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Maluf confirma candidatura ao TCE e avisa que um vai comemorar a vitória e dois vão ter de aceitar a derrota

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Esta acirrada a disputa por uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT). Três deputados disputam a cadeira a ferro e fogo e ninguém mostra disposição de abri mão do cargo vitalício de seu status. A definição do “ungido” será feita pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL/MT). Difícil saber qual dos três candidatos, todos eles parlamentares: Guilherme Maluf (PSDB) ex-presidente da Casa, José Domingos Fraga (PSD) e Sebastião Rezende (PSC), será quem vai conseguir levar a melhor.

A disputa entre os três concorrentes está provocando uma cizânia entre os poderes Legislativo e Executivo, com este último dividido em dois candidatos, Maluf com o apoio do governador Pedro Taques companheiro do mesmo partido, o PSDB e Fraga com o apoio do vice-governador Carlos Fávaro, o PSD, que apoia o governo do estado em todas as instancias. Os 22 deputados que vão votar não confirmam quem será o escolhido, e algumas informações estão em um cofre a 7 chaves de ouro.

Nesta sexta-feira, ao participar de um programa de rádio, o ex-presidente do parlamento, Guilherme Maluf foi enfático ao abordar o assunto. Disse que não abandona a disputa e numa clara demonstração de sua força mandou um recado aos adversários: “É preciso ter maturidade para saber que um dos três vai ganhar e dois vão perder”, declarando que ele será o vencedor.

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Somos colegas, nos tratamos muito bem. Mas se tiver que haver uma disputa, é preciso ter maturidade para saber que um vai ganhar, dois vão perder. E aí podem ficar rusgas, mas o que fazer se tem uma vaga só?”, disse.

Se tiver que haver uma disputa, é preciso ter maturidade para saber que um vai ganhar, dois vão perder. E aí podem ficar rusgas, mas o que fazer se tem uma vaga só? Ele disse que irá construir a confiança dos deputados mostrando que está preparado para o cargo”. Ele citou que já foi secretário municipal de Saúde e comandou o Legislativo por dois anos.

Maluf conta com os votos de todos os seus colegas de partido, composto por quatro parlamentares. Mas negou que irá pedir o voto dos outros deputados, por entender que isso acirraria a disputa. Fraga, em vantagem nesta questão, terá o voto de toda a bancada do PSD, composta de seis parlamentares, já levando uma grande vantagem contra Maluf.

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Só tenho apoio do meu partido por enquanto e vou evitar fazer um balanço por voto. Eu acho que isso não ajuda uma discussão de ideias. Pelo contrário, só vai acirrar uma disputa. Mas acredito que o voto do meu partido eu tenho e estou tentando construir outros votos para ter maioria”, afirmou.

A Assembleia Legislativa aprovou, no início do mês, em primeira votação, uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para tentar destravar a indicação do substituto de Humberto Bosaipo, que renunciou ao cargo em 2014, após ser acusado de peculato e lavagem de dinheiro.

O processo de indicação está suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou um pedido da Associação Nacional dos Auditores dos Tribunais de Contas do Brasil (Audicon). 

A entidade alega a inconstitucionalidade da emenda à Constituição Estadual que amplia o tempo necessário de experiência para que auditores de contas possam ser indicados a um cargo de conselheiro.

A votação final deve ocorrer já no início de março. A indicação do novo membro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso ocorreria, então, ainda no primeiro semestre, caso a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) realmente destrave o processo.

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Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento

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Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.

O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.

O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.

O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.

A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).

A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.

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A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.

A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.

O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.

Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.

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