CONTA DE LUZ DOBROU
Deputado diz que aumento pesa no bolso do consumidor
Usinas altamente poluentes que deveriam ser acionadas apenas em caso de emergência se tornaram fundamentais para suprir a demanda energética no Brasil. Custo de geração alto faz conta de luz aumentar.
Segundo os dados liberados pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON), a conta de energia elétrica lidera como maior caso de reclamação dos consumidores.
Mas, enquanto muitos desses casos tratam-se de cobranças indevidas por parte da distribuidora, em outros o problema pode ser realmente um caso de consumo aliado aos preços da energia em constante inflação no país.
Nas últimas semanas as reclamações dos consumidores ficaram cada dia mais constantes, as contas de energia ficaram mais caras neste mês de abril de 2021. O processo de reajuste tarifário já está valendo e autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Aneel informa que:
“O reajuste, aplicado anualmente, é um dos mecanismos de atualização do valor da energia paga pelo consumidor. O cálculo se dá de acordo com fórmula prevista no contrato de concessão assinado entre as empresas e o Governo brasileiro”.
O reajuste nas tarifas de energia elétrica a serem aplicadas pela Energisa nos 141 municípios de Mato Grosso com efeito médio de 8,90% aplicado aos consumidores, sendo 10,36% para os consumidores em alta tensão e 8,34% para os consumidores em baixa tensão.
Para consumidores residenciais, o reajuste tarifário aprovado ficou em 7,29%.
As novas tarifas autorizadas pela ANEEL entraram em vigor nesta quinta-feira sendo aplicadas para 1,5 milhão de unidades consumidoras em Mato Grosso. A decisão foi unânime para homologar o índice de Reajuste Tarifário Anual da Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A. (EMT).
Fazendo a defesa dos consumidores, o deputado estadual do Partido Verde (PV), que também é advogado, Faissal Jorge Calil Filho, fez sustentação oral se posicionando contra o reajuste. Contudo, o aumento foi autorizado da mesma forma pela Agência Reguladora.
O parlamentar do Partido Verde (PV) afirmou que irá recorrer da decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprovou por unanimidade os índices de reajuste nas tarifas cobradas pela Energisa em Mato Grosso. O órgão definiu como média o aumento de 8,9%.
Faissal explica que a baixa anunciada nesta quinta-feira (22) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi medida por indicadores provisórios, diferente do que o parlamentar defendeu em sua luta, uma substituição dos índices inflacionários, o IGPM pelo IPCA, que equalizariam o serviço dentro da realidade da população.
“As medidas mitigatórias apresentadas não resolvem o problema em definitivo, somente prolongam a questão e iremos pagar por reajustes salgados nos próximos anos. Se a concessionária tivesse preocupação com o social e com o cidadão mato-grossense, de fato teria permitido a substituição do IGPM pelo IPCA, que faria a tarifa ficar abaixo de dois dígitos, porém sem repasses futuros para o consumidor. Mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu”, afirmou Faissal.
Faissal lembrou, em sua sustentação desta quinta, que “esse aumento pode impactar negativamente no orçamento familiar, em uma economia que já está bastante fragilizada por conta da Pandemia de Covid-19”.
O parlamentar apontou ainda que vários contratos de concessão no Brasil são regidos pelo IPCA, que no último ano chegou a 5%, mas que, infelizmente, o de Mato Grosso prevê o IGPM como índice de correção, que no último ano chegou a incríveis 31%, distanciando-se da realidade.
“A Aneel precisa entender que o contrato é antigo e precisa ser rediscutido, revisado e alterado, em prol do equilibro econômico-financeiro. Propomos, na minha sustentação oral, a alteração dos índices de reajuste, saindo do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), utilizado atualmente, para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que melhor reflete nossa realidade atual”, completou.
ECONOMIA
Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos
O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.
O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.
O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.
E completou ainda que:
“Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.
Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.
A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.
O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.
Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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