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NÃO CONCEDEU ATUALIZAÇÃO SALARIAL ACORDADA

CRM-MT mobiliza bancada federal para garantir recomposição salarial a médicos e veterinários

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O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) buscou o apoio da bancada federal para assegurar o cumprimento do acordo que resultou na edição da Medida Provisória (MP) 1286/2024. O texto prevê a recomposição salarial dos servidores públicos federais, em 9% a partir de janeiro deste ano e 5% em abril de 2026, além de reestruturar as carreiras no serviço público federal. No entanto, a MP encaminhada ao Congresso Nacional não concedeu a atualização salarial acordada para duas categorias: médicos e médicos veterinários.

Presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio explica que o acordo foi firmado em junho de 2024, após um acordo entre o Governo Federal e as entidades que representam os servidores públicos federais.

No entanto, para nossa surpresa, os médicos e veterinários não foram contemplados com a recomposição acordada, descumprindo aquilo que havia sido acertado e ferindo princípios básicos da administração pública, como o da isonomia, além de comprometer a credibilidade de futuras negociações com o governo”.

A MP prevê, para estas duas categorias, uma recomposição salarial de apenas 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026.

Por isso, solicitamos aos deputados federais e senadores, que irão analisar e votar a MP, que corrijam esta distorção, esta irregularidade grave, e incluam os médicos e veterinários entre as demais categorias, recebendo a mesma recomposição, como foi acordado durante a paralisação de 2024”, ressalta Sampaio.

O presidente do Conselho afirma que uma das justificativas dadas para não conceder o reajuste acordado para as duas categorias, a de que haveria uma limitação orçamentária para conceder a recomposição, não se sustenta. Isso porque a dotação orçamentária reservada para o reajuste é de R$ 2,6 milhões.

Com o restabelecimento do reajuste conforme o acordo, o impacto anual será de R$ 2,4 milhões, o que demonstra que a correção não implicará aumento de despesas além do limite já reservado”.

A intenção da mobilização é a de sensibilizar os parlamentares, pontua o presidente do Conselho, para que haja a apresentação de uma emenda modificativa.

Os deputados e senadores podem apresentar este tipo de alteração que, neste caso, vai corrigir uma grave distorção e assegurar que o acordo firmado em 2024 seja cumprido efetivamente”.

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ECONOMIA

Suspensão do “Vale-Peru” de R$ 10 mil é mantida por Carmem Lucia

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Pois muito bem caros amigos e leitores do Blog do Valdemir. O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) aprovou, por meio de um provimento assinado pela presidente do Conselho da Magistratura, desembargadora Clarice Claudino da Silva, a fixação de auxílio alimentação no valor de R$ 10 mil para magistrados e servidores do tribunal, no mês de dezembro. Mas que a partir de janeiro deste ano, o valor retornará ao patamar regular de R$ 2 mil.

Entretanto, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, informou que determinaria a abertura de um procedimento para apurar a questão do a fixação de auxílio alimentação no valor de R$ 10 mil. A medida foi formalizada pelo Provimento TJMT/CM 36, publicada no Diário Oficial, e justificada como excepcional para o mês festivo. O aumento temporário gerou repercussão nas redes sociais e meios de comunicação.

Mas…, o Corregedor Nacional de Justiça (CNJ), ministro Mauro Campbell Marques decidiu manter a suspensão do pagamento de gratificações, benefícios e auxílios que não integram os salários de magistrados afastados cautelarmente durante processos administrativos disciplinares. A decisão foi tomada em sessão ordinária, durante o julgamento de dois Procedimentos de Controle Administrativo (PCAs).

Liminar negada

Nesta semana, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, negou pedido liminar dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) e manteve a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou a devolução do “vale-peru”, auxílio este no valor de R$ 10 mil, que foi concedido no final de 2024, como um bônus de fim de ano aos servidores e magistrados do Judiciário Mato-grossense.

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Os servidores ajuizaram na Corte um mandado de segurança pedindo a liberação dos valores, mas a ministra negou o requerimento. A ministra Cármen Lucia considerou válida a decisão do Corregedor Nacional de Justiça (CNJ), ministro Mauro Campbell Marques, que bloqueou os pagamentos em 19 de dezembro.

O Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) havia decidido conceder um valor “turbinado” do Auxílio Alimentação em dezembro. De R$ 2.055, o valor passaria para R$ 10.055, voltando para o patamar original em janeiro.

Para ministro Mauro Campbell Marques, o aumento pontual e específico do auxílio alimentação em dezembro foi uma espécie de “desconfiguração” da rubrica, exigindo, “por prudência”, a suspensão do pagamento.

No Supremo Tribunal Federal (STF), os servidores apontam que a decisão foi desproporcional e desarrazoada, pois a ordem de pagamento já havia sido processada e os funcionários já contavam com o dinheiro.

Cármen disse que a interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) em atos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao qual a corregedoria é vinculada, só cabe em situações extremas, o que não considera ser o caso.

A suspensão do pagamento deu-se em observância às normas aplicáveis, objetivando dar cumprimento aos princípios constitucionais que regem a administração pública, notadamente o da moralidade, escreveu a ministra.

Ao analisar o caso, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) era legítima, anotando que não houve ilegalidade ou abuso de poder na decisão, reafirmando a obrigatoriedade da devolução do “vale-peru”, que causou grande polêmica tanto entre os servidores quanto na opinião pública.

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Cármen Lúcia ainda ressaltou que não cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) revisar decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), exceto em casos em que não ocorre o devido processo legal.

A suspensão do pagamento do benefício pago a servidores e magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu-se em observância às normas de regência aplicáveis, objetivando dar cumprimento aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública, notadamente o da moralidade”, escreveu a ministra.

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