ECONOMIA
Governo conclui 30% da duplicação da Estrada da Chapada
Quase um terço da obra de duplicação da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), no trecho entre o entroncamento com a MT-010 (Atacadão) e o trevo de acesso ao bairro Jardim Vitória (Fundação Bradesco), foi concluída. Os trabalhos no canteiro de obra avançam normalmente, dentro do cronograma de entrega previsto para dezembro de 2017.
De acordo com a equipe de fiscalização da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), esta primeira fase, que já conta com 30% dos trabalhos concluídos, é considerada a mais complexa em termos técnicos de engenharia. Neste momento, estão sendo feitas a drenagem das águas pluviais, o afastamento das adutoras e a retirada dos postes de concreto, bem como o avanço no processo de desocupação da faixa de domínio da rodovia.
Os serviços devem se intensificar com o fim do período chuvoso. Um levantamento prévio da equipe de fiscalização da Sinfra aponta que aproximadamente 70% da obra deva ser finalizada até o final deste ano.
Nesta etapa, os trabalhos estarão focados no início da construção de quatro rotatórias previstas ao longo da pista. Além disso, serão feitos os trabalhos de terraplanagem e execução de base e sub-base da nova pista, além da finalização da drenagem. Ao longo de 2017, os trabalhos seguirão com a implantação da ciclovia e execução da capa asfáltica, além da sinalização durante todo o trajeto da pista.
Recentemente, a Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra) chegou a notificar a empresa detentora do contrato da obra, a Guaxe Encomind, uma vez que ela havia deixado de atuar no trecho por uma semana. A pasta garante que sempre esteve em dia com as suas obrigações legais com a empresa contratada.
Obras de qualidade
Em janeiro de 2016, o governador Pedro Taques entregou os 10 primeiros quilômetros da reconstrução da Estrada da Chapada. Do trevo de acesso ao Lago do Manso ao Balneário Mutuca, a rodovia ganhou sinalização, asfalto novo com sete centímetros de espessura e pista com nove metros de largura, incluindo a faixa de segurança.
A reconstrução e a duplicação da MT-251 fazem parte do Pró-Estradas/Vale do Rio Cuiabá, que possui 66 obras que serão executadas pela Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra) ao custo superior a R$ 1 bilhão oriundos de diversas fontes de recursos, como BNDES, Fethab e do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Turismo (Prodeustur), cujos projetos são elaborados e geridos pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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