Destaques
Taborelli sai da CPI por não aceitar nomes de Savi e Janaina
A CPI do VLT já começa com divergências entre os escolhidos para compor a comissão parlamentar de inquérito, ficou escolhidos os nomes e isso acabou não agradando o deputado estadual Perry Taborelli (PV).
Taborelli segundo informações queria a todo custo ser o presidente da CPI, mas não foi bem isso que aconteceu, ele acabou ficando com a relatoria e a presidência com o Deputado Estadual Oscar Ribeiro (PSB).
Descontente Taborelli pediu pra sair da comissão da CPI, o motivo segundo informações obtidas seria o nome de Mauro Savi (PR) para ser o relator e da deputada estadual Janaina Riva (PSD).
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), vai investigar possíveis irregularidades nas obras da Copa, e os nomes acabou não agradando o deputado Perry Taborelli, "não tem como participar de uma CPI, com deputados ligados ao ex-governador Silval Barbosa, coloquei meu cargo a disposição, não quero mais fazer parte" disse Taborelli.
Janaina Riva que foi criticada por querer fazer parte da CPI, também soltou sua metralhadora "não tem mais volta, não irei fazer parte. Da Comissão Parlamentar de Inquérito. Não sei porque desta reação dos nobres pares, membro de CPI, não participa de nada", disse a parlamentar Janaina Riva.
Depois de muita discussão, acusação, defesa por partes dos deputados a CPI da obra da Copa, ficou assim definido: Presidente Oscar Bezerra (PSB), relator Mauro Savi (PR), membros Silvano Amaral (PMDB), Wagner Ramos (PR) e Dilceu D'Albosco (DEM), suplentes Wilson Santos (PSDB), Emanuel Pinheiro (PR) e Pedro Satélite (PSD).
A Assembleia Legislativa, esta com 3 CPIs em andamento: Obras da Copa; Sonegação Fiscal e da Organização Social, com a finalidade de verificar os repasses dos recursos para saúde nos municípios, autor do pedido é do deputado Leonardo Albuquerque (PDT).
Das três CPIs, precisamos torcer para que a sonegação fiscal não termine em pizza. Já que houve esta CPI no governo de Jayme Campos (DEM), tempo da ex-senadora Serys Marly, dos ex-deputados Ricarte de Freitas, Benedito Pinto e Paulo Moura e acabou em pizza, não virou nada. Segundo Jose Carlos do Pátio (Solidariedade) autor do requerimento da CPI da sonegação "como pode um estado rico e o povo pobre, o pior estado do centro oeste e como a receita não cresce? Ou Pedro Taques (PDT) precisa melhorar a arrecadação. Temos acabar com esta colcha retalho". Alfinetou Pátio.
Destaques
“CPI da Saúde” em Mato Grosso enfrenta obstáculos e revela cenário de tensão institucional
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso voltou ao centro das atenções após uma série de acontecimentos que ampliaram a complexidade das investigações. O presidente da comissão, deputado Wilson Santos (PSD), destacou que os trabalhos enfrentam resistência política, sigilos judiciais, ataques cibernéticos e até a morte de um servidor, compondo um quadro que exige maior vigilância.
A CPI é presidida por Wilson Santos e conta com parlamentares da Assembleia Legislativa Mato-grosense. A investigação tem como alvo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), seus contratos, fornecedores e servidores. Além disso, órgãos como a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), a Controladoria Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) também participam do processo, fornecendo informações e apoio técnico.
Os episódios mais recentes se desenrolaram nos últimos meses, com destaque para o ataque hacker ocorrido no início do ano e revelado apenas três meses depois. A morte do servidor da área de tecnologia da informação foi registrada no final de março, coincidindo com os problemas enfrentados nos sistemas da SES. As convocações de empresários foram aprovadas recentemente, marcando a nova etapa da investigação.
Os trabalhos da CPI acontecem na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, mas os fatos investigados estão diretamente ligados à Secretaria de Estado de Saúde. Os sistemas da pasta, alvo de ataque cibernético, armazenavam documentos essenciais para a apuração, o que ampliou a preocupação dos parlamentares.
A Comissão foi criada para apurar possíveis irregularidades em contratos da SES, envolvendo compras de equipamentos, prestação de serviços e repasses milionários. O objetivo é identificar desvios de recursos públicos, responsabilizar os envolvidos e propor mecanismos de recuperação financeira para o Estado.
Segundo Wilson Santos, a sequência de acontecimentos, ataque hacker, suicídio de servidor e resistência política, formou um “quebra-cabeça” que reforça a necessidade da investigação. Apesar das dificuldades, o parlamentar assegura que a CPI seguirá avançando, buscando acesso a documentos e depoimentos que possam esclarecer os fatos.
Entre os entraves enfrentados estão o sigilo judicial que impede a divulgação de informações da Deccor, a perda temporária de dados devido ao ataque cibernético e a resistência de setores políticos. Delegados convocados pela CPI chegaram a permanecer em silêncio durante sessões, amparados por orientações jurídicas.
O ataque hacker comprometeu centenas de milhares de arquivos, gerando insegurança sobre a integridade das provas. A morte do servidor ampliou a repercussão do caso, ainda que não haja ligação oficial entre os episódios. Além disso, empresários ligados a contratos suspeitos foram convocados, o que pode trazer novos desdobramentos.
A CPI entrará em uma fase estratégica, ouvindo empresários que mantiveram relações comerciais com a SES. Há suspeitas de sobrepreço, entrega parcial de produtos e descumprimento de obrigações contratuais. Após essa etapa, servidores e gestores da própria secretaria também deverão prestar depoimentos.
Wilson Santos garante que a comissão não recuará diante dos obstáculos. O compromisso, segundo ele, é oferecer respostas à sociedade sobre o destino dos recursos públicos destinados à Saúde. A expectativa é que, ao final dos trabalhos, a CPI consiga esclarecer responsabilidades e propor medidas para evitar novos desvios.
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