IMPACTO NAS CONTAS
Como aumento nas contas de água e IPTU vão atingir o bolso do cuiabano?
A população da Capital de todos os mato-grossenses deve se preparar para o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de 2023, e o reajuste na tarifa de água e esgoto.
O endividamento vai batendo o pico. Isso é preocupante. As famílias estão no limite. Não conseguem crédito, pois muito deles estão com nomes com restrições nas praças.
A população mais carente já sente os reflexos. As pessoas estão atrasando os orçamentos das famílias de menor renda que seguem muito apertados. Juros altos e inflação aumentam ainda mais as despesas das famílias.
As pessoas hoje estão atrasando contas básicas como água, luz, telefone, e o trabalhador acaba sendo obrigado a escolher o que comprar e o que pagar, porque o salário não tem sido suficiente para dar conta de todas as despesas.

Tarifa de água
Já está nas mãos do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), a aprovação de um reajuste de 9,91% na tarifa de água e esgoto de Cuiabá. A decisão do aumento foi anunciada durante Audiência Pública, realizada pela Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec).
E para chegar ao índice de 9,91%, foi levado em consideração a variação nos valores gastos com mão de obra, energia elétrica, produtos químicos e até material de construção.
O prefeito cuiabano Nenel Pinheiro vai analisar friamente e anunciar se aprova ou não o aumento. E aí meu amigo, menino da Rua Joaquim Murtinho, está em suas mãos a decisão. Mas…, o Blog do Valdemir diz: “Não tem como não dar o aumento“.
IPTU
Em dezembro do ano passado, os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá aprovaram o Projeto de Lei da Prefeitura de Cuiabá, que atualiza a Planta de Valores Genéricos (PVG) no município de Cuiabá.
A proposta de autoria do Poder Executivo recebeu 13 votos favoráveis, 8 contrários e 1 abstenção. Durante as discussões, vereadores que integram a bancada de “oposição” criticaram o impacto que a atualização do PVG deve trazer ao valor do IPTU pago pelos moradores da Capital.

E a Prefeitura de Cuiabá já publicou a regulamentação do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) com “valores atualizados”, além da correção da inflação de 2022, os encargos dos valores que não foram aplicados nos últimos 11 anos.
“Quando você for pagar o IPTU de 2023, você vai ver a pancada que vai tomar. O prefeito quebrou a Prefeitura de Cuiabá e agora quer atualizar isso para colocar IPTU lá em cima e tapar os buracos da quebradeira“, pontuou o vereador de “oposição”, Dilemario Alencar.
Na prática, você simula o valor do Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU) de 2022 somando os 6,47% do IPCA. O resultado deverá ser somado, o que se pode dizer é que os valores vão variar de 100% a 1.000% a depender de onde você mora e avaliação de sua vida.
A Prefeitura de Cuiabá diz que algumas áreas na Capital ficaram mais valorizadas desde a última vez em que o IPTU foi corrigido. Outros teriam passado por valorização por causa das obras da Copa do Mundo de 2014, mas a infraestrutura nada.
Assim sendo, quem mora no bairro Pedra 90, onde o metro quadrado estava avaliado em R$ 100 reais, passará entre R$ 300 a R$ 500 reais por metrô quadrado.
Então ficamos assim: a conta de água e IPTU ficarão cada uma delas, cerca de 10% mais caras para o morador de Cuiabá em 2023. Comparando com 2022 a tarifa do IPTU praticamente com aumento. A água por sua vez ficará 9,91% mais caro. É aumento… aumento…, e aumento.
Que venha o mês de fevereiro!
ECONOMIA
Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos
O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.
O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.
O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
“Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.
E completou ainda que:
“Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.
Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.
A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.
O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.
Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.
O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.
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