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DIA "D" - SEGUNDA DE DECISÃO

Segunda feira será o dia “D” para Mendes, Pinheiro e Lucimar

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Lucimar Campos;

Mas estamos tentando diminuir a velocidade da curva da doença que está a todo vapor. Sem precaução agora, o cenário daqui a um dia, duas semanas ou um mês será muito pior. E não adianta o Poder Público tomar as providências se a população continuar nas ruas, andando todos juntos, aglomerados e não tomando as devidas precauções”.

Mauro Mendes;

Quando para tudo, trava a economia, impacta na arrecadação dos municípios, por exemplo. Parar a economia por três semanas ou um mês é sinônimo de muito prejuízo”.

Emanuel Pinheiro;

Se tiver que ficar 15 dias, ficarão 15 dias. Se necessário um mês, ficamos. Escolhemos fazer o que é mais saudável para a população cuiabana, precisamos todos nos unir porque o que está em jogo é a saúde e a vida das pessoas, o que é prioridade para nós”.

No final do mês de março 2020, começou um alerta na área de Saúde em Mato Grosso. O vírus da família do Coronavírus e que ataca o sistema respiratório, tinha chegado ao nosso Estado.

Em abril nossos gestores públicos, diziam que Mato Grosso estava no último nível de alerta e, assim foi implantadas algumas medidas, cada município com a melhor opção, lógico não podiam atrapalhar o pleito de 2020.

Vieram o mês de maio, aí sim o desespero tomou conta. Tinham que arrumar uma maneira de “flexibilizar” maias ainda a quarentena, muitos comemoraram. O incrível, foi verificar que os jovens embarcaram nesta flexibilização e veio a transmissão do Coronavirus, e agora, chegamos a conclusão que: o fim está longe.

Oras, sabemos que a Saúde é uma das área mais afetadas pela ingerência pública em nosso Estado. Nosso Mato Grosso peca em oferecer tratamento digno a população. Faltam leitos e infraestrutura básica em muitas unidades de saúde, o atendimento é desumano e, nas redes sociais assistimos indignados o trama de quem precisa de atendimento.

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O Blog do Valdemir alerta pela 38° vez: senhores gestores, a população está preocupada com a estratégia para conter o avanço. O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) já reconheceu que a doença dificilmente será contida (porém até agora só quarentena meia boca) e que devemos conviver com o vírus.

O alcaide cuiabano, pensa que suas palavras nos trazem pânico? Não senhor prefeito, mas, sabe por quê? Em um Estado onde um minúsculo mosquito não consegue ser controlado, febre Chikungunya, no qual provocou microcefalia em dezenas de bebês que ainda no útero materno foram contaminados com o Zika Vírus, o que se pode esperar do plano de contingenciamento avanço do Coronavirus? Ainda tens dúvidas que a pandemia é uma realidade?

E, assim caminha nós mato-grossenses, enquanto não encontramos uma vacina para o combate ao vírus, vamos torcer para que nossas autoridades encontrem uma solução e com vontade política será possível implantar o tranca rua para diminuir a curva de ascensão do Coronavirus.

Lockdown?

Não é nenhuma novidade, para quem acompanha o Blog do Valdemir, você precisa entender e compreender que a cidade entrou em colapso na área de Saúde, com 80% dos leitos hospitalares das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ocupadas, foi por causa da demora de adotar medidas rígidas do isolamento social, por partes dos gestores públicos. Também foi por causa da conscientização da população sobre os riscos proporcionados por uma “Pandemia”.

Alguns municípios foram implantados “toque de recolher”, no entanto, ninguém respeita. Festas que começam em chácaras, sítios, salões reservados e terminam na cidade.

Concentração de jovens em aniversário, churrasco, desrespeitando a medida no qual proíbe qualquer tipo de aglomerações. E o que houve? Esse aumento grande com pessoas que ficam de lá pra cá, transcorreu a explosão de casos e óbitos.

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A César o que é de César

Não podemos deixar de enaltecer os trabalhos do Conselho Regional de Medicina (CRM) que provocou o Ministério Público Estadual (MPE), para tomar as medidas cabíveis. E eis que acontece? Cuiabá e Várzea Grande que tem políticas diferentes em relação as medidas de “Isolamento Social” e abertura do comércio, vão determinar ações restritivas que valerão para ambos.

Pois muito bem! Um Decreto publicado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, recomendou que as cidades vizinhas Cuiabá e Várzea Grande, deveriam adotar o fechamento total das atividades não essenciais o chamado Lockdown.

As duas cidades são apontadas com “risco muito alto” de contaminação do novo vírus.

Ok…, está questionando e culpando os gestores públicos por causa de um tranca rua como por exemplo: tem que equipar os leitos hospitalares e criar novas UTIs, ou, deixa o povo trabalhar, o governo precisa construir hospital de campanha, “Lockdown” não vai acabar com o vírus ou as UTIs sempre estiveram lotadas.

Mas, o Blog do Valdemir, desde o início desta “Pandemia”, vivíamos alertando da ascensão do vírus. E o que aconteceu?

Medidas que não foram rígidas, medidas que não foram cumpridas por grande parte da população, flexibilização da quarentena. E agora? Agora, precisamos encarar a realidade, caso não seja implantado o Lockdown, as pessoas infectadas pela Covid-19 não será 307 mil, mas chegará a casa de um milhão, óbitos podendo chegar a mais de mil.

Os boletins divulgados diariamente pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Mato Grosso (SES/MT), nos comprova que: os gestores públicos tomem uma medida rígida nesta segunda feira, quando se reunirá para discutir o tema no Palácio Paiaguas as 10 horas ou estaremos entregue a sorte.

Prestem atenção!

Suas ações irá refletir em 1, 2 milhões de pessoas.

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Destaques

Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento

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Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.

O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.

O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.

O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.

A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).

A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.

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A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.

A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.

O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.

Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.

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