METAS FISCAIS
LDO para 2026 é aprovado pela maioria na Câmara Municipal de Cuiabá
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é uma lei anual que estabelece as diretrizes para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). No primeiro ano de governo, a LDO é discutida para, em seguida, ser iniciado o debate do Plano Plurianual (PPA). Por fim, é elaborada a LOA, que estima a receita e fixa as despesas do ano seguinte. Todos esses projetos, após as discussões públicas, são submetidos à aprovação do Legislativo, antes da sanção pelo Poder Executivo.
A Secretaria de Planejamento concluiu, na última quarta-feira (16), a última Audiência Pública a respeito da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com debate que ocorreu na Câmara Municipal de Cuiabá, sendo acompanhado pelo presidente da Comissão de Fiscalização e Execução Orçamentária (CFEO), vereador Ilde Taques.
LDO aprovado
Após o envio da Prefeitura Municipal de Cuiabá, da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a Câmara Municipal de Cuiabá, foi aprovado, nesta quinta-feira (17), durante sessões ordinária e extraordinária, o Projeto da Lei para o exercício de 2026, enviado pelo Poder Executivo. O texto define as metas fiscais e os parâmetros que orientarão a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), instrumento que estrutura as receitas e despesas do município.
Na sessão ordinária, os vereadores aprovaram os pareceres favoráveis ao Projeto de Lei do Executivo, bem como à Emenda Modificativa (EM) apresentada pela presidente da Casa de Leis, vereadora Paula Calil (PL).

A emenda tem como objetivo garantir a plena conformidade do Projeto de Lei nº 334/2025 com a Lei Orgânica do Município de Cuiabá, que determina a alocação obrigatória de 2% da receita corrente líquida do exercício anterior para emendas parlamentares. A medida reforça a segurança jurídica e a transparência na execução orçamentária, em alinhamento com os princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Das 12 Emendas Aditivas (EA) inicialmente incluídas na pauta, 13 foram retiradas de discussão. A emenda da vereadora Maria Avalone (PSDB), que havia recebido parecer contrário das comissões temáticas, teve o veto derrubado pelo plenário com 21 votos favoráveis.
A proposta da parlamentar visa incorporar à LDO de 2026 a exigência da Lei Municipal nº 7.259, de 3 de junho de 2025, que institui o Relatório Temático “Orçamento Mulheres” como instrumento de controle social e fiscalização dos recursos públicos.
As Comissões de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), e de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO), emitiram os pareceres que foram votados durante a sessão. Posteriormente, na sessão extraordinária, o projeto da LDO foi aprovado com 21 votos favoráveis.

Prefeito comemora aprovação
O Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), comemorou a aprovação e destacou o compromisso da atual gestão com o equilíbrio fiscal e a transparência na aplicação dos recursos públicos.
“A LDO é a base do nosso planejamento para 2026. Essa aprovação nos dá segurança para continuar construindo um orçamento responsável, que priorize as pessoas e respeite os limites legais. Cuiabá vive um novo momento de responsabilidade e reconstrução, e essa aprovação fortalece nosso trabalho”, afirmou o gestor.
Próximos passos
Com a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Prefeitura de Cuiabá inicia agora a elaboração da proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, que será enviada à Câmara Municipal de Cuiabá até o fim do segundo semestre.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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