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ECONOMIA

Encontro de Piscicultores em Nossa Senhora do Livramento

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Evento, cujo foco é a comercialização, será realizado na próxima quinta-feira, 28, no Centro de Eventos do município, das 08 às 16 horas

A Edição 2019 do Encontro de Piscicultores, que acontece em Nossa Senhora do Livramento na próxima quinta-feira, 28 de novembro, das 8 às 16 horas, no Centro de Eventos do Município, tem foco na comercialização e agregação de valor.

O evento integra a Semana Global de Empreendedorismo e faz parte do Projeto Sebrae de Piscicultura, tendo como parceiro a Aquamat (Associação Mato-grossense de Aquicultura) e apoio da Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento.

Após a abertura oficial do evento, a ser feita pelo prefeito Silmar de Souza Gonçalves e representante do Sebrae MT, a programação tem início com uma palestra sobre o olhar do Poder Público para a aquicultura, com Walter Valverde secretário adjunto da Sedec (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico) e a gerente de Desenvolvimento de Aquicultura e Pesca do Estado de Rondônia, Maria Mirtes.

Na sequência, o presidente da Aquamat (Associação dos Aquicultores do Estado de Mato Grosso), Igor César Davoglio, Alexandre Haveroth, da Cooperçu (Cooperativa de Produtores de Peixes do Rio Iguaçu), do Paraná, e Emerson Esteves da PEIXE SP (Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União) debatem a piscicultura e a organização da cadeia.

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O agrônomo Eduardo Jacusiel Miranda, consultor do Sebrae MT, fará uma apresentação dos cases de piscicultura Nossa Senhora do Livramento, que concentra mais de 80 produtores. O município possui 1.115 hectares de lâmina d’água e produziu 8.465 toneladas de peixe em 2018.

Finalizando a programação matutina, Martinho Colpani Filho, da Colpani Pescados, de São Paulo; e Assis Castellan, da Global Peixe, também de SP, tratam de uma questão polêmica no setor, a presença do panga, que é uma realidade do cenário nacional, por sua facilidade de cultivo alta rentabilidade.

No período da tarde, serão apresentados os cases dos frigoríficos de vários estados, tais como Zaltana, de Rondônia, com Fabiano Moreira Figueiredo; Morada Nova Fischer, de Minas Gerais, com Ailton Mendes Batista; Copacol, do Paraná, com Nestor Braun.

O empreendedor Yasser Caldeira vai apresentar a Dona Fresca Pescados, a mais nova casa especializada em comercialização de Mato Grosso, e falar sobre essa ponta da cadeia.

O prefeito de Nossa Senhora do Livramento, Silmar de Souza Gonçalves, que também é produtor de pescado, destaca que o município é um dos melhores lugares do mundo para produzir peixe por conta do clima, da disponibilidade de áreas, abundância e qualidade da água.

Precisamos melhorar algumas outras coisas da porteira para fora, dentro das propriedades, as coisas estão indo bem, as maiores dificuldades são comercialização, documentação, mas o Sebrae está nos ajudando bastante para que possamos amenizar esses entraves para que tenhamos mais facilidade para produzir”.

PISCICULTURA EM MT

Existem em Mato Grosso, segundo dados do Indea, 2.636 produtores de pescado, e a produção anual é de 54.510 toneladas, segundo dados do anuário 2019 da PEIXE BR (Associação Brasileira da Piscicultura). As espécies mais cultivadas são tabatinga, tambaqui, pintado, tilápia e piau.

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Os maiores gargalos da cadeia são adequação dos estabelecimentos aptos para recepção dos peixes dentro das normas sanitárias e ambientais vigentes e harmonização das legislações.

Segundo Valéria Pires, gestora do Projeto de Piscicultura do Sebrae Mato Grosso, tem sido feito um trabalhado para que os piscicultores adequem os ciclos produtivos.

A intenção é fazer uma produção em fases, segmentando a cadeia em: alevinos, juvenis e engorda, para que haja oferta de peixes durante todo o ano, diminuindo a sazonalidade para os frigoríficos e, consequentemente, para o mercado consumidor”, detalha.

O Centro de Eventos de Nossa Senhora do Livramento fica na Rua Cônego Peixoto, 144. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 0800 570 0800.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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