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Nos bastidores do Palácio Paiaguas, Fábio Garcia será o nome para uma disputa contra Emanuel Pinheiro
A direção nacional do DEM; vem exigindo candidatura própria do partido nas principais capitais brasileiras, dentre elas Cuiabá.
Aliás… já passou da hora. Um partido que tem um governador do Estado, Mauro Mendes Ferreira, que foi prefeito da capital, um presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho, um Senador da República, Jayme Veríssimo de Campos, não pode deixar de ser protagonista de uma eleição.
Assim sendo, os pretensos candidatos, aproveitam as oportunidades, na tentativa de serem lembrados como merecedor de disputar o pleito de 2020, contra o atual Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
Segundo o presidente do diretório municipal da sigla em Cuiabá, Alberto Machado, o “Beto 2 a 1”, o governador Mauro Mendes e os irmãos Campos, baterá o martelo sobre o futuro do partido em Mato Grosso em breve.
Recentemente o governador Mauro Mendes, disse que “não dá para ter candidaturas nos 141 municípios, mas em Cuiabá temos, grandes possibilidades de ter uma candidatura própria“, enfatizou o chefe do Executivo do Estado.
Para Alberto Machado, a sigla, tem excelentes nomes para disputar o pleito eleitoral do próximo ano, o Democrata, citou os nomes: Mauro Carvalho, Gilberto Figueiredo, Rogério Gallo, Marcelo Oliveira e do ex-prefeito Roberto França, que já está filiado no DEM.
A verdade é que os Democratas, há 16 anos, não elege nenhum vereador, muito menos o chefe do Executivo Municipal.
“Desde as eleições de 2003, que o partido não elege um vereador em Cuiabá, e, vamos trabalhar para ganharmos a prefeitura da capital e elegermos no mínimo seis vereadores, na próxima eleição“, pontuou o presidente do diretório municipal do DEM, Alberto Machado, o “Beto 2 a 1”.
Apesar de a sigla estar um pouco atrasada em vista aos demais partidos, Alberto Machado, disse que a ordem é recuperar o tempo perdido.
“Acho que o DEM, entrou um pouco depois, mas com força total, com candidatos que estão interessados em construir uma Cuiabá, melhor“, finalizou Beto 2 a 1.
É bom ressaltar que, apesar do otimismo do presidente Municipal, os Democratas, ainda, estão confusos em relação ao pleito de 2020, com partes de seus filiados defendendo uma candidatura própria para a capital, e outros que defendem um possível apoio ao prefeito Emanuel Pinheiro.
O que diz os corredores do Paiaguas?
Nos corredores do Palácio Paiaguas, fica cada dia mais claro, que o candidato será mesmo Fábio Garcia, que preside o diretório regional da sigla, apesar de outros nomes estarem no páreo.
O grupo do governador Mauro Mendes, já confirmou para o Blog do Valdemir, que vai de “projeto próprio”, tanto que as primeiras ações políticas para conduzir o partido nesta direção foi “renovar” a Comissão Provisória.
A tendência é de que Fábio Garcia, empurrado pelo governador Mauro Mendes, em polarizar a disputa com o prefeito Emanuel Pinheiro, que vai a reeleição e já tem no bloco de apoio nada menos que 11 partidos, com chances reais de reconquistar o mandado.
Tendo superado o desgaste do vídeo, em que aparece recebendo dinheiro, na época que expôs nacionalmente, assim com em relação a vários outros parlamentares.
Considera que Emanuel, tem feito trabalho sério, entregando o que prometeu. E não há escândalo na gestão capaz de ao menos levantar indícios sobre seu suposto envolvimento em corrupção.
Destaques
Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento
Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.
O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.
O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.
O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.
A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).
A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.
A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.
A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.
O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.
Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.
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