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GRANDE DESAFIO

O que é mais importante neste momento: salvar vidas ou salvar a economia?

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O agravamento da pandemia, nos trás a uma triste realidade transcorrida no dia 17 de julho de 2020, no qual o Estado de Mato Grosso se encontrava na zona crítica em taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Oito meses se passaram e voltamos com os mesmos problemas: desorganização, gestores deixando de lado a preocupação com a Saúde, a população esperando um líder para acabar com esta “bagunça“.

Especialistas no assunto apontam que o problema entre salvar vidas ou a economia é um falso dilema, pois o isolamento das populações pode ser visto, sobretudo, como um ato de responsabilidade. Além disso, apontam a necessidade de medidas como a renda básica para os que vivem em situação de vulnerabilidade.

A Pandemia do novo Coronavírus pode ser vista como uma situação trágica se considerarmos quetendemos a recusar fatos negativos e repugnantes, cujo impacto sobre nós é tão perturbador que nos leva a negar a realidade. Pode ser vista também como um dilema no qual a humanidade teria que enfrentar a alternativa entre escolher a vida e suas qualidades ou a economia e a produção, o que constitui, aparentemente, uma escolha impossível, pois a qualidade de vida implica sua sustentabilidade pela produção de bens e serviços e a produção precisa de consumidores de tais bens. Por isso, a solução atualmente vigente consiste em salvar vidas e sustentar os serviços sanitários graças ao confinamento geral da população ou, pelo menos, das populações consideradas mais vulneráveis.

E agora? Vamos acreditar que tudo vai terminar bem, porque se depender dos nossos governantes irá ouvir um discurso evasivo sobre o tema, toque de recolher e funcionamento das atividades econômicas, repetindo generalidades como, por exemplo: a saúde vem em primeiro lugar, mas não podemos descuidar da economia. Alguns gestores parecem considerar a Pandemia como um fato do passado e que o município no qual foi eleito em novembro de 2020, não precisam de medidas rígidas, porque o seu município está pronto para voltar a ser a “cidade do empreendedorismo”. E, as referências a Covid-19, são rasas, superficiais e sempre subordinadas a necessidade de “reabrir” a cidade, ignorando o cenário que a sua administração enfrenta neste momento.

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Para salvar alguns segmentos, se necessário for, protocola as 02 horas da matina protocola documento enfatizando a dimensão econômica envolvida nas Pandemia e não faz qualquer consideração sobre o que fazer com o aumento do nível de contágio como está acontecendo agora.

O Blog do Valdemir volta a repetir: a economia nos 141 municípios são preocupantes a alguns anos. O comércio, os serviços, a indústria, o turismo de negócios, a proteção social a educação e o emprego foram atingidos muito antes da Pandemia.

Para enfrentar esta conjuntura é necessário criar uma forma para atrair investimentos com menos regulação, menos intervenção, menos burocracia, mais inovação e liberdade econômica.

E os problemas decorrentes da Pandemia da Covid-19, exigirá muita criatividade, competência e capacidade política para aprovar as medidas necessárias ao aperfeiçoamento da gestão e a implementação dos projetos dos prefeitos.

Não perceberam ainda?

Temos que enfrentar juntos estes dias difíceis, mas para isso cada um precisa fazer a sua parte. Notícias com o grande aumento de pessoas infectadas e óbitos entristecem. Mesmo porque a maioria da população esta fazendo sua parte e não é justo que uma pequena parcela coloque todo trabalho em risco.

Infelizmente neste jogo da vida, em Mato Grosso aumenta a polarização entre aqueles preocupados em salvar a Economia e os preocupados com a Saúde da população mato-grossense.

Estudos levantaram a previsão de um colapso total nas próximas horas na rede hospitalar.

E por aí segue o nosso Mato Grosso, de um lado, pessoas preocupadas em salvar vidas, clamando para que todos fiquem em casa. Por outro lado, há aqueles preocupados em salvar a economia.

O que é mais importante neste momento?

Em primeiro lugar importante lembrar que estamos falando de vidas, independentemente de quantas e de quem são.

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Então segura essa! É preciso lembrar que o sistema capitalista-selvagem-patriarcal no qual estamos inseridos faz vítimas todos os dias há muito tempo. As principais causas são a desigualdade social, o desequilíbrio na distribuição de renda, o preconceito e marginalização, a falta de cuidado com aqueles tidos como minoria.

O que a Pandemia fez, foi confirmar a fragilidade do sistema e das nossas relações e dividir aqueles com aspirações individuais dos que tem aspirações coletivas.

Precisamos entender que, enquanto continuarmos oprimindo e excluindo, enquanto o nosso sistema econômico não for a favor das pessoas, das empresas e de Mato Grosso, continuaremos tendo vítimas.

Por isso, voltar ao que era não tem sentido, não vai funcionar. A escolha de “salvar a economia” não pode mais ter a ver com passar por cima das pessoas. Isso é o que tem sido feito até hoje.

Da redação

Devemos também lembrar, como exemplo da precariedade vivenciada por parte da população, os moradores de favelas, cujas casas, não raro, têm muita gente, são pouco ventiladas e “quando tem luz, não tem água; quando tem água, não tem luz. Nestas condições, o morador doente “não tem a opção de se isolar” e o risco de infectar a família são grandes. Além disso, ele tem que trabalhar. Mas não devemos tampouco esquecer que os moradores se deslocam para “dar expediente como porteiro, empregada doméstica, atendente de farmácia, caixa de supermercado”.

Finalizando, fala-se muito que a COVID-19 estaria transformando o mundo, fortalecendo a solidariedade entre pessoas e organizações, mas, pelo menos no Brasil, os sinais mais fortes ainda são os do descaso com as populações vulneradas, que são as que têm menos condições de se proteger. Atuar prioritariamente na proteção dos mais desamparados poderia ser uma esperança de mudança para o nosso país.

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Destaques

Como a retirada do sigilo do caso “Dark Horse” reorganiza o xadrez da sucessão presidencial brasileira

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A exatos vinte e um dias da realização do primeiro turno das eleições presidenciais, a divulgação de relatórios da Polícia Federal referentes às investigações do caso “Dark Horse” colocou os comitês de campanha e o meio político em estado de alerta máximo. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar o segredo de justiça de trechos das apurações provocou um forte abalo nos gabinetes de Brasília. Monitores de pesquisas eleitorais, estrategistas e analistas dedicam-se agora a dimensionar como a sucessão de episódios escandalosos influenciará a decisão final dos eleitores diante das urnas.

O levantamento do sigilo ocorreu no ápice de um período de intensa fricção institucional ocorrida no interior do próprio Supremo Tribunal Federal (STF). O debate público travado entre integrantes da Corte expôs discordâncias profundas sobre a condução das investigações, arrastando o tribunal para a iminência de uma grave crise de governabilidade. Esse clima de alta voltagem jurídica acelerou o movimento de abertura das apurações vinculadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, transformando os desdobramentos judiciais no tema central do debate político nacional.

No centro desse cenário conturbado, a dimensão ético-moral passou a se sobrepor aos ritos estritamente policiais e jurídicos no debate público. A publicização de provas e depoimentos causou apreensão generalizada nos meios políticos, ao atingir a imagem de nomes de destaque da República. A controvérsia sobre condutas pessoais e arranjos institucionais impôs um novo enquadramento à corrida eleitoral, convertendo a reputação moral dos envolvidos em um fator decisivo de desgaste político e de reorganização das preferências do eleitorado.

No Congresso Nacional, a reação das lideranças partidárias reflete a gravidade do momento político. Parlamentos e caciques de bancadas expressivas, a exemplo do senador Ciro Nogueira (PP), encontram-se no centro das investigações conduzidas pelas autoridades policiais. Os relatórios apontam a existência de um dos esquemas de corrupção mais articulados da história recente do país, gerando nos bastidores do Poder Legislativo a apreensão direta quanto à possibilidade de deflagração de medidas cautelares ou decretos de prisão antes da votação de 4 de outubro.

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A despeito da gravidade dos fatos revelados pelas investigações, as agendas públicas das campanhas mantêm um ritmo de aparente normalidade. Nos programas eleitorais de televisão e no rádio, os postulantes aos cargos executivos sustentam discursos focados em austeridade fiscal, responsabilidade na gestão e combate à corrupção. Essa discrepância entre os fatos expostos pelo Poder Judiciário e o tom das peças publicitárias de campanha explicita o esforço dos comitês eleitorais para blindar a imagem dos candidatos diante da opinião pública.

Entre os concorrentes ao Palácio do Planalto, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) figura como a única liderança da disputa formalmente investigada no âmbito desse inquérito. As autoridades policiais reuniram interceptações telefônicas, áudios e registros de encontros presenciais com o investigado. A investigação apura as explicações prestadas sobre o repasse de mais de R$ 60 milhões efetuados pelo empresário para o custeio de uma obra cinematográfica sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Mesmo figurando no polo passivo da apuração judicial, o candidato do PL mantém intensa agenda de comícios e discursos críticos aos seus opositores. Em seus pronunciamentos públicos, o senador adota uma postura ofensiva, direcionando acusações de corrupção aos adversários de campanha. Essa estratégia busca manter a mobilização da sua base de apoio, ao mesmo tempo em que a apuração sobre os aportes financeiros do filme Dark Horse ganha centralidade nos debates eleitorais promovidos pelos meios de comunicação.

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Surpreendendo parte dos analistas políticos, as apurações judiciais ainda não provocaram queda do candidato nas intencionalidades de voto registradas pelas pesquisas de opinião pública. Os levantamentos mais recentes indicam uma trajetória de crescimento numérico do senador nas intenções de voto, desenhando um cenário de competitividade acirrada com chances reais de vitória em um eventual segundo turno. O fenômeno demonstra a alta polarização do eleitorado e a complexidade de mensurar o impacto imediato de escândalos no comportamento das urnas.

Paralelamente, o ambiente de tensão no Supremo Tribunal Federal ampliou-se com o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes em controvérsias associadas à condução de procedimentos correlatos ao processo. A reverberação do caso no meio político levou os articuladores de campanha a associar indiretamente o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao debate sobre a lisura das instituições. A oposição utiliza a instabilidade nos tribunais para levantar questionamentos e desgastar a imagem do governo federal perante a opinião pública.

Embora os relatórios da Polícia Federal não apresentem qualquer elemento de prova que vincule o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos negócios do ex-banqueiro, a exploração política do episódio transformou-se em uma tática central da oposição. O enquadramento dos fatos nas redes sociais e nas peças de campanha tem garantido ganhos narrativos ao candidato do PL, que reverteu perdas pontuais e estabilizou seu desempenho na reta final da disputa pela Presidência da República.

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