ciclistas e carros de passeio.

A OBRA

O projeto finalizado será o mais novo cartão postal da cidade. O empenho na transformação do local tem dois grandes objetivos: resolver a erosão, um problema ambiental que a região enfrenta e que já vem tomando conta de uma extensão considerável da margem várzea-grandense do Rio Cuiabá. Por outro lado, o poder público municipal cria mais um espaço de convivência e de referência para as famílias, na principal porta de entrada à cidade, via ponte Júlio Müller, que liga Várzea Grande ao tradicional e histórico bairro do Porto, em Cuiabá”, pontuou a prefeita.

Conforme o projeto, serão reurbanizados, revitalizados e recuperados 700 metros de extensão às margens do Rio Cuiabá. O projeto da Orla da Alameda Júlio Müller tem início na Avenida da FEB, junto à ponte Júlio Müller e se estende até a rua Sebastião dos Anjos, uma das principais vias do bairro Alameda.

O complexo abrigará lanchonetes, pergolados, escadas, rampas de acesso, parque infantil, pista de caminhada, mirante, centro cultural, auditórios, sanitários, bancos e calçadões por toda sua extensão. O projeto arquitetônico sustentável está distribuído em dois níveis, um mais próximo ao rio e outro no nível da rua, com espaços voltados à contemplação do rio e da natureza ao redor.

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