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TEMPESTADE NEGRA AINDA POR VIR

Nas últimas semanas o clima entre Mauro e Emanuel tem sido tenso

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Após uma semana de provocações entre os lideres estadual, Mauro Mendes Ferreira do Partido Democrata (DEM), municipal, Emanuel Pinheiro (MDB), e o secretario de Estado de Saúde de Mato grosso, Gilberto Figueiredo, foi marcado pela tensão.

O relacionamento político entre o governador Mauro Mendes e o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que não era bom, parece que pode piorar ainda mais depois que o Governo do Estado protocolou uma denúncia contra a Prefeitura de Cuiabá na Procuradoria-Geral da República (PGR).

A despeito da vultosa quantia, não se tem notado qualquer esforço da Administração Municipal no sentido de municiar os estabelecimento e profissionais de saúde com estrutura e materiais adequados para o enfrentamento da pandemia. Pelo contrário, a percepção generalizada dos médicos, enfermeiros e população em geral é no sentido de que as unidades de saúde carecem de itens fundamentais de proteção, o que inviabiliza o tratamento e, em certa medida, até colabora para a propagação de vírus”.

Este foi o trecho da petição do Governo do Estado contra a Prefeitura de Cuiabá dizendo que não houve transparência sobre o uso do recurso emergencial de R$ 41,4 milhões do Governo Federal para combater a Pandemia da Covid-19, enviado pelo Ministério da Saúde (MS) dia 25 de maio, no entanto, a Prefeitura de Cuiabá não criou novos leitos e ainda excluiu 40 vagas que haviam sido anunciadas, e com isso, o Estado acabou protocolando uma denúncia contra a prefeitura na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na denúncia do Governo contra a Prefeitura na Procuradoria-Geral da República, foram apresentadas algumas irregularidades como: habilitação de leitos junto ao Ministério da Saúde sem comprovação de que estão equipados; atrasos no pagamento dos profissionais da Saúde, falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e insumos básicos.

Segundo a denúncia do Governo de Mato Grosso, a Prefeitura de Cuiabá habilitou junto ao Ministério da Saúde a disponibilidade de vários leitos para os pacientes com Covid-19, que não estavam disponíveis. O motivo seria usar esse recurso extra para custear os pacientes que já estavam na fila de espera por causa de outras doenças.

Na denúncia consta ainda que:

Ora, se apenas o antigo Pronto Socorro está recebendo pacientes infectados, qual a razão para habilitar outras unidades com leitos exclusivos e, consequentemente, mais custosos à União? Se a própria administração municipal definiu o antigo Pronto Socorro como hospital de referência, é possível que os leitos existentes nas demais unidades de saúde estejam sendo usadas para o tratamento de outras comorbidades, mas remuneradas como se “COVID-19” fossem?“.

Em resposta, Emanuel Pinheiro garantiu que irá provar que a Prefeitura de Cuiabá investe com transparência e responsabilidade todo o recurso público que recebe.

Especialmente nesse momento da “Covid-19” temos um zelo especial e todo cuidado todo especial com os recursos que vem para a prefeitura municipal de Cuiabá e toda a equipe sabe disso“.

Nesta sexta-feira (29), em transmissão ao vivo, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), negou conforme acusado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, o fechamento de 40 Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinadas a pacientes da Covid-19.

Em respostas a Mauro Mendes Ferreira, Emanuel Pinheiro e muito irritado com as declarações, afirmou que o governador é um empresário “frio, calculista, leviano e irresponsável” por usar a “Pandemia” para fins políticos.

Como vou fechar o que não abri?”.

Em sua declaração, Emanuel Pinheiro disse que Mauro Mendes não se sensibiliza com a situação que a população vem passando com as mortes pela Covid-19 registradas ate o momento, e nem com aqueles que estão de portas fechadas colocando seus funcionários na rua, e que vai entrar na Justiça contra ele (Mendes) por contravenção penal e crime contra a Segurança Nacional por gerar “pânico” na sociedade.

O senhor está gerando pânico, gerando alarme entre a população nesse momento. Se não está mentindo, vai responder ao rigor da lei e provar o que disse”.

Irritado, Emanuel Pinheiro fez duras criticas e disse que não esta preocupado com a eleição nesse momento e que o foco é o combate a “Pandemia”, mas que é diferente de Mauro Mendes que governa para poucos e com isso esta criando um cenário favorável para seus candidatos.

O senhor governa para amigos. É empresário frio, calculista, insensível e leviano. (…) Achei que seu coração de pai iria se tocar com a situação, mas só se preocupa em viabilizar eleição”.

Ainda revoltado e irritado, Emanuel Pinheiro anunciou que também vai entrar na Justiça contra o Governo de Mato Grosso para cobrar uma dívida de R$ 60 milhões que o Estado tem com a Saúde do município de Cuiabá.

Esse dinheiro pertence à população cuiabana, pertence à população que estão sendo atendidas pelo SUS. E esse dinheiro o senhor tem que pagar. Então nem que seja na marra, por decisão judicial. Porque eu sei que o senhor é insensível, debocha do sofrimento dos outros, debocha da dor dos mais humildes, dos mais carentes e eu não. Eu não debocho. Me associo e me uno à população, principalmente os mais pobres“.

Em tom bastante duro contra Mauro Mendes, e para mostrar que tem equilíbrio, serenidade e bom senso, Emanuel Pinheiro deu entender que o governador Democrata (DEM) não possui esses adjetivos, e segundo Pinheiro, a Prefeitura de Cuiabá tentou uma conciliação com o Governo do Estado no primeiro momento, e a equipe do governador pediu prazo até 12 de março para regularizar a dívida. O que acabou segundo o prefeito cuiabano não acontecendo.

A equipe do governo não fizeram nenhum questionamento em nenhum momento a dívida, só pediram prazo para a gente sentar perante o Tribunal de Justiça para compor a dívida. E, no entanto, eles empurraram, protelaram, aí veio a pandemia uma semana após e até hoje não conseguimos sentar novamente“.

A Prefeitura de Cuiabá afirma que a secretaria Estadual de Saúde, através do secretário Gilberto Figueiredo, reconhece que existe uma divida entre o governo e prefeitura, mas questiona o valor.

Ele fala que não é R$ 60 milhões, ele fala que é R$ 38 milhões. Aí eu falei: “então tá bom, paga os R$ 38 milhões e vamos discutir os R$ 60 milhões, não quero um centavo que não seja devido a Cuiabá”. Ele ouviu, limitou-se a dizer que deve R$ 38 milhões. Agora o senhor, mais um vez vem a público contradizer seu secretário dizendo que não deve nada“.

O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro disse que atendendo uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE), criou junto à Controladoria Interna um grupo técnico para revisar todos os recursos destinados à “Covid-19”.

Eu não só criei o grupo, como também criei dentro do Portal Transparência uma plataforma, um link exclusivo de prestação de contas para a “Covid-19“.

Ao ser questionado sobre uma fala de Gilberto Figueiredo, quando disse que ele (Pinheiro) tinha uma postura de “irresponsável”, Emanuel classificou Gilberto como um homem sem dignidade.

Se ele tivesse dignidade, ele teria entregado o cargo, mas não tem. Está no “Poder pelo Poder”. É mais um candidato anunciado à Prefeitura de Cuiabá. Precisa inventar fatos inexistentes, mentirosos, para poder se aparecer perante a sociedade e conseguir ter um destaque para colocar seu nome à candidatura à prefeitura. Quer ser candidato, secretário? Seja. Apresente propostas e ideias. Tenha postura de homem, de firmeza, de dignidade. Pare de atacar por atacar“, atacou.

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O desafio à saúde do “Cacique Raoni” no “Coração da Amazônia”

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O líder indígena Raoni Metuktire, de 93 anos, permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no município de Sinop, localizado na região norte de Mato Grosso. A internação da maior liderança caiapó do país ocorreu após um agravamento severo de seu quadro respiratório crônico, gerando imediata mobilização da comunidade médica e de organizações socioambientais. O boletim emitido pela equipe de saúde confirma que o paciente encontra-se sob monitoramento contínuo, recebendo suporte multidisciplinar em uma ala de alta complexidade.

O internamento na UTI do Hospital Dois Pinheiros tornou-se necessário após a constatação de uma crise aguda de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que progressivamente compromete a capacidade respiratória do líder indígena. Diante da severidade dos sintomas apresentados no ambiente domiciliar e do risco iminente de insuficiência respiratória, os profissionais decidiram que o isolamento em ambiente de terapia intensiva seria a medida mais segura para garantir a estabilização hemodinâmica do paciente.

A internação hospitalar de Raoni Metuktire teve início formal na última terça-feira, dia 12, quando os primeiros sinais de debilitação física se manifestaram em sua residência. Após uma primeira transferência interestadual provisória na quinta-feira, dia 14, a internação definitiva na unidade intensiva foi consolidada no sábado, dia 16. O monitoramento rigoroso estende-se ao longo deste domingo, período no qual a equipe médica divulgou novas informações oficiais detalhando a evolução clínica do “Histórico Defensor da Amazônia”.

O atendimento emergencial foi concentrado inicialmente no município de Peixoto de Azevedo, localidade mais próxima à base territorial do líder caiapó, e posteriormente transferido para a estrutura de alta complexidade do Hospital Dois Pinheiros, situado em Sinop, polo de saúde do norte mato-grossense. Essa transferência estratégica atendeu a um pedido expresso dos familiares de Raoni, que buscaram garantir acesso imediato a recursos tecnológicos avançados e a especialistas capazes de lidar com as severas especificidades do quadro clínico apresentado.

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O agravamento da saúde do cacique decorre diretamente de uma severa crise provocada pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), associada a fatores preexistentes que elevam a vulnerabilidade do paciente.

O quadro clínico atual é complexo: Raoni possui uma hérnia diafragmática traumática crônica, sequela de um acidente automobilístico sofrido há duas décadas, e faz uso regular de marcapasso cardíaco.

A conjunção dessas enfermidades crônicas com a idade avançada do líder reduziu significativamente sua reserva funcional, exigindo intervenção médica imediata.

O plano de contingência médica foi executado por meio de uma operação logística terrestre e hospitalar cuidadosamente coordenada, que envolveu a remoção assistida do paciente entre diferentes unidades de saúde da região amazônica. A transferência inicial da residência para o Hospital Regional de Peixoto de Azevedo e a subsequente remoção para a UTI em Sinop seguiram protocolos rígidos de segurança climática e biológica, com o objetivo de evitar o desgaste físico do paciente e prevenir infecções secundárias.

A responsabilidade direta pelo tratamento de Raoni Metuktire está a cargo de um corpo médico especializado, composto pelo diretor clínico Túlio Emanuel Orathes Ponte e pelo diretor executivo Douglas Yanai. O plano terapêutico é desenvolvido de forma integrada com o médico Douglas Antônio Rodrigues, profissional vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que acompanha o histórico de saúde da liderança indígena há três décadas, garantindo um valioso alinhamento histórico e científico nas decisões.

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De acordo com o último Boletim Oficial divulgado pela equipe assistencial, o paciente apresenta um quadro clínico considerado estável, sem o registro de intercorrências graves ou instabilidades hemodinâmicas nas últimas horas de observação.

A manutenção dessa estabilidade em um paciente de 93 anos é interpretada pelos especialistas como um sinal encorajador, embora o prognóstico permaneça reservado e demande a continuidade rigorosa do suporte ventilatório e medicamentoso na unidade de terapia intensiva.

A repercussão do internamento de Raoni estende-se globalmente devido à sua importância histórica como a principal liderança geopolítica da causa indígena no Brasil e defensor internacional da preservação da bacia do Rio Xingu. Ele reside formalmente na Terra Indígena Capoto/Jarina, uma área protegida essencial para a conservação ambiental brasileira. A oscilação na saúde do cacique gera comoção e acende alertas em instituições de direitos humanos, que enxergam na figura do veterano um pilar fundamental da diplomacia socioambiental.

Os custos financeiros e a estrutura logística demandados pelo tratamento de alta complexidade do líder indígena estão sendo geridos por meio de uma articulação que envolve o suporte institucional da Unifesp e o monitoramento de órgãos indigenistas associados.

Esse esforço conjunto visa assegurar que todos os insumos tecnológicos e farmacêuticos necessários estejam plenamente disponíveis, garantindo que o tratamento do cacique atenda aos mais elevados padrões da medicina intensiva contemporânea sem restrições operacionais.

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