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INSTITUIÇÕES CONTEMPLADAS

Lar dos Idosos São Vicente de Paulo é uma das entidades beneficiadas pelo Nota MT

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O sorteio mensal de outubro do Programa Nota MT, realizado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) contemplou além dos 1.003 contribuintes sorteados, 133 instituições filantrópicas. Juntas, elas vão receber R$ 110 mil, que corresponde a 20% da premiação distribuída aos consumidores.

A Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACC), localizada em Cuiabá, foi a mais indicada, bem como a que irá receber o maior valor em dinheiro. Foram 76.228 indicações que resultaram em 197 prêmios, somando o total de R$ 21.600,00.

Outras entidades que também receberam muitas indicações foram: o Hospital do Câncer, que irá receber R$ 10.300,00 e a Obras Sociais Wantuil de Freitas que receberá R$ 2.900,00. Ambas estão instaladas na capital, Cuiabá. Já no interior do estado se destacam por serem as mais escolhidas a Associação Protetora dos Animais, localizada em Nova Mutum que será beneficiada com R$ 3.700,00; e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campo Novo do Parecis, que será favorecida com R$ 2.800.

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O Lar dos Idosos São Vicente de Paulo, de Várzea Grande, também aparece na lista com mais indicações. Somente no sorteio realizado na quinta-feira (11) a entidade foi escolhida por 12.550 contribuintes, dos quais 22 foram sorteados. Com isso, a instituição receberá R$ 2.200,00.

Atualmente o Programa Nota MT possui 196 entidades filantrópicas cadastradas que podem ser indicadas pelos contribuintes no momento do cadastro ou posteriormente, que concorrem aos prêmios. Para se cadastrar no Programa a entidade deve procurar a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), no setor de Cidadania e Inclusão Socioprodutiva.

Doe Sua Nota

Além dos sorteios do Nota MT, cidadão tem disponível outra forma de ajudar as entidades filantrópicas independentemente de ganhar algum sorteio. Com a funcionalidade “Doe Sua Nota”, qualquer pessoa pode realizar a doação simbólica da sua nota fiscal diretamente para a instituição escolhida, desde que o CPF não seja informado no documento fiscal.

Para isso, basta solicitar a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) nas compras feitas em Mato Grosso, sem que seja incluída a identificação do CPF ou CNPJ. Depois, pelo site ou aplicativo do Nota MT deve-se informar a chave do documento fiscal, selecionar a cidade e escolher a instituição social. Também é possível fazer a leitura do QR-Code ou depositar o documento fiscal em uma das urnas a serem disponibilizadas pelas entidades sociais nos estabelecimentos comerciais.

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Destaques

Ação Judicial de R$ 110 milhões contra Energia redefine parâmetros de litígio climático no Brasil

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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma detalhada ação civil pública contra a Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S.A., com o objetivo de responsabilizar juridicamente a concessionária pelo incêndio de grandes proporções que devastou a Estação Ecológica Serra das Araras. O órgão ministerial requer a condenação da empresa ao pagamento de indenizações que perfazem o montante expressivo de R$ 109,8 milhões, além do cumprimento imediato de obrigações de fazer. A petição inicial fundamenta-se na responsabilidade civil objetiva por danos ambientais, na qual a degradação sistêmica do ecossistema impõe o dever de reparação integral, independentemente da demonstração de dolo corporativo.

O grave desastre socioambiental ocorreu em agosto de 2024, período caracterizado por severa estiagem e condições climáticas propícias para o alastramento célere de focos de calor na região Centro-Oeste. A deflagração das chamas coincidiu com o ápice da estação seca, momento em que a vulnerabilidade dos biomas locais exige vigilância redobrada e manutenção preventiva rigorosa das infraestruturas circundantes. A documentação técnica anexada aos autos demonstra que o impacto inicial coincidiu com o agravamento da crise climática regional, potencializando os efeitos destrutivos do fogo sobre a cobertura vegetal nativa e sobre a fauna silvestre protegida.

O cenário geográfico da devastação ambiental concentra-se na Estação Ecológica Serra das Araras, uma unidade de conservação de proteção integral situada no Estado de Mato Grosso, além de abranger diversas propriedades rurais vizinhas afetadas. A área protegida constitui um relevante refúgio biológico e zona de transição ecológica, cuja integridade sofreu severo comprometimento devido à dispersão descontrolada do incêndio florestal. A delimitação territorial do dano técnico estende-se por uma região de difícil acesso, fator que impôs obstáculos adicionais às operações de combate executadas pelas brigadas de incêndio e pelas Forças de Segurança Pública.

Aproximadamente 4.500 hectares de vegetação nativa foram completamente consumidos pelas chamas, resultando em uma perda imensurável de biodiversidade e na destruição de habitats de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Além da supressão direta da flora, o evento provocou a emissão massiva de gases de efeito estufa na atmosfera, comprometendo significativamente os sumidouros naturais de carbono da região.

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O dano ecológico mensurado pela perícia técnica reflete-se na degradação profunda das funções ecossistêmicas locais, cujos efeitos deletérios na regulação hidrológica e na estabilidade do solo perdurarão por décadas.

Laudos periciais detalhados, elaborados por especialistas da Polícia Federal, identificaram de forma inequívoca que um dos pontos primários de ignição do incêndio florestal localizava-se exatamente na faixa de servidão da rede de média tensão. A infraestrutura elétrica sob concessão e responsabilidade técnica direta da Energisa Mato Grosso funcionou como o vetor inicial do sinistro, após a ocorrência de falhas operacionais específicas na linha de distribuição. A investigação oficial constatou que o contato direto da vegetação sem manutenção com os condutores energizados propiciou as faíscas necessárias para o início do desastre.

A causa determinante da tragédia ambiental residiu na omissão crônica e na negligência operacional da concessionária no tocante à manutenção preventiva de sua rede de distribuição elétrica. O exame minucioso das atividades da empresa revelou que, de 51 ordens de serviço emitidas para a localidade sul da Estação Ecológica, apenas uma referia-se a ações estritamente preventivas.

O descumprimento dos deveres legais de poda regular, limpeza adequada da faixa de domínio e criação de aceiros protetivos ao redor dos postes de madeira e concreto viabilizou o cenário de alto risco.

O Ministério Público Federal estruturou a demanda judicial com base em relatórios técnicos de auditoria, depoimentos de brigadistas e análises de imagens de satélite que mapearam a progressão cronológica do fogo. Sob a coordenação do Procurador da República, Gabriel Infante Magalhães Martins, o órgão coligiu evidências da conduta negligente da distribuidora, demonstrando o nexo de causalidade entre a ausência de fiscalização da linha e o dano consolidado. A iniciativa ministerial visa não apenas a punição pecuniária, mas o estabelecimento de um precedente pedagógico para o setor de utilidade pública.

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Para mitigar a iminência de novos episódios correlatos, a peça jurídica exige que a Justiça Federal determine à Energisa a apresentação e execução de um plano emergencial estruturado no prazo peremptório de 30 dias. A medida liminar pleiteada obriga a implementação de um cronograma contínuo de manejo da vegetação na faixa de servidão que intercepta a unidade de conservação pelos próximos cinco anos.

Os relatórios de conformidade técnica deverão ser submetidos anualmente ao escrutínio do Poder Judiciário, assegurando que a operação da infraestrutura não represente ameaça constante à segurança ambiental.

A vultosa indenização financeira de R$ 109,8 milhões foi meticulosamente segmentada em três categorias distintas de responsabilização civil, de modo a garantir o princípio da reparação integral do dano. O MPF estipulou R$ 53,6 milhões a título de danos materiais decorrentes da perda real da cobertura florestal e R$ 26,8 milhões por danos morais difusos sofridos pela coletividade. Complementarmente, foram fixados R$ 29,4 milhões destinados especificamente à compensação dos danos climáticos, mensurados a partir do impacto volumétrico de carbono liberado na atmosfera durante a queima.

O plano de destinação dos recursos financeiros assegura que as verbas arrecadadas revertam-se diretamente na recomposição do patrimônio público e no fomento à pesquisa científica regional. O modelo de partilha estabelece o repasse de 40% do montante ao ICMBio e 20% ao Ibama para o fortalecimento da fiscalização e gestão de unidades de conservação.

Outros 20% subsidiarão o Corpo de Bombeiros Militar no combate a incêndios florestais, enquanto os 20% remanescentes financiarão projetos acadêmicos da UFMT e da Unemat dedicados ao estudo dos impactos do fogo nos Biomas Cerrado e Pantanal.

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