SANGUE É VIDA
Fecomércio-MT faz campanha de doação de sangue em alusão ao Dia das Crianças
Em alusão à semana em que se comemora o Dia das Crianças, o Sistema Comércio de Mato Grosso, composto pela Fecomércio/Sesc/Senac/IPF-MT, realizará, em parceria com o MT Hemocentro, uma campanha para doação de sangue nos dias 13 e 14 de outubro. Nesses dois dias, o ônibus do Hemocentro estará no estacionamento do Sesc Arsenal, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h30 para receber os doadores.
“Mais uma vez, estamos juntos com o MT Hemocentro nessa campanha para salvar vidas. É importante que todos tenham consciência de que, quando menos se espera, podemos precisar da doação de sangue e, por isso vale a pena sempre repetirmos que doar sangue salva vidas”, destaca o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior.
O superintende da Fecomércio-MT, Igor Cunha, informa que nesta campanha, além da doação de sangue, as entidades também pedem a doação de um brinquedo para a brinquedoteca do MT Hemocentro, que além de atender crianças, também recebe filhos de pais que possuem doenças crônicas ou adquiridas e que necessitam receber sangue de forma constante.
“Queremos aproveitar a semana do Dia das Crianças para pedir às pessoas que forem doar sangue, que também levem um brinquedo para fazer uma criança feliz, pois muitas delas, passam por situações angustiantes para sobreviver e podemos colaborar levando um pouco de alegria a elas”, enfatiza o gestor da federação.
Entre as doenças que acometem crianças que precisam de doações de sangue regularmente estão a Talessemia Major, também conhecida como anemia de Cooley, e a anemia falciforme, que mata, por ano, mais de 500 crianças. Essa doença caracteriza-se por um defeito na estrutura da hemoglobina, o que faz com que a criança precise receber transfusão regular de doador para ajudar o organismo a funcionar.

Para a diretora geral do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela, a nova parceria com a Fecomércio-MT contribuirá para repor o estoque de sangue da entidade.
“A irmandade com a federação já se mostrou exitosa em outras oportunidades, por isso, temos certeza de que o chamamento junto à classe comerciária ajudará na reposição dos estoques de sangue do estado”, confirma ela.
Doador regular há 14 anos, Rafael Feliciano de Souza, de 32 anos, destaca a importância dessa ação.
“Depois que fiz minha primeira doação, percebi o quanto é importante esse gesto que pode salvar muitas vidas. Hoje, também sou doador de plaquetas e inscrito no Redome – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea. É muito gratificante ajudarmos ao próximo, ainda mais porque nós mesmos ou nossos familiares podem necessitar desse ato de amor”.
Para doar, é importante ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51kg, estar saudável, descansar bem na noite anterior e não comer nada que contenha muita gordura até 3 horas antes da doação. É necessário que o doador leve um documento oficial com foto, com exceção de crachá de trabalho.
Os doadores receberão lanche após a doação e um brinde da Fecomécio-MT. Para participar da campanha, faça o agendamento pelo telefone (65) 3648-1400.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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