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Na política tudo é possível: eleição ao Senado ainda dá

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Já estamos na mais complexa e repleta de ineditismo disputa eleitoral da história mato-grossense.

Marqueteiros sendo contratados, outros nem sabem o que estão fazendo, porém, os rumos desta disputa, que em breve saberemos os projetos antagônicos, serão definidos em pouco mais de 80 dias. Uma jornada curta e intensa.

Nesta jornada, as orientações estão sendo definidas. O Blog do Valdemir costuma acompanhar, mesmo de longe, cada encontro, reuniões secretas e rápidas conversas e manifestações dos nossos principais políticos.

Principalmente agora, que estamos em um período de ebulição eleitoral.

E nesta altura da corrida, o cenário político que começa a se desenhar e que podemos afirmar é que: experientes políticos de Mato Grosso tem acompanhado o processo e avaliam que o comportamento dos meandros do atual momento, demonstra que o aparato em torno do vice-governador é fato inevitável e que o embate com Otaviano Olavo Pivetta do Partido Democrático Trabalhista (PDT) requer a fortificação dos concorrentes.

Muitos dos candidatos que até aqui se apresentaram como pré-candidatos, existem rumores nos bastidores palacianos e também nos corredores da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), que dois deles podem se unir para derrotar Pivetta.

Segundo um parlamentar estadual, vão adotar a filosofia do que:unidos somos mais fortes, divididos somos frágeis”.

Não pensem que este aparato de Otaviano Pivetta, o torna imbatível. Ganharemos dele nas urnas“, disse um deputado em uma conversa em um dos corredores da Casa de Leis.

Já publicamos que a eleição do dia 26 de abril, será de surpresa e fatos novos iriam surgir, após a divulgação das regras do “jogo”.

Tudo é possível, a política é muito dinâmica, então quem sabe? Não é projeto pessoal nosso, vamos ouvir o partido, discutir com outros partidos. O importante é trabalhar para as melhorias e Mato Grosso“.

A frase do grande político trabalhista, Leonel Brizola, entrou para a história e cada vez mais se configura como verdadeira.

A política é dinâmica e a cada dia temos que rever nossos ideais

Entretanto… sonhar com o possível não é sonho. Tem que sonhar com o impossível. Então vamos ao sonho impossível, mas que vem acontecendo. Embora considere que os Democratas tem o nome do ex-governador Júlio José de Campos, como virtual candidato ao Senado, a velocidade dos acordos que assustam e se o sonho é pequeno, se no final não irá atingir muita coisa, do que adianta?

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Sonho ao Senado, ainda dá

Próximos dias, o impossível poderá acontecer: uma chapa com o ex-governador um dos caciques do Partido Democrata (DEM), Júlio José de Campos e o ex-vice-governador Carlos Henrique Baqueta Favaro, presidente estadual do Partido Social Democrático (PSD).

Segundo um deputado….ou os dois se unem em torno de uma chapa forte, consistente e que consiga agregar e conquistar votos ou “verás a sua derrota”, face ao individualismo político, invés de se unirem, preferem se enfrentar, possibilitando um candidato vencer a eleição, com um mínimo de votos.

Chuvas de nomes

Existem 7 pré-candidaturas que representaria o agronegócio: o deputado federal Neri Geller (PP), os ex-deputados federais Nilson Leitão (PSDB) e Adilton Sachetti (PRB), o ex-senador Cidinho Santos (PL), o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (PDT) e o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD).

O nome do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, também foi colocado a disposição.

Outros 2 nomes que estão dispostos a disputar a vaga e buscarão apoio do presidente Jair Bolsonaro são dos deputados federais Nelson Barbudo (PSL) e José Medeiros (Pode).

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Outros partidos também buscam lançar suas candidaturas ao Senado. Pela esquerda, PT, PC do B e PSOL já debatem internamente os nomes para a disputa. PSB, PV, Pros, Avante, PSC e Novo também têm pré-candidatos.

Nota da redação

Não devemos nos esquecer de que na política, é muito mais importante abrir mão de projetos individuais, em prol do coletivo, porém exequível, do que se deixar levar por vaidades pessoais.

Pensam os pré-candidatos de que ficarem somente criticando o adversário, será o suficiente para derrota-lo?

Ledo engano!

Lembre-se que detém a maior arma nas mãos: o poder, que aliás sabe muito b usar e contratou um bom marqueteiro e com um ótimo professor.

Estamos fazendo esse alerta, depois…não chorem.

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Impasse orçamentário em Várzea Grande retarda repasse estratégico ao setor de Saneamento

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Um montante expressivo de R$ 16 milhões, destinado a socorrer a infraestrutura hídrica de Várzea Grande, permanece bloqueado devido ao travamento legislativo do Projeto de Lei Executivo na Câmara Municipal. A proposta busca mitigar os severos impactos desdobrados na prestação dos serviços essenciais de saneamento e garantir o abastecimento de água regular às residências da segunda maior cidade de Mato Grosso, enfrentando entraves formais antes mesmo de ser submetida à deliberação plenária dos parlamentares.

O entrave burocrático atinge em cheio os moradores de Várzea Grande, comunidade vulnerável que lida rotineiramente com o desabastecimento, a irregularidade no fornecimento de água potável e a precariedade na manutenção da rede sanitária local. A crise estrutural afeta diretamente milhares de famílias no município, as quais sofrem as consequências imediatas da falta do recurso essencial em suas rotinas diárias, enquanto o orçamento corretivo aguarda chancela no parlamento municipal.

O mecanismo financeiro prevê o repasse fracionado de R$ 2 milhões mensais até atingir o teto de R$ 16 milhões, integralmente voltados para custear despesas operacionais emergenciais e debelar o gargalo estrutural da autarquia hídrica. Diante do quadro, a liderança governista busca assegurar o repasse urgente para evitar a colapso do sistema, destacando que os fundos serão remanejados da pasta de Viação e Obras para cobrir dívidas urgentes e mitigar o sucateamento dos equipamentos de captação e distribuição.

O epicentro do impasse ocorre na Câmara Municipal de Várzea Grande, onde o presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira (MDB), indeferiu o pedido do líder do governo para incluir a matéria na pauta de votação ordinária nesta semana. A decisão da presidência manteve o projeto fora da ordem do dia, sob o argumento formal de que o texto demanda maior tempo de análise das comissões técnicas, frustrando as articulações da bancada governista para acelerar a tramitação da verba emergencial.

A recusa na inclusão da matéria na pauta plenária deu-se oficialmente no decorrer da sessão deliberativa realizada na última terça-feira, ocasião em que os parlamentares debatiam as urgências do município. A protelação arrasta-se desde 28 de abril, momento em que o Poder Executivo protocolou formalmente a minuta no parlamento local, acumulando meses de paralisação e empacando o cronograma de contingenciamento planejado pela gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL).

A justificativa apresentada pela presidência da Casa de Leis, Wanderley Cerqueira (MDB), respalda-se no dever de cautela e fiscalização sobre a real viabilidade e destinação de recursos públicos expressivos oriundos dos cofres municipais. Os vereadores contrários ao regime de urgência alegam a necessidade estrita de avaliar profundamente o plano de sustentabilidade econômica do órgão recebedor, bem como auditar as razões pelas quais dotações da Secretaria de Obras seriam remanejadas para cobrir gastos operacionais.

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A premente subvenção financeira justifica-se no déficit crônico do Departamento de Água e Esgoto (DAE), entidade que encerrou os exercícios operacionais recentes com saldos severamente negativos no balanço orçamentário. O acumulado deficitário da autarquia ultrapassou R$ 13,32 milhões no ano anterior e somou mais R$ 4,16 milhões nos primeiros meses do ano corrente, impondo barreira financeira intransponível que impossibilita a continuidade regular das intervenções urbanas sem aporte suplementar da Prefeitura de Várzea Grande.

A implementação da transferência monetária exige a aprovação do Projeto de Lei no plenário, a subsequente sanção executiva e o estabelecimento de uma rígida prestação de contas periódica ao Legislativo. O texto estipula que a autarquia hídrica elabore imediatamente um plano de sustentabilidade econômico-financeira para justificar a alocação dos R$ 10 milhões originários do Projeto Pantanal e R$ 6 milhões previstos para ampliação do sistema, assegurando transparência no emprego das verbas.

O prosseguimento do projeto depende rigorosamente do seu reagendamento nas pautas subsequentes das sessões ordinárias, nas quais os vereadores deverão examinar as emendas, o parecer das comissões e o mérito da transferência orçamentária. Até que ocorra o consenso político necessário para a votação definitiva, o Município permanece legalmente impedido de efetuar qualquer aporte de capital no DAE, condicionando o futuro do saneamento básico local ao desfecho das negociações legislativas.

Em última análise, a paralisia do trâmite legislativo reflete a tensão entre a urgência social da população desprovida de saneamento e os ritos de fiscalização exigidos na governança do dinheiro público. Enquanto a Câmara Municipal posterga a decisão em nome do rigor analítico, as torneiras do município permanecem sujeitas à intermitência, reforçando a cobrança popular para que o poder público supere os entraves regimentais e garanta o abastecimento e a dignidade hídrica à cidade.

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