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ALERTA DAS AUTORIDADES SANITÁRIAS

Mato Grosso reforça prevenção após registrar 946 casos de HIV e 436 de Aids em 2025

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A intensificação das ações de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) marca a preparação de Mato Grosso para o Carnaval de 2026. A iniciativa ocorre após o Estado registrar, ao longo de 2025, 946 casos de HIV e 436 casos de Aids, números que acendem o alerta das autoridades sanitárias quanto à necessidade de ampliar a conscientização durante o período festivo.

Os dados, divulgados pelos órgãos estaduais de saúde, também apontam a confirmação de 17 casos de hepatite A, 461 casos de hepatite B e 175 casos de hepatite C no mesmo intervalo. O levantamento evidencia a persistência de doenças que podem ser prevenidas por meio de informação qualificada, vacinação nos casos indicados, e práticas sexuais seguras.

A mobilização preventiva ocorre em todo o território mato-grossense, com foco especial nos municípios que concentram maior fluxo de foliões. A estratégia envolve Unidades Básicas de Saúde (UBS), equipes de vigilância epidemiológica e campanhas educativas, que buscam orientar a população sobre formas de contágio, sintomas e possibilidades de tratamento.

O público-alvo abrange adolescentes, jovens e adultos que participam das festividades carnavalescas, período tradicionalmente associado ao aumento de exposições a situações de risco. As autoridades reforçam que a prevenção deve ser adotada por todos, independentemente de idade, gênero ou orientação sexual.

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Entre as principais medidas está a disponibilização gratuita de preservativos masculinos e femininos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os insumos podem ser retirados pela população sem custos, durante todo o ano, como parte da política pública permanente de enfrentamento às ISTs.

A ação preventiva se fundamenta na compreensão de que o Carnaval, embora seja expressão cultural e econômica relevante, também exige responsabilidade individual e coletiva. O uso consistente do preservativo continua sendo a forma mais eficaz de reduzir a transmissão do HIV, das hepatites virais e de outras infecções sexualmente transmissíveis.

Além da distribuição de insumos, as equipes de saúde intensificam a oferta de testagens rápidas e o encaminhamento para tratamento quando necessário. O diagnóstico precoce amplia as chances de controle clínico, reduz complicações e contribui para interromper a cadeia de transmissão.

A relevância das medidas reside no impacto direto sobre a Saúde Pública. Ao conter o avanço das ISTs, o Estado reduz internações, custos hospitalares e consequências sociais decorrentes de diagnósticos tardios, fortalecendo a rede de atenção básica e especializada.

O financiamento das ações integra o planejamento anual da Secretaria de Estado de Saúde, que articula recursos humanos e materiais para garantir cobertura em todas as regiões. A cooperação entre Estado e municípios é considerada essencial para alcançar resultados efetivos.

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Diante do cenário epidemiológico apresentado, as autoridades conclamam a população a adotar práticas preventivas e a buscar informações confiáveis nos serviços de saúde. A mensagem central é clara: celebrar o Carnaval com alegria e responsabilidade é a melhor forma de proteger a própria saúde e a coletividade.

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Campo Novo do Parecis confirma primeiro caso de “Febre do Nilo Ocidental”

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O Estado de Mato Grosso registrou o primeiro caso confirmado de “Febre do Nilo Ocidental” (FNO), infecção viral aguda transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos como pernilongos comuns. A confirmação foi divulgada pela Prefeitura de Campo Novo do Parecis, município localizado a cerca de 397 quilômetros a noroeste de Cuiabá, após exames laboratoriais realizados pelo Instituto Evandro Chagas, referência nacional em arboviroses, conforme protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

O paciente é um bebê de dois meses, que apresentou quadro clínico leve, evoluiu de forma satisfatória e já está curado. Embora o desfecho tenha sido positivo, o episódio colocou a rede pública municipal em estado de atenção, uma vez que a ocorrência é considerada incomum pelas autoridades sanitárias brasileiras.

AFebre do Nilo Ocidental é causada por vírus que circula predominantemente entre aves silvestres, principais hospedeiras naturais. O mosquito, ao alimentar-se dessas aves infectadas, adquire o agente viral e pode transmiti-lo a humanos e equinos por meio da picada. Não há transmissão de pessoa para pessoa, e cerca de 80% dos infectados permanecem assintomáticos.

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De acordo com especialistas da Vigilância em Saúde do Município, a migração de aves pode favorecer a disseminação do vírus em determinadas regiões. A gestão municipal investiga, neste momento, se há circulação viral ativa na área urbana ou rural, buscando identificar possíveis focos de transmissão e mapear fatores ambientais associados.

Os sintomas mais frequentes incluem febre, dor no corpo, dor ocular, cefaleia e mal-estar geral. Em casos raros, sobretudo entre idosos e indivíduos imunossuprimidos, a infecção pode evoluir para complicações neurológicas, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente um em cada 150 indivíduos infectados desenvolve forma neurológica grave da doença. Essa estatística reforça a necessidade de vigilância epidemiológica rigorosa, ainda que a maioria dos casos apresente evolução benigna ou ausência de sintomas.

Após a confirmação, equipes técnicas municipais iniciaram investigação detalhada para identificar o provável local de infecção. Paralelamente, representantes da Secretaria de Estado de Saúde deslocaram-se ao município para apoiar as ações de monitoramento ambiental e controle do vetor.

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Entre as medidas adotadas estão o mapeamento de áreas com potencial presença do mosquito transmissor, a eliminação de criadouros e a intensificação da orientação à população. A investigação epidemiológica também busca identificar possíveis casos não diagnosticados, a fim de delimitar eventual cadeia de transmissão.

Atualmente, não existe vacina aprovada para uso humano nem tratamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental no Brasil. O manejo clínico baseia-se em tratamento sintomático, com repouso, hidratação adequada e assistência hospitalar quando necessária, especialmente nos quadros mais graves.

As autoridades de Saúde reforçam a importância da prevenção individual e coletiva, sobretudo em períodos de maior proliferação de mosquitos. Recomenda-se o uso de repelentes, a instalação de telas em portas e janelas, a eliminação de recipientes que acumulem água parada e a destinação adequada de resíduos. Embora o caso seja tratado como isolado, o episódio evidencia a necessidade de vigilância contínua e cooperação entre poder público e sociedade para conter riscos sanitários emergentes.

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