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ECONOMIA

“Temos satisfação de demonstrar a transparência com que tratamos a coisa pública”

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METAS FISCAIS APRESENTADAS DEMONSTRAM SAÚDE FINANCEIRA E AUMENTO NOS INVESTIMENTOS EM ÁREAS ESSENCIAIS COMO SAÚDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA O QUE VALORIZA A CIDADE.

A Prefeitura de Várzea Grande está com todas as Certidões Negativas de Débito (CNDs) disponíveis, o que demonstram está a administração municipal quites com todas suas obrigações.

Temos satisfação de demonstrar a transparência com que tratamos a coisa pública, sempre voltada para melhorar a qualidade de vida da população”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos ao comemorar o fato de que estando quite, Várzea Grande pode assinar novos empréstimos como o realizado com o Banco do Brasil para obras de infraestrutura.

Essa foi a principal informação da Audiência Pública de prestação de contas com o Relatório das Metas Fiscais do 1º Quadrimestre de 2018 que apresentou ainda números expressivos de investimentos em Obras de Infraestrutura, Saúde e Educação.

A principal determinação da prefeita Lucimar Sacre de Campos é pelo reforço na aplicação dos recursos públicos para as áreas essenciais a fim de atender a demanda por saúde de qualidade, educação de nível, social sempre presente e obras que valorizem Várzea Grande e os imóveis dos moradores“, disse a secretária de Gestão Fazendária, Lucinéia dos Santos Ribeiro.

Os números mostrados pela secretária apontam que a gestão da prefeita Lucimar Sacre de Campos, investiu acima do que determina a Constituição Federal em setores essenciais como educação e saúde. No primeiro, o investimento foi acima dos 25% exigidos constitucionalmente, enquanto na saúde foram gastos 28.76% a mais do que o mínimo estipulado (15%), representando o montante de R$ 12 milhões na execução do orçamento da pasta.

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Ainda segundo relatório, as despesas com pessoal foram de 51.03%, um total superior de R$ 70 milhões, sendo R$ 23 milhões deste total, abaixo do teto permitido de 54% estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Um exemplo do compromisso da atual administração, pode ser demonstrado pelos números da Saúde Pública que no primeiro quadrimestre de 2018, atingiram R$ 49.823,4 milhões ante R$ 41.701,8 milhões arrecadados nos quatro primeiros meses do ano passado, um aumento de 19,47% comparativamente.

No balanço foi apresentado a comparação entre os resultados obtidos e a previsão de receitas e despesas fixadas na Lei Orçamentária Anual de 2018. Dados divulgados apontaram que a arrecadação ficou 24% acima do valor da média orçada. Nos quatro primeiros meses de 2018, Várzea Grande arrecadou R$ 169.347,9 milhões. O superávit orçamentário dos quatro primeiros meses de 2018 foi de R$ 36.666,0 milhões, o que demonstra que as finanças municipais estão se comportando bem, apesar da crise.

A secretária apresentou também os resultados sobre a Execução Orçamentária, o desempenho, e a destinação da arrecadação de receitas e as principais despesas do executivo. “Neste quadrimestre, apresentamos relatórios que garantem a transparência das contas públicas, dentro da legalidade, honestidade e lisura na aplicação dos recursos, conforme manda a LRF“, destacou.

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Mesmo com a crise financeira no país, o município conseguiu concluir e entregar obras importantes de infraestrutura, lazer e saúde, por exemplo, e ainda garantir um superávit. Isso é resultado de uma gestão eficiente que aplica os recursos atendendo os anseios e necessidades da população“.

A prefeita Lucimar Sacre de Campos disse que apesar do disforme e sofrido orçamento deixado pela antiga administração, às contas da prefeitura estão equilibradas chegando a apontar um pouco mais de comprometimento da receita, ou seja, inclusive equilibrado com os gastos com pessoal, o que tem permitido o cumprimento de todos os contratos; pagamento em dia dos funcionários públicos, conforme datas contidas no calendário lançado no início do ano; retomada de obras importantes, e autorização de novas obras que trará o progresso para o município.

Não paramos de trabalhar um só dia para garantir o funcionamento do município e o resultado do esforço já aparece em toda a cidade e principalmente na qualidade dos serviços prestados a população”.

A prestação de contas é uma exigência da Lei Complementar 101 de 4 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece as normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal.

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ECONOMIA

Decretado falência definitiva do Grupo Oi pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

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A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora Oi, após a administração judicial da companhia reportar ao magistrado a absoluta incapacidade financeira para manter as atividades essenciais do grupo. A decisão judicial derrubou os recursos interpostos pelas instituições bancárias credoras que buscavam a manutenção do processo de recuperação judicial e a consequente renegociação do passivo acumulado.

Diante da comprovação inequívoca do esgotamento total das reservas de caixa previsto para o término de agosto de 2026, a Corte Fluminense determinou a conversão imediata do procedimento recuperacional em falência, visando interromper o sangramento patrimonial da corporação.

O colapso financeiro da gigante de telecomunicações reflete-se com severidade nos balanços contábeis mais recentes apresentados ao Poder Judiciário. Com base em dados consolidados de março de 2026, o patrimônio líquido negativo da corporação ultrapassa a marca expressiva de R$ 22,6 bilhões, demonstrando a profunda assimetria entre os ativos disponíveis e o montante global de dívidas acumuladas.

As projeções de caixa, que indicavam uma disponibilidade de R$ 88,1 milhões no final de julho de 2026, sofreram uma corrosão acelerada desde abril do mesmo ano, quando os valores mantidos em conta corrente haviam despencado para escassos R$ 19,6 milhões.

A atual deliberação colegiada põe fim ao impasse jurídico iniciado em novembro do ano passado, ocasião em que a falência da operadora sediada no Rio de Janeiro fora decretada preliminarmente pelo juízo de primeiro grau. Naquela oportunidade, contudo, os maiores bancos credores do grupo notadamente o Itaú Unibanco e o Bradesco, obtiveram um efeito suspensivo mediante concessão de liminar, o que permitiu o retorno temporário da empresa à recuperação judicial.

Os estabelecimentos bancários alegavam que a liquidação judicial não representaria o meio mais eficaz para satisfazer as obrigações creditícias e defenderam a nomeação de um novo gestor para intermediar os acordos com os órgãos reguladores.

Como ato contínuo à decretação da falência, o Tribunal de Justiça nomeou o especialista Bruno Rezende para exercer as funções de administrador judicial no processo. Caberá ao profissional designado a responsabilidade legal de auxiliar o juízo nas diligências necessárias para arrecadar, avaliar e lacrar o patrimônio remanescente da companhia, além de elaborar a lista definitiva de credores.

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O administrador atuará diretamente na liquidação ordenada dos bens arrecadados para o pagamento dos passivos e promoverá a extinção formal das atividades empresariais das sociedades integrantes do grupo, estrita e rigorosamente dentro das exigências da lei vigente.

A tentativa derradeira de reestruturação empresarial buscava repactuar uma dívida consolidada da ordem de R$ 44 bilhões, cuja execução dependia da entrada de novos aportes operacionais. O plano aprovado na assembleia geral previa a captação de um financiamento internacional no valor de até US$ 655 milhões, dos quais US$ 505 milhões seriam injetados diretamente pelos credores financeiros.

Complementarmente, a empresa de infraestrutura V.tal, sob controle do BTG Pactual, aportaria entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões no capital do grupo, plano este que restou inviabilizado diante do agravamento vertiginoso da insolvência operacional.

Antes do desfecho judicial, a severa escassez de recursos financeiros provocou o desabastecimento de serviços básicos e o descumprimento sistemático de obrigações contratuais com prestadores de serviços. No mês de julho de 2026, a fornecedora Sitelbra interrompeu a conectividade de redes estratégicas, tais como o sistema de lotéricas da Caixa Econômica Federal, o videomonitoramento estadual na Bahia e em Goiás e os canais de atendimento da concessionária Enel no Ceará.

Empresas como Nava Software, Nava Serviços e Hughes também paralisaram as suas atividades operacionais, exigindo a intervenção expressa do Judiciário para impor a restauração das linhas e fixar multa diária pelo descumprimento.

Para minorar o impacto da paralisação de serviços essenciais à população brasileira, a Justiça autorizou a alienação em leilão de ativos estruturais da operadora para outras empresas do setor. Em abril de 2026, a divisão de telefonia fixa residencial foi arrematada pela Método Telecomunicações, transação que incluiu a responsabilidade pela manutenção e operação das linhas destinadas aos atendimentos de emergência nacional, como os canais 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros). O processo de transição visa garantir a integridade das comunicações públicas sem que haja a descontinuidade do suporte de emergência aos cidadãos.

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Contudo, entraves operacionais e a ausência de interessados impediram a conclusão do plano de desinvestimento de outras unidades de negócios cruciais do grupo falido. O leilão da Oi Soluções, segmento focado na prestação de serviços de tecnologia a corporações privadas e órgãos públicos com lance mínimo de R$ 1,4 bilhão, encerrou-se em 17 de junho de 2026 sem a apresentação de nenhuma proposta formal.

Ademais, a alienação da fatia de 27,2% detida pela Oi na V.tal, avaliada em R$ 4,5 bilhões e destinada a fundos geridos pelo BTG Pactual, encontra-se judicialmente suspensa devido a recursos apresentados por credores e investidores minoritários.

Mesmo nos processos em que a liquidação dos bens obteve aprovação das instâncias competentes, o fluxo de caixa da tele permaneceu desprovido das receitas estimadas para honrar seus compromissos imediatos. A companhia ainda não recebeu o montante de R$ 60,1 milhões decorrente da alienação da Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos à Método Telecomunicações, leiloada em abril de 2026. A transferência efetiva desses recursos e a conclusão definitiva do contrato dependem do preenchimento rigoroso de certas condições regulatórias e homologatórias impostas pela Agência Nacional de Telecomunicações e por instâncias concorrenciais.

O desfecho dramático encerra uma longa jornada de crises e reestruturações que se arrastava há uma década nos tribunais brasileiros. Em junho de 2016, a Oi ingressara em seu primeiro processo de recuperação judicial para renegociar R$ 65 bilhões em obrigações, procedimento que perdurou por seis anos até o seu encerramento em dezembro de 2022.

Apenas três meses após aquela homologação, em março de 2023, a empresa formalizou o segundo pedido de recuperação reportando novos R$ 43,7 bilhões em dívidas, culminando no atual decreto de falência após restar comprovada a impossibilidade prática de preservação da continuidade empresarial.

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