BOM EXEMPLO
Quando a população mais espera dos produtores eles se calam; família Maggi é o diferencial para 190 mil pessoas
Desde a publicação do Decreto Estadual 419/20, em 20 de março que estabeleceu medidas para o isolamento social, o “Covid-19” silenciou o Estado de Mato Grosso.
E diante do avanço da “Pandemia”, que vêm tendo aumento gradativo, conforme já divulgados pelo Blog do Valdemir na semana passada, que, alertou o pico da “Pandemia” do dia 15 de abril até 14 e maio.
E nos últimos dias, a cada boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, os números aumentam tanto de casos confirmados, apesar de não divulgar o número de suspeitos de terem contraído a doença, começa a preocupar a população mato-grossense.
A paralisação de diversos setores, trás reflexos negativos no dia a dia do cidadão, mas parece que não preocupa alguns, enquanto, a população, políticos, empresários e outros segmentos da sociedade se mobilizam para arrecadar recursos para a compra de equipamentos e insumos para os hospitais, o Agronegócio arrecada milhões nesta crise.
Neste momento o setor produtivo, tem o dever de contribuir por ser um dos setores altamente rentável.
Importante registrar que o único setor que está tendo lucro nesta crise, com a negociação de soja em dólares com valores elevados.
É um dos setores que mais deveria e poderia ajudar no combate, porém vem se omitindo.
Apesar da indiferença do setor produtivo para o povo mato-grossense, devemos registrar que nem tudo está perdido. Afinal em todos os setores, existem pessoas diferenciadas e, este diferencial vem da família Maggi, que após doar dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) completa para o município de Sapezal, a família anunciou a doação de 50 mil cestas básicas para atendimento emergencial em Cuiabá e nos municípios onde a família Maggi tem atividades econômicas.
Então aprenda aí pessoal do setor produtivo: nos próximos três meses 190 mil pessoas em condições de vulnerabilidade pelos reflexos diretos e indiretamente da “Covid-19”, serão beneficiados pela ação de solidariedade da família Maggi.
Estamos aqui para pontuar, elogiar e criticar e não para puxar o saco. Mas a atitude do ex-governador é digno de uma liderança, entretanto, o que nos chama a atenção é além de sensibilizar com a crise, Maggi através das redes sociais, convidou a classe produtiva para ajudar a população mato-grossense (o Blog do Valdemir pontua com absoluta certeza: 99% dos produtores conquistaram as suas riquezas no solo de Mato Grosso).
“Convido empresários, associados e federações e seguirem o mesmo caminho! Assim estaremos juntos, ajudando quem não tem renda suficiente para passar por essa situação“, escreveu Maggi em suas páginas na rede.
“Os problemas que virão são sérios. Isso não é corrida de 100 metros, mas uma maratona; teremos que estar preparado e participar. Para isso o mínimo de discernimento e serenidade, são mais necessários. Nada de histeria e brigas“, concluiu e alfinetou Blairo Maggi.
Nota da redação
O secretário de Saúde do Estado de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, mais uma vez perdeu a oportunidade de ficar calado e como sempre pisou e pisou feio na bola. Gilberto causou um desconforto político sem tamanho, entre o governador Mauro Mendes Ferreira (DEM) e a Prefeitura Municipal de Várzea Grande.
Gilberto foi contrário ao Decreto da prefeita Lucimar Campos em abrir o comércio. O incrível é que Gilberto não percebeu que, ao abrir a boca, ajudou o Emanuel Pinheiro do MDB e atirou na Lucimar Campos que faz parte do DEM, no qual Gilberto se filiou no último dia 4 de abril. Eitaaa…, Gilberto, Mauro Mendes não gostou!
Gilberto uma dica: existe um estudo para a criação da região metropolitana de Cuiabá. Já que Cuiabá e os municípios em entorno não estão falando a mesma língua, neste momento critico que estamos vivenciado, nada melhor que tirar do papel este projeto e pedir para algum deputado estadual apresentar e criar a região.
Afinal Gilberto, enquanto alguns persistem o funcionamento do comércio outros não. Ou seja senhor secretário: o que vale para uma cidade, não vale para outra muito próxima. Cada uma faz a sua Lei.
Destaques
Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento
Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.
O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.
O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.
O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.
A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).
A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.
A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.
A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.
O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.
Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.
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