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EM SITUAÇÃO DE POBREZA

Agricultores receberão a primeira parcela do Programa Fomento Produtivo

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Agricultores familiares de oito municípios de Mato Grosso, a partir desta segunda-feira (22), já podem sacar a primeira parcela dos recursos do Programa Fomento às Atividades Produtivas Rurais do Governo Federal. Em torno de 56 famílias de agricultores receberão a primeira parcela do benefício no valor de R$ 1.400.

O recurso é destinado às famílias em situação de pobreza pertencentes às comunidades tradicionais e povos indígenas que exerçam as atividades de silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. Cada família vai receber o valor total de R$ 2.400,00 e precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

A extensionista social da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Denise Gutterres, fala que com objetivo de beneficiar mil agricultores familiares de 26 municípios, o Governo de Mato Grosso firmou um acordo de cooperação técnica com o Governo Federal para o repasse de R$ 2,4 milhões, que serão utilizados no fomento às propriedades rurais do Estado. As famílias cadastradas receberão assistência técnica por dois anos.

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O recurso visa estimular a agricultura sustentável, contribuir para o incremento da renda dos beneficiários, a partir da geração de excedentes nas atividades produtivas, promover a segurança alimentar e outros. Segundo Denise, foi feito um levantamento das propriedades, verificando o potencial e a vocação dos agricultores.

Em seguida, foi feito o diagnóstico socioeconômico que permite avaliar as características das comunidades, habilidades e vantagens e identificar fatores limitantes que impeçam o seu desenvolvimento.

Após o diagnóstico feito na propriedade e definido o processo produtivo é que o agricultor poderá acessar o benefício”, enfatiza.

A maioria dos projetos são referentes a criação de aves caipira, produção de hortas e artesanato

Os técnicos da Empaer são responsáveis pela identificação, mobilização, assistência técnica e extensão rural aos agricultores com orientações quanto à aplicação do recurso no projeto produtivo.

Conforme levantamento realizado, a maioria dos projetos são referentes a criação de aves caipira, produção de hortas e artesanato.

Na primeira etapa, estão participando agricultores dos municípios de Alto Boa Vista (12), Cáceres (3), Cocalinho (3), Colniza (7), Confresa (12), Cuiabá (2), Gaúcha do Norte (16) e Várzea Grande (1).

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Para receber a segunda parcela no valor de R$ 1.000 a extensionista Gutterres, explica que o agricultor precisa enviar a prestação de contas e em seguida, recebe o restante da parcela. Os principais critérios para participar são: as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único com renda per capita de até R$ 89,00, ter elaborado em conjunto com o técnico responsável o planejamento produtivo para aplicação dos recursos e residir em municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

O Programa vai atender também os seguintes municípios:

Barão de Melgaço, Peixoto de Azevedo, Cocalinho, Água Boa, Nova Xavantina, Campinápolis, Ribeirãozinho, Tangará da Serra, Vila Bela da Santíssima Trindade, Mirassol D’Oeste, Vila Rica, Porto Alegre, Canabrava do Norte, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, Bom Jesus do Araguaia, Sorriso e Sinop.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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